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Raymond Scott (1908 — 1994) |
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Clavivox (1950) Imagem: 120years.net/machines/clavivox/clavivox_scott.gif |
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Raymond Scott e seu quinteto em “Ali Baba Goes to Town” |
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Raymond Scott em 1940 (1908 — 1994) Imagem: 120years.net/machines/clavivox/scott_portrait.gif |
Vídeo documentário sobre o trabalho de Raymond Scott |
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Propaganda da Manhattan Research (1946) Imagem: 120years.net/machines/clavivox/manhattan.gif |
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Manhattan Research (1946) |
Raymond Scott
O Clavivox foi inventado pelo compositor e engenheiro Raymond Scott em meados de 1950. Scott (nascido em Harry Warnow no Brooklyn, cidade de Nova York dia 10 de setembro de 1908) foi o líder do Raymond Scott Quintet trabalhando inicialmente para a estação "house" da CBS e mais tarde compondo excêntricas obras, porém brilhantes, para os programas de desenhos da Warner Bros, como “Loony Tunes” e “Merrie Melodies”.
Scott incorporou elementos do jazz, swing, música pop e música moderna de vanguarda em suas composições, utilizando uma forma muito pessoal e pouco usual de notação e edição. Em 1946 projetou e construiu a Scott Manhattan Research, um estúdio comercial de música eletrônica. Este estúdio utilizou seus próprios dispositivos eletrônicos, assim como outros instrumentos eletrônicos do período. O estúdio teve muitos exemplos de processadores e geradores de som. Scott construiu seu primeiro instrumento musical eletrônico em 1948 chamado "A Karloff". Esta máquina foi projetada para criar efeitos sonoros para filmes, anúncios publicitários e era capaz de imitar sons, tais como a voz, o ruído de fritar bifes e os tambores da selva.
Em meados de 1956, Scott concluiu o Clavivox ou “Keyboard Theremin” constituído por oscilador de válvula controlado por um teclado de três oitavas (com um modelo de circuito projetado pelo então jovem Bob Moog). O instrumento foi concebido para simular o contínuo deslizar de notas do Theremin, porém sendo tocadas por um teclado. A máquina foi equipada com três teclas de controle - do lado esquerdo do teclado - que controlava o ataque ou o corte completo da nota. Essas teclas eram acionadas com a mão esquerda modificando a nota de acordo com as características do envelope. Outros controles do painel frontal do Clavivox disponíveis eram: afinação em semitons, microtons, controle da quantidade e da frequência do vibrato.
Scott utilizou o Clavivox nas suas partituras de desenho animado para efeitos sonoros. O Clavivox foi indicado para a produção em massa, mas a complexidade e fragilidade do instrumento fez deste um empreendimento impraticável.
Durante os anos 60, Scott construiu uma série de instrumentos eletrônicos e começou a fazer experimentos com dispositivos de sequenciamento analógico de alturas. Um dos protótipos construído durante a década de 70, foi uma enorme máquina com seis metros de altura e abrangendo 30 pés na parede do estúdio de Scott. O sequenciador de notas foi construído usando centenas de relés de telefone para seleção das alturas. Os sons eram gerados a partir de um banco de 16 osciladores, um órgão Hammond modificado, um Ondes Martenot e dois Clavivoxes. Scott usou a máquina para compor música eletrônica e várias peças nas décadas de 1960, incluindo três volumes das canções de ninar sintetizadas "Soothing Sounds for Baby"(1963), anteriores a música minimalista, (Phillip Glass, Steve Reich) utilizando-se de repetição e seqüências por 20 anos.
A última e mais ambiciosa máquina de Scott batizada de “Electronium” (não deve ser confundido com o Hohner Electronium ou Electronium-Pi) foi o apogeu de sua obra usando pitch e seqüenciadores de ritmo (o seu design utilizava um número de componentes Moog, que também contribuiu para o Clavivox).
Scott descreveu a máquina como "instantaneous composition-performance machine. O Electronium não é um sintetizador - não há teclado (era manipulada por botões e interruptores) - e não pode ser utilizado para a execução de músicas. O instrumento é projetado exclusivamente para a realização simultânea e instantânea de composições de trabalhos musicais.
Raymmond Scott compôs em 1969 a peça The Pygmy Taxi Corporation, utilizando o Electronium. Esta composição não faz parte de seu repertório de músicas comerciais. Um pulso sobre rápidas harmonias e timbres criam um efeito robótico ornamentado por frases rápidas. Após o primeiro minuto o tempo regular cessa e surge uma série de frases disjuntas, cada uma com seu ritmo, mas separadamente do que vem antes e após. Na seqüência o tempo volta a ser regular, porém lento, com notas baixas. O registro ascende gradualmente e a música termina com um som de quebra-quebra.
Em 1972, Scott se tornou o chefe de pesquisa e desenvolvimento de música eletrônica para a Motown Records. Após sua aposentadoria, Scott utilizou a tecnologia MIDI para continuar escrevendo até 1987, quando sofreu o primeiro de vários derrames cerebrais, deixando-o debilitado. Raymond Scott morreu em 1994.
FONTE:
http://en.wikipedia.org/wiki/Raymond_Scott
http://www.thereminvox.com/article/view/140/1/6/