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Daphne Oram (1925-2003) |
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Daphne Oram no estúdio Oramics (1959) |
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| A região das tiras de filme (35mm) na máquina de Daphne Oram. (1959) Imagem: gatouleas.files.wordpress.com/2008/10/oramics-machine.jpg |
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| Daphne Oram (1925-2003) Imagem: static.boomkat.com/images/141481/333.jpg |
Daphne Oram and 'Oramics'
A técnica de Oramics foi desenvolvido por Daphne Oram, uma compositora de música eletrônica que trabalhava na BBC Radiophonic Workshop, na Inglaterra, a partir de 1959. Consistia de um desenho sobre um conjunto de dez rodas dentadas sincronizadas com tiras de filme de 35 milímetros que abrangia uma série de células foto-elétricas que, por sua vez, gerava uma carga elétrica para controlar a frequência, timbre, amplitude e duração dos sons. Esta técnica foi semelhante para os trabalhos de Yevgeny Sholpo em "Variophone" alguns anos antes, em Leningrad, e de certa forma, semelhante, também ao sistema de cilindro perfurador da RCA Synthesiser. A saída do instrumento era monofônico e dependendia de gravador multipista para criar texturas polifônicas.
A atração desta técnica tinha relação direta com o gráfico da imagem com o sinal de áudio. Embora o sistema sendo monofônico, a flexibilidade do controle sobre as nuances da produção do som era incomparável em todos os mais sofisticados sintetizadores analógicos de voltagem controlada.
Daphne Oram continuou a utilizar o processo durante todo os anos 60 produzindo trabalhos para cinema e teatro incluíndo: “Rockets in Ursa Major”(1962), “Hamlet”(1963) e “Purple Dust”(1964).