MATÉRIAS-PRIMAS
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Ana Flores

  COLORANTES

Pequenas quantidades de óxidos metálicos são adicionados para colorir os vidrados. Contudo, o resultado depende da espessura de aplicação do vidrado, da cor do biscoito, da temperatura de queima e da atmosfera do forno.

Os corantes são agentes colorantes industriais e você deve se informar junto ao seu fornecedor.

Óxido de Antimônio

Em proporções de até 10% em bases plúmbicas dará o tradicional amarelo Nápoles. Em vidrados sem chumbo não é muito estável. Com pequenas quantidades de óxido de ferro dará tons laranjas. Quantidade sugerida em vidrados: até 10%

Óxido de Cádmio

O único pigmento que se poderia considerar realmente vermelho, é o sulfo-seleniuro de cádmio que tem estabilidade térmica que não supera 1000°C, ou seja muito baixa. Também o amarelo deriva do óxido de cádmio. A fabricação na indústria destas fritas implica em substâncias nocivas para o homem e o meio ambiente. O cádmio é cancerígeno. Pessoalmente optei em não usar amarelos e vermelhos de cádmio.

Óxido de Cromo (tóxico)

Produz uma variedade de cores, dependendo da base do vidrado e da temperatura de maturação. Geralmente 2% de cromo dá verde. Em vidrados plúmbicos de baixa temperatura (abaixo de 950°C), sem soda, um laranja-avermelhado pode ser produzido. Com 1% de cromo, um amarelo brilhante pode ser desenvolvido em vidrados plúmbicos contendo soda. Na presença do óxido de estanho, poderá resultar rosa. Uma característica desagradável do cromo é que, numa fornada de potes brancos (com estanho) uma pequena quantidade volátil de cromo tornará os potes “rosados”. Quantidade sugerida em vidrados: 1-3%

Óxido de Cobalto

É o mais poderoso óxido colorante, dando azul escuro em quantidades de 1,5%. Cobalto tem também um forte efeito fundente que pode baixar a temperatura de maturação. Na presença do óxido de magnésio a cor tende a roxo. Óxido de cobalto dá pontinhos azuis enquanto o carbonato de cobalto, tendo granulação mais fina, dá uma cor mais homogênea. Quantidade sugerida em vidrados: até 1,5%

Óxido de Cobre

Adicionado em quantidades de até 5%, o óxido de cobre dá verde em vidrados plúmbicos. Em vidrados alcalinos, sem alumina, 2% de cobre dará turquesa brilhante. Em redução, 1% de cobre com um pouco de estanho produzirá cor avermelhada/acobreada. Em quantidades de 5-10% o cobre produzirá preto metálico. O carbonato de cobre dará uma cor mais homogênea. Quantidade sugerida em vidrados: até 5%

Óxido de Ferro

É talvez o óxido mais usado em cerâmica, dando tons de âmbar, marrom-avermelhado, verdes, azuis, cinzas e pretos, dependendo da quantidade usada, da temperatura de queima e da atmosfera do forno. Tem relativo poder fundente. O óxido de ferro vermelho em quantidades de até 5% dará tons de âmbar em vidrados plúmbicos. Em quantidades de até 2% dará verdes do tipo celadon em redução de grês; 10% dará preto em redução de grês. Com 1 a 3% de cromato de ferro obtém-se tons de cinza. Quantidade sugerida em vidrados: até 10%

Óxido de Manganês

Geralmente usado na forma de dióxido de manganês (preto), este óxido é muito fundente, dando marrom na maioria dos vidrados. Contudo, em vidrados alcalinos, roxo pode ser obtido, particularmente em combinação com um pouco de óxido de estanho. Para melhor distribuição da cor, carbonato de manganês pode ser usado. Quantidade sugerida em vidrados: 1-6%

Óxido de Níquel

Pouco usado como pigmento, talvez porque produz cores indefinidas. Tende a produzir cinza em vidrados plúmbicos, caramelo na presença de cálcio, verde em vidrados com muito magnésio e cinza azulado com zinco. Geralmente é usado como modificador de outras cores. Quantidade sugerida em vidrados: 1-3%

Óxido de Vanádio

Na forma de pentóxido de vanádio geralmente é usado junto com estanho para produzir amarelo opaco. Quantidade sugerida em vidrados: 4-10%