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Arnold Franz Walter Schönberg, ou Schoenberg (1874 — 1951) |
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Analyse de Farben (Schoenberg) |
Klangfarbenmelodie
1911: Viena: Arnold Schoenberg (1874-1951) termina o seu tratado de harmonia (Harmonielehre), introduzindo o termo referente à melodia de timbres (Klangfarbenmelodie) que diz: “o material da música é o som, que age em seguida sobre o ouvido. A percepção sensível libera associações e liga o som, o ouvido e o mundo das sensações”*. Termos estes que encontramos em Farben, a terceira das Cinco peças para Orquestra, Op.16, se tornou uma referência não só pelo tipo de organização do material sonoro frente à orquestra, mas segundo Boulez, é nesse momento que o timbre passa a “ser utilizado por si mesmo, funcionalmente” (BOULEZ, 1995, p.314). A melodia de timbres seria usada também na composição de música eletroacústica.
*Referência: Almeida, Jorge de. Crítica Dialetica em Theodor Adorno: Música e verdade nos anos vinte. Pág. 69. Cotia-SP; Atelie Editorial, 2007.
Fonte: MENEZES, Flo. Música eletroacústica : história e estéticas. São Paulo: Edusp, 1996.