Inventado pelo engenheiro francês Pierre Toulon, com auxílio do engenheiro eletrônico Krugg Bass, o Cellulophone (Cellule Photo-électrique) teve seu protótipo estreando na França em 1927. O Cellulophone era um instrumento baseado em gerador de som eletro-ótico e assemelhando a um órgão eletrônico. O instrumento tinha dois teclados com 8 oitavas e um pedal para o pé.
O princípio da cellulophone, e outros instrumentos que lhe sucedeu, é o seguinte: O som era gerado por discos rotativos no qual um anel de fendas equidistantes eram cortadas. Quando o disco é girado em velocidade constante, a luz passa por intervalos regulares e gera uma tensão periódica atingindo a fotocélula. A frequência varia, dependendo do número de entalhes (54 para a nota mais grave do cellulophone) a velocidade do disco que gira determina a frequência do sinal de saída, fornecidas pelas válvulas. Trata-se em medida certa de transposição eletro-ótica, inventada para o telharmonium e incluída com sucesso nos órgãos Hammond.
Um disco foi usado para todas as notas de cada oitava, ou seja, um disco para cada oitava (com um número crescente de fendas) o que gerava problemas de precisão na afinação, este sistema, entretanto, deu a possibilidade original e incomum de ter timbres diferentes para cada oitava.
O Cellulophone foi um dos instrumentos na década 1920-30, que utilizou o sistema de foto elétrico, outros exemplos são o “Licht-ton Orgel", o "Photona" e "Radio Organ of a Trillion Tones".
A crescente sofisticação e confiabilidade de circuitos eletrônicos do pós-guerra, marcou o declínio da síntese sonora baseada na luz após a década de 1940, exceto por alguns poucos pioneiros, como Daphne Oram que usou um sistema similar, não só para sintetizar sons, mas para seqüenciá-los e arranjá-los.