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Centros de Pesquisa
CECO

HISTÓRICO
O Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica foi fundado em 15 de julho de 1969, por um grupo de pesquisadores, coordenado pelo prof. Luiz Roberto Martins, que tinha como finalidade desenvolver trabalhos no campo da geologia costeira e marinha, e oferecer condições de pesquisa e preparação de mão de obra qualificada, em uma área onde até então o Brasil dependia exclusivamente do exterior. Vinculados, inicialmente ao Laboratório de Sedimentologia do Instituto de Geociências da UFRGS, sediado no antigo e histórico prédio do château, então, local da primeira sede do CECO. Em 1972, o CECO, diante de sua atuação no campo da geologia marinha, é credenciado pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura) e recebe o título de Centro de Excelência pelo CNPq. Em 1984, o CECO após ministrar vários cursos de especialização é referendado pela UNESCO como Centro de Excelência para o ensino e preparo de pessoal científico a nível de Pós-Graduação para a América Latina e Caribe, consolidando a projeção internacional já alcançada pelos resultados de sua produção no campo das pesquisas. Ainda na década de 80, o CECO ingressa no Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), juntamente com um programa de participação na publicação de resultados com a Florida State University (FSU).Atualmente, os projetos de pesquisas são desenvolvidos pelas Divisões de Geologia Marinha e Geologia Costeira do Centro, cujas principais atividades se resumem:– na execução de projetos de pesquisa de base e caráter aplicado;
– nos trabalhos de consultoria, fornecendo subsídios à engenharia portuária e de costas (coastal management);
– no intercâmbio de informações e dados com os demais campos da oceanografia, através de estudos inter e multidisciplinares;
– na realização de experiências com protótipos, visando contribuir com o desenvolvimento de uma engenharia própria de equipamentos oceanográficos;
– na formação de pessoal através do Curso de Pós-Graduação.Como resultado, este Centro tem atuado em diversos âmbitos, sediando eventos como: cursos, reuniões, workshops e simpósios, bem como emprestando sua colaboração a outras instituições, ministrando cursos de curta duração no Brasil e no exterior. Hoje, o CECO embasado na qualidade e divulgação de sua produção científica, conta com mais de 160 trabalhos publicados em revistas brasileiras, em torno de 35 nas internacionais, 45 dissertações de mestrado e 9 teses de doutorado. Soma-se, a preocupação no contínuo aperfeiçoamento de seus pesquisadores, incentivando-os na participação em congressos, simpósios e projetos de pesquisas, conquistando assim o respeito e o reconhecimento da comunidade científica.
INFRA-ESTRUTURA
O CECO ocupa mais de 1000m2 de espaço físico, distribuídos entre laboratórios e gabinetes. Os laboratórios apresentam estrutura para a realização de análises sedimentológicas, mineralógicas e químicas que suprem e apóiam os projetos de pesquisa ligados à geologia costeira e marinha. Possui ainda, salas específicas para armazenamento de amostras in natura ou processadas; de pipetagem, peneiração e pesagem; para lavagem e secagem; para análise de partículas finas pelo analisador digital de partículas Elzone; para separação e análise de minerais pesados, carbonatos e preparação de lâminas; para polimento de amostras; para abertura de testemunhos de sondagem; para fotografias e audio-visual; de informática e sala de aula e para alunos de pós-graduação. Mediante ao grande número de amostras analisadas ou em fase de processamento, adotou-se programas de computador capazes de suprirem esta demanda. Cálculos estatísticos, gráficos, histogramas e reproduções de informações, já se encontram em desenvolvimento. O material preservado na litoteca, também pode ser acessado através de programas que informam desde a identificação do projeto até o resultado final do processamento. No Núcleo de Reparo e Manutenção são armazenados os equipamentos oceanográficos e amostradores. Também são realizados os ensaios técnicos de simulação dos equipamentos utilizados nas operações de campo. Esse núcleo acumula também a função de engenharia, projetando novos equipamentos ou modificando e adaptando em modelos já existentes, buscando suprir a falta de similares no mercado ou adequando às necessidades exigidas pelo ambiente amostrado.
CEPAVIN
CIGO

O Centro de Investigação do Gondwana – CIGO, é órgão auxiliar do Instituto de Geociências desta Universidade, criado no ano de 1965, quando da implantação do Curso de Geologia na UFRGS. À época de sua implantação, a comprovação geológica de um grande continente, conhecido na literatura mundial como “Gondwanaland” constituído pelos atuais América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia era tema instigante, que recebia a atenção de uma expressiva parcela de cientistas em todo o mundo, dedicados à elucidação dos aspectos geológicos e biológicos de uma então hipótese, relativa à “quebra” e a migração de fragmentos crustais, ao longo da história da Terra. Hoje, a existência pretérita desse super-continente é fato aceito e são bem conhecidos com o avanço das ciências geológicas os mecanismos responsáveis pela fragmentação e movimentação das placas litosféricas terrestres (Tectônica de Placas) consequência do fluxo de calor interno para a superfície e da dinâmica mantélica. Obviamente, persistem ainda aspectos relacionados com o Gondwana que necessitam ser entendidos, mas a escala de abordagem dos problemas e os enfoques necessários modificaram-se ao longo do tempo. As investigações atuais são mais de caráter temporal (geocronológico), estratigráfico (estratigrafia de seqüências), paleontológico (bioestratigráfico e tafonômico), menos gerais e mais específicas, exigindo também, além da visão ampla, imperante até há alguns anos, o aprofundamento de métodos científicos, a sofisticação de equipamentos e a especialização dos pesquisadores.
CPC
Em 1993, o professor Jefferson C. Simões fundou o Laboratório de Pesquisas Antárticas e Glaciológicas (LAPAG), como parte integrante do Departamento de Geografia, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde o início, esse laboratório teve como objetivo principal a introdução, no Brasil, da ciência polar. Em 2003, devido a demandas organizacionais e científicas crescentes, o LAPAG passou a denominar-se Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas (NUPAC), absorvendo mais uma missão: operar como um núcleo interdisciplinar envolvendo regiões polares e climatologia. A proposta de trabalho, atualmente, envolve atividades de ensino e orientação no curso de graduação em Geografia e nos cursos de pós-graduação em Geociências, Sensoriamento Remoto e Geografia da UFRGS, relevantes para a pesquisa na Antártica, nos Andes e no Rio Grande do Sul.
CPGq

O CPGq, Centro de Estudos em Petrologia e Geoquímica, órgão auxiliar do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem como objetivos principais: buscar a excelência de seus pesquisadores, grupos de pesquisa e laboratórios; promover, coordenar e executar projetos de pesquisa científica e de apoio tecnológico; fomentar, programar, coordenar e executar encontros e reuniões científicas. Para alcançar tais objetivos, cabe ao CPGq desenvolver atividades de pesquisa fundamentadas em infra-estrutura analítica de ponta, no desenvolvimento de projetos institucionais e na manutenção de grupos permanentes de pesquisa.
