TÉCNICAS
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Luciane Tomasini
ACORDOAMENTO
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a-Barry Flanagan, UK,1980
b- Mary Rogers, UK, 1981
(DOMMER,1994, fotos 10 e 11)

Conformando as cordas, rolinhos , cobrinhas ou roscas como queira?

Role um cilindro rústico de argila com as duas mãos sobre uma superfície plana, formando a cobrinha. O segredo é não apertar o rolinho demasiado, para que não achate, dificultando o movimento, se isso acontecer pressione delicadamente no sentido contrário da parte achatada.

 Preparando a Base

 Depois de feito o rolinho abra uma placa com espessura máxima de 1 cm usando rolos de madeira ou uma plaqueira (máquina própria para fazer placas de argila). Usa-se um plástico sobre a argila para que a mesma não grude ao rolo, e uma lona grossa para não grudar na superfície de apoio ( mesa). Se usar o rolo, é preciso colocar na superfície de apoio duas réguas guias de espessuras iguais para que o rolo deslize sobre elas e a massa fique de espessura uniforme. As réguas geralmente são de 0,5cm á 1cm de espessura o comprimento entre 30cm e 40cm. É importante que as réguas guias não fiquem muito juntas á placa de massa para que não grude argila nas mesmas, depois cortamos no tamanho e formato desejado para a base da peça. As réguas guias são somente para controlar a espessura, não os limites da massa.


Modelando as paredes laterais

Coloque o rolinho sobre a borda superior da base acompanhando seu formato. Corte as pontas do rolinho em diagonal para que junte as pontas uma na outra sem acumular sobras de argila. Por se tratar de uma junção crítica, a primeira cobrinha em contato com a base deve ser unida utilizando-se a barbotina e a técnica apropriada de costura .

Prossiga a operação até chegar altura desejada ou enquanto for possível posicionar sua mão no interior da peça. Não esqueça de observar a maleabilidade da argila, se ela começar a secar e trincar durante a modelagem, trabalhe com no máximo 5 fileiras de rolinhos antes de junta-los pela pressão lateral de seus dedos ou ferramentas apropriadas.

Junte os rolinhos de forma a eliminar as ondulações laterais das paredes externa e interior, deslocando em um movimento descendente as quantidades de argilas externas às linhas mostradas na figura ao lado, desta os rolinhos não se soltarão durante o processo de secagem.

Controle a pressão do movimento de junção dos rolinhos na peça segurando com mão sempre do lado oposto da pressão. Se estiver juntando por fora da peça mantenha a mão por dentro da peça, ajudando assim a não deformar a peça.

Com esse método é possível fazer peças que podem ir abrindo mais que o tamanho da base, colocando os rolinhos gradativamente mais para fora, e para fechar faz-se ao contrário, cada vez mais para dentro.

Ao término da junção de cada grupo de rolinhos, utilize uma ferramenta para dar o acabamento nas paredes externa e interna e confira o formato desejado da peça, utilizando um gabarito de cartolina previamente recortado.

Ao término da peça, se desejar, corte a borda superior da mesma com um gabarito de corte.

Obs.: se a argila não estiver muito úmida coloca-se entre as cobrinhas uma camada fina de barbotina (argila dissolvida na água) da mesma argila usada nos rolinhos para que fixem melhor. Mais utilizado em peças redondas e bojudas.

Decorando a superfície em estado de couro ou osso (seca)

 Algumas técnicas de decoração, podem ser aplicadas na peça em seu estado de couro , semelhante ao um chocolate ao leite, obtido logo após ao término da modelagem. De maneira geral você pode utilizar um engobe (revestimento a base de argila colorida) ou mesmo um vidrado para monoqueima e as técnicas de decoração a seguir:

Esgrafito - O esgrafito é o método de retirar o esmalte ou engobe aplicado com um pincel na peça. É através dele que pode-se fazer desenhos com linhas bastante finas e requintadas, “revelando” a amostra da cor da peça cerâmica que está embaixo do esmalte. Geralmente usa-se pontas metálicas e ou espátulas para "esgrafitar" as peças.

Reservas ou Mascaras - Essa técnica consiste em isolar da tinta algumas áreas da peça cerâmica, usando papel ou acetato ( folha plástica fina) ou goma de borracha, adesivos autocolantes ou cera. Funciona como uma máscara, protege determinadas áreas e possibilita a aplicação do engobe ou esmalte nas áreas vazadas do molde de papel ou outro material. É indicado em casos onde quer-se isolar áreas para depois serem pintadas ou não.

Decoração com giz ou lápis - Existem tintas cerâmicas em forma de bastão, elas agem da mesma forma que a líquida no que se refere a finalidade e resistência. São produzidos através de uma mistura de argila branca, óxidos ou corantes da cor desejada. Hoje já disponíveis em lojas de material para cerâmica artística. Esse recurso é indicado para desenhos em peças cerâmicas já queimadas, mas pode ser adaptado para superfícies secas, em estado de osso.

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Bibliografia:

   

DORMER, Peter.The new ceramics trends + traditions. London : Thumes and Hudson ltd., 1994.