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Luciane Tomasini
  GLOSSÁRIO  
A    

ADOBE - Argila crua secada no sol. Costuma ser misturada com palha para se tornar mais resistente. Usada para construções primitivas. ( www.portorossi.art.br ,dezembro 2007 )

ARGILA VERMELHA – Popularmente conhecida como “barro”. De grande plasticidade e em sua composição entram uma ou mais variedades de argilas. Produzidas sem tanta preocupação com seu estado de pureza, quando queimadas no máximo até 1100°C adquirem colorações que vão do creme aos tons avermelhados, o que mostra o maior ou menor grau da porcentagem de óxido de ferro. Formadas por argilas ferruginosas.

 ARGILA (clay) – Matéria prima básica da cerâmica. Resultado da decomposição de granito e rochas ígneas que existem na crosta da terra. Quando combinada com água, é plástica e pode ser moldada; se queimada acima de 700ºC torna-se densa e dura.(PENIDO e COSTA,1999)

ARGILA DE BOLA ( Ball clay) – Argila secundária, muito plástica, usada tanto na composição de corpos de argila como em esmaltes. Tem alto índice de retração.(PENIDO e COSTA,1999)

ARGILAS BRANCAS – São argilas porosas e muito plásticas,com porção de óxido de ferro quase nula. Utilizadas mais produção de peças em moldes. Sua temperatura é de 1050ºC e 1150º C e o biscoito é aconselhado queimar entre 900ºC ou 1000ºC. (FRIGOLA, 2002)

ARGILA DE GRÉS -- De modo geral é composto de argilas refratárias, quartzo, caulins e feldespato. Quando úmido sua cor é é cinza escuro, depois de queimado torna-se da cor rosa ou marfim. Sua temperatura de queima é de 1100ºC e 1300ºC aproximadamente

ARGILA DE PORCELANA - São argilas muito puras e nulas de óxido de ferro. Sua cor quando úmida é cinzento claro, depois de queimado torna-se da cor branca e translúcida é de porosidade nula. Sua primeira queima é aconselhável ser entre 900ºC e 100ºC.

ARGILA RECICLADA ( reclaimed clay )– Argila que é reaproveitada. Depois de seca se não for queimada no forno, pode ser umedecida e volta ao estado maleável. (PENIDO e COSTA, 1999)

ARGILA REFRATÉRIA ( fireclay)- Argila que suporta altas temperaturas e é usada por ceramistas misturada com outras argilas. (PENIDO e COSTA,1999)

ARGILA SECUNDÁRIA - Normalmente é adicionada às argilas primárias para aumentar a plasticidade.

B

BARBOTINA – Argila misturada com água em estado cremoso. A barbotina é a cola da argila.  
                   - Suspensão espessa composta de por um ou mais materiais cerâmica na água. É geralmente empregue como adesivo para colar diferentes partes de uma peç em estado cru ou mole, assim como aderir a decoração aplicada um peça. (FRIGOLA, 2002)

BISCOITO – Peça de argila que foi queimada e ainda não foi esmaltada. .(PENIDO e COSTA, 1999).

BORATO DE SÓDIO HIDRATADO- Usado como fundente na composição de muitos esmaltes e fritas. É utilizado também para o rebaixamento da temperatura de fusão de um esmalte. Contem cerca de 50% de água, e aconselha-se que seja adquirido já calcinado ou refinado.

BRUNIR – Polir a superfície da argila, esfregando com objeto liso, geralmente pedra. Tradicionalmente usado na cerâmicas dos índios das Américas do Norte e do Sul. .(PENIDO e COSTA,1999).

C

CAULIN OU CAULINO (china clay)- A mais pura forma de argila. É primária, de granulação relativamente grossa, com pouca plasticidade, usada para misturar corpos de argila brancos e porcelanas. (PENIDO e COSTA,1999).

CALCINAR- Queima da argila a temperaturas de 900ºC á 1000º para eliminar a água química e os elementos orgânicos, como carbonatos e reduzir plasticidade das argilas em pó. No caso dos óxidos, os pigmentos ficam mais concentrados e estáveis. . (PENIDO e COSTA,1999).

CELADON (celadon) - Esmalte originário da China.É queimado em redução e contém pequeno percentual de (0,5% a 2%0 de óxido de ferro. Sua cor varia do verde jade ao cinza claro ou azul. (PENIDO e COSTA,1999).

