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Óxidos metálicos podem ser usados em peças decorativas, ou seja, não utilitárias (entende-se por utilitárias os recipientes para comidas e bebidas).
Para que haja aderência do óxido na peça (seja crua ou já biscoitada), deve-se misturá-lo com certa porcentagem de algum fundente. Recomendo um vidrado transparente alcalino (ou seja, sem chumbo, por questões ambientais)
Se você não usar um fundente, o óxido se desprenderá mesmo após a queima.
Acrescente água a fim de que a mistura fique bem líquida.
Os óxidos podem ser aplicados sob ou sobre os esmaltes crus, com esponja ou pincel. No caso de esmaltes já cozidos prefira a pulverização. Use máscara e luvas.
A temperatura de queima corresponde à temperatura do fundente .
O resultado serão peças com aspecto "patinado" que não recobre totalmente o corpo cerâmico.
Veja sugestões de proporções na tabela abaixo:
óxidos |
fundente alcalino |
atmosfera oxidante |
atmosfera redutora |
cromo 50 % |
50 % |
verde |
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ferro 50 % |
50 % |
tons terrosos |
azul |
cobalto 60 % |
40 % |
azul |
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cobre 90% |
10% |
turquesa |
acobreado |
cobre 50% |
50% |
grafite metalizado |
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manganês 80-85% |
15 – 20 % |
tons de marrom |
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Os corantes cerâmicos representam, na sua maioria, misturas balanceadas de óxidos metálicos, submetidos a reações químicas e físicas através de processos térmicos industriais. Têm como características a padronização das cores; estabilidade térmica; intensidade e rendimento.
Assim como os óxidos metálicos, os corantes devem ser misturados com algum fundente e água. A porcentagem do corante varia de 10 a 15%, dependendo da cor desejada.
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