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Prensado de esferas |
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Nerikomi |
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Nerikomi |
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Nerikomi |
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Nerikomi |
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Nerikomi |
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Nerikomi |
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O uso de massas coloridas é uma opção bem interessante dentro das técnicas cerâmicas porque nos permite trabalhar forma e cor ao mesmo tempo. Muitas vezes é possível fazermos apenas uma queima quando utilizamos a alta temperatura (acima de 1200°C), que potencializa o contraste de cores e texturas dos objetos cerâmicos e amostras, sem a necessidade da aplicação de uma camada de vidrado transparente, amplamente utilizada em baixas temperaturas para realçar cores e texturas.
Cada ceramista precisa pesquisar e desenvolver sua própria paleta de amostras.
Podemos misturar duas massas prontas de cores diferentes, em várias proporções, obtendo um “degrade”, ou utilizar uma massa de nossa preferência e modificá-la com óxidos colorantes.
RECEITAS
Descrevo a seguir minha pesquisa com a massa faiança e os óxidos colorantes. Os valores percentuais indicados a seguir, representam as relações entre os pesos secos, em pó, das massas e óxidos utilizados em cada amostra.
- Óxido de cromo – 2 a 10%. Obtive verdes.
- Óxido de cobalto preto – 0,1 a 2%. Obtive uma faixa de cores entre o azul e o preto conforme a concentração utilizada..
- Carbonato de cobalto – 1 a 3%. Igual ao óxido de cobalto só que mais fraco.
- Óxido de cobre – 0,5 a 5%. Verde puxando para turquesa – produz manchas salpicadas.
- Carbonato de cobre – 3 a 7%. Obtive turquesa principalmente quando coberto com vidrado transparente.
- Óxido de ferro vermelho – 0,5 a 10%. Obtive de amarelo claro a marrom escuro.
- Óxido de ferro amarelo – 3 a 8%. Obtive de amarelo a marrom claro.
- Óxido de manganês – 0,5 a 6%. Obtive marrons acinzentados homogêneos (até 1150°C).
- Bióxido de manganês – 0,5 a 8%. Obtive marrons com pequenas pintas (até 1150°C).
- Óxido de níquel – 1 a 3%. Obtive cinzas.
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| Amostras de Faiança e óxidos |
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Faiança c/chamote e óxidos |
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| Marfim c/chamote e óxidos |
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Faiança c/chamote e óxidos |
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| Faiança e óxidos |
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Marfim c/chamote e óxidos |
DICAS
A argila branca é uma boa opção inicial porque mostra com clareza a cor, mas podemos adicionar óxido a qualquer argila. É preciso sempre fazer amostras para verificarmos a cor.
Quanto mais alta a temperatura, mais intensa a cor. É claro que devemos levar em consideração o ponto de sinterização da massa utilizada e a ação fundente do óxido sobre ela. Por exemplo, o óxido de manganês funde a 1150°C.
Quando formos utilizar mais de uma cor na mesma peça é aconselhável que a “argila base” seja a mesma para evitarmos trincas devido aos diferentes coeficientes de dilatação.
Há quem utilize vidrado alcalino (3%) adicionado na massa para obter cores mais vivas e uma maior vitrificação.
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NERIKOMI
Técnica de construção cerâmica usada no Japão, de origem chinesa, pelo menos tão
antiga quanto a dinastia T’ang, provavelmente inspirada em técnicas usadas na
cerâmica romana.È quase como montar um mosaico maleável.
Após a escolha das cores desejadas, as massas são empilhadas, enroladas ou
justapostas, formando um só bloco de várias cores que é então cortado
perpendicularmente. A fatia resultante é o módulo. Estes módulos são compostos
lado a lado num berço de gesso Quando a peça estiver quase em estado de couro,
é retirada do berço e raspada para aparecer o desenho e limpar os limites entre cores. |
DEPOIMENTO
Preparo massas coloridas para trabalhar a técnica de Nerikomi. Essa técnica me foi ensinada pela Marianita, que havia aprendido com o mestre Matsui Kosei no Japão.
Há 12 anos venho realizando pesquisas com o objetivo de adaptar a técnica à nossa realidade, com massas e óxidos comprados aqui no Brasil, bem como, em relação a queima em fornos elétricos, amplamente utilizado. As amostras apresentadas foram todas queimadas em atmosfera oxidante. Também é possível queimar em redução. As porcentagens sugeridas na bibliografia são a partir de massa em pó. Essas amostras foram feitas com massa já pronta, portanto as concentrações de óxidos estão proporcionalmente maiores devido à presença da água. Os vidrados das amostras estão todos queimados a 1000°C e as massas a 1000, 1130 e 1150°C.
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| Tony Birks, The Complete Potter’s Companion Steve Mattison, The Complete Potter Jorge Fernández Chiti, Curso Practico de Cerâmica Maria Dolors Ros i Frigola, Cerâmica Artística Finn Linggaard, Tratado de Cerâmica Ceramics Monthly – fevereiro/79; outubro/67 E principalmente, a minha grande amiga Maria Annita Tollens Linck, que me apresentou a técnica e é parceira valente de estresse de forno.
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