CHAMOTE( Grog) – Biscoito cerâmico moído passado no molino ( cilindro giratório com esferas de ferro para moer grão) , para dar textura, ajudar n secagem e aumentar a resistência durante a queima, além de reduzir o coeficiente de retração. (PENIDO e COSTA,1999).

CINZAS (ashes)- É a cinza orgânica , usada sozinha ou como ingrediente de esmalte de alta temperatura. Tradicional no Oriente,onde a madeira é um dos principais combustíveis dos fornos. (PENIDO e COSTA,1999).

CMC ( cabóxi- metil-celulose) – Cola vegetal que pode ser misturada ao esmalte para melhor adesão do vidrado á peça, antes de ser queimada . (PENIDO e COSTA,1999).

CONES PIROMÉTRICOS (pirométric cones) – São cones de cerâmica preparados para inclinar tocando á base, quando a o calor do forno chegar uma temperatura predeterminada. Devem ser posicionados em frente ao visor do forno par indicar a temperatura final.

CORPOS DE ARGILA ( Clay body) - É a mistura de argila e materiais, com o objetivo de proporcionar o barro qualidades que se deseja, como maior resistência, plasticiadade, queima em temperatura mais baixa ou mais alta . (PENIDO e COSTA,1999).

CRAQUELADO (crackels) - São fissuras que se formam na superfície do esmalte. Devido a variação da expansão e a retração do esmalte e da massa cerâmica, muitas vezes provocadas intencionalmente como decoração. . (PENIDO e COSTA,1999).

D

DEFLOCULAÇÃO- Dispersão da barbotina e do esmalte por ação de eletrólito, por exemplo silicato de sódio que incrementa a fluidez diminuindo a viscosidade. (FRIGOLA, 2002)

E

ENGOBE – Mistura de argila líquida, óxidos e outros componentes que pode ser aplicada em uma peça antes da esmaltação . Utilizado em peças cruas (ponto de couro), mas pode também de acordo com alguns ceramistas ser aplicado em peças biscoitadas.

ENGOBE VITRIFICADO – É o engobe que por conter materiais fundentes pode ser aplicado à peça já biscoitada em argila de alta ou porcelana. Camada vítrea aplica sobre os corpos cerâmicos.  

ENFORNAR – Colocar as peças no forno para serem queimadas. (PENIDO e COSTA,1999).

ESMALTAÇÃO A PINCEL - É um dos processos de esmaltar objetos cerâmicos. Utilizando o pincel roliço para “andar com a gota” do esmalte sobre a superfície a ser esmaltada, pode-se até obter relevos em superfícies planas.  

ESMALTAÇÃO POR PULVERIZAÇÃO – Processo que utiliza uma pistola com jato de esmalte. Deve ser utilizado em uma cabine própria, pois os esmaltes são tóxicos.

ESTRUSÃO - É o processo de forçar a massa da argila através de um tubo com um gabarito na extremidade. Usada para fazer cobrinhas de argila usadas em alças, decorações ou mesmo juntando e levantando peças.

ESGRAFITADO – Retirar parte do esmalte ou engobe pintados na peça ainda não queimados. Técnica decorativa, provém da palavra italiana graffito, que significa raspar.(MATTISOM, 2004).

F
FAIANÇA (faience) - termo criado na França para designar cerâmica de baixa temperatura com esmalte de estanho feita em Faenza, na Itália, durante o período de influência hispno-mourisca. O mesmo que majólica . (PENIDO e COSTA,1999)

FELDSPATO – 1. Silicatos de alumínio que contém proporções variadas de potássio, sódio, cálcio e ocasionalmente bário. Sua função no corpo cerâmico é promover a fusão a uma temperatura mais baixa. Nos vidrados é utilizado como fundente e é a principal fonte de alumínio. Podem ser encontrados em muitos tipos de rochas sedimentares, consistem de três silicatos, alumínio, sódio e cálcio.

FLOCULNTE (flocculant)- Material ácido que provoca a agregação das partículas em suspensão. No caso do esmalte, o agente floculante evita que as partículas se depositem no fundo do recipiente, o que endurece o esmalte e dificulta a esmaltação. (PENIDO e COSTA,1999)

FRITAS (frit) – Componente do esmalte que se funde para obter uma substancia mais estável e neutraliza os materiais mais perigosos. A maioria dos componentes de chumbo são usados com frita para evitar a contaminação de peças de uso utilitário. (PENIDO e COSTA,1999)

FUNDENTE – Componente do esmalte e do barro que faz com que eles se fundam com rapidez, contribuindo para que a sílice forme esmalte com o vidro . (MATTISOM, 2004).

