Você está aqui: Linha do Tempo/Segundo Período - 1959 - Daphne Oram


Daphne Oram (1925-2003)
Imagem: static.guim.co.uk/Guardian/music/gallery/2008/aug/04/1/DO7-2689.jpg

Daphne Oram no estúdio Oramics (1959)
Imagem: 120years.net/machines/oramics/oram.gif

Filme Rockets in Ursa Major utilizando
trilha gravado com Oramics:
Link disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=No8J6GAXuKo
A região das tiras de filme (35mm) na máquina de Daphne Oram. (1959)
Imagem: gatouleas.files.wordpress.com/2008/10/oramics-