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Uma versão inicial do Ondes-Martenot (1928)
imagem: http://120years.net/machines/martenot/early.gif |
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Uma versão de concerto do Ondes-Martenot (1928) Imagem: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c6/Ondes_martenot.jpg |
Ondes Martenot / Messiaen 4° Feuillet Inédit by Thomas Bloch |
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Ondes Martenot /virtuosistic Formule by Thomas Bloch-TV 1999 |
Ondes Martenot et Theremin music instrumentist |
Gorillaz & ondes Martenot, glassharmonica, cristal Baschet |
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Sextuor d'ondes Martenot - pièce d'Olivier Messiaen |
Maurício Martenot, um violoncelista e um telegrafista de rádio, encontrou o idealizador do Theremin, Leon Termen em 1923 e esta reunião conduziu-o a projetar um instrumento baseado nas ideias de Leon. O primeiro modelo, o "Ondes-Martenot", ou em inglês “Martenot Waves” foi patenteado em abril de 1928 com o nome francês de “Perfectionnements aux instruments de musique électriques” (melhorias aos instrumentos de música eletrônica).
A intenção de Martenot era produzir um instrumento com uma versatilidade eletrônica e que fosse familiar aos músicos de orquestra.
As primeiras versões tinham poucas semelhanças com os modelos de produções posteriores: consistia em duas tabelas na unidade montada, controlada por um intérprete que manipulava uma corda presa, com um anel, ao seu dedo (usando a capacitância dos corpos para controlar as características do som de uma forma muito semelhante ao Theremin). A este dispositivo, posteriormente foi incorporado uma fita de “fingerboard” abaixo do teclado. As versões posteriores utilizavam um teclado padrão.
O instrumento também tinha um banco de chaves de expressão que permitia o executante mudar o timbre e caráter dos sons. Mais tarde, em 1938, foi apresentada uma versão microtonal do instrumento, conforme especificado pelo poeta hindu “Rabindranath Tagore” (1861 - 1941) e o músico “Alain Daniélou”.
Os recursos sonoros do instrumento foram posteriormente expandido com a adição de controles timbrais e novos alto-falantes móveis. A produção do instrumento parou em 1988, mas vários conservatórios da França ainda continuaram a utilizá-los. Desde 2008, Jean-Loup Dierstein, com o apoio do filho de Maurice Martenot, tem construido instrumentos “Ondes Martenot” com base no modelo utilizado quando a produção parou em 1988.
O Ondes Martenot era freqüentemente usado em filmes de horror e ficção científica em cinema e televisão, especialmente na década de 1950. Sua primeira utilização no cinema foi com o compositor Arthur Honegger no filme “The Idea” (1930) . Foi amplamente utilizado pelo compositor Brian Easdale no espetáculo de balé “The Red Shoes”. O compositor britânico Barry Gray frequentemente utilizou-o em suas composições para a séries de televisão. Também ele foi usado com grande efeito anos mais tarde, quando Barry Gray (1925-1984 - músico e compositor britânico) compôs a trilha de “Jornada Além do Sol”. Foi utilizado para efeitos sonoros pelo compositor David Fanshawe na série britânica de televisão “Flambards”. O compositor de músicas para anime (nome usado para se referir a qualquer produto de animação produzido no Japão – fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anime) Takashi Harada, utilizou o instrumento em composições para os animes “A Tree of Palme” (2002) e Binchō-tan (2006).
Outros filmes que utilizaram o instrumento: “Lawrence of Arabia”, Lawrence da Arábia, (1962); “Billion Dollar Brain” (1967); “Doppelgänger” (1969); Jesus of Nazareth (miniserie) (1977); “Heavy Metal” (1981); “Ghostbusters”, Os Caças-Fastasmas (1984); “A Passage to India”, Passagem para a Índia, (1984); “The Black Cauldron”, O caldeirão mágico, (1985); “Tucker: The Man and His Dream”, Tucker: Um Homem e o Seu Sonho, (1988); “Rising Sun” (1993); “Amélie” O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, por “Yann Tiersen” (2001); mais ainda, o documentário “Bodysong” (2003) e "There Will Be Blood", Sangue negro, (2007) que tiveram a trilha composta por “Jonny Greenwood” do “Radiohead”.
O sucesso Ondes-Martenot é mais fácil de tocar que o Theremin, embora ambos sejam monofônicos e utilizam válvulas como uma fonte sonora, o Ondes-Martenot possui um teclado e um controle de glissando, através da fita com uma aparência familiar a qualquer pianista.
Fonte adicional: http://en.wikipedia.org/wiki/Ondes_Martenot
http://www.scoretrack.net/gray.html