G

GOMA ARÁBICA – É a goma vegetal muito conhecida por todos e que é empregada na cerâmica como agente aglutinante para a aplicação de pigmentos sobre o esmalte já queimado. Também é utilizada na mistura de água e esmalte para melhor fixá-lo à peça antes da queima, evitando que o pó de esmalte se solte.

( www.portorossi.art.br ,dezembro 2007 )

M

MISHIMA – Técnica de decoração de origem japonesa. Consiste em entalhar a peça de argila e quando atingido o ponto de couro, preencher os sulcos com engobe deixando-os secar completamente para então raspar os excessos. O engobe ficará incrustado na peça.

R

ROCHAS SEDIMENTARES – As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois sendo as rochas ígneas e as metamórficas) e formam-se por três processos principais: 1. pela deposição ( sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas; 2. pela deposição dos materiais de origem biogênica;  3. pela precipitação de substâncias em solução. ( www.portorossi.art.br ,dezembro 2007 )

S

SILICATO – O termo silicato é usado para denotar um tipo de rocha que consiste de silício e oxigênio (geralmente como SiO 2 ou SiO 4), um ou mais metais e possivelmente hidrogênio. Tais rochas variam de granito a gabro. A maioria da crosta da Terra é composta de rochas de silicato, assim como as crostas de outros planetas rochosos. É um composto consistindo de silício e oxigênio (Si xO y), um ou mais metais e possivelmente hidrogênio. É usado também em referência à sílica ou a um dos ácidos silícicos.

( www.portorossi.art.br ,dezembro 2007 )

STONEWARE  (Grês) –  É uma Massa Cerâmica. Sua composição é semelhante a das rochas, daí sua denominação; a principal diferença entre essa massa e as rochas é que enquanto as rochas se formam na natureza, o stoneware é preparado pelo homem com uma seleção de minerais e uma parte de argila plástica. Em sua composição não entram argilas tão brancas ou puras como na porcelana o que estabelece uma coloração rósea, levemente avermelhada nas baixas temperatura e acinzentadas nas mais altas. A temperatura de queima pode ficar entre 1150 e 1300ºC, após a queima se tornam impermeáveis, vitrificadas e opacas.

( www.portorossi.art.br ,dezembro 2007 )

T

TERRACOTA ( Argila vermelha)– Popularmente conhecida como “barro”. De grande plasticidade e em sua composição entram uma ou mais variedades de argilas. Produzidas sem tanta preocupação com seu estado de pureza, quando queimadas no máximo até 1100°C adquirem colorações que vão do creme aos tons avermelhados, o que mostra o maior ou menor grau da porcentagem de óxido de ferro. Formadas por argilas ferruginosas.]

( www.portorossi.art.br ,dezembro 2007 )
U

UG / BAIXO VIDRADO - Corantes minerais aplicados sobre o biscoito e após a pintura protegido o trabalho por uma camada vítrea transparente.

( www.portorossi.art.br ,dezembro 2007 )

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Bibliografia Consultada

ARGENTIÈRE, R. Novíssimo Receituário Industrial (direção) São Paulo: Editora Lepsa ,1ª. Ed., 1961 e em 3ª. Ed. Cone Editora,  São Paulo, 1989, revisada pelo Prof. Diamantino F. Trindade.

BARDI, Pietro.M. Arte da Cerâmica no Brasil. Banco Sudameris S/A, 1980.

CHARLESTON , R.J. World Ceramics. London : The Hamlyn Publishing Limited, 6ª. impression , 1979.

COOPER, Emanuel   História de la Ceramica . Barcelona : Ediciones CEAC, 1ª. Ed . Española, 1987.

COOPER, Emanuel. Ceramica . Barcelona: Instituto Parramon Ediciones , Enciclopédia de Temas Básicos, 1978.

GABBAI, Miriam B.B. Cerâmica arte da Terra. São Paulo: Ed. Callis , 1987. (Miriam Gabbai   - organizadora)

HALD, PETER. Técnica de la Cerámica. Barcelona :Ed Omega, S/A , 2ª Ed.,1973.

CHITI , Jorge Fernàndez . Diagnóstico de Materiales Cerâmicos. Ediciones Condorhuasi , 1986.

LEACH, Bernard. Manual del Ceramista. Barcelona: Editorial H. Blume , 1ª. Ed . Española 1981.

SENAC. DN. Oficina: cerâmica / Eliana Penido ; Silvia de Souza Costa. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 1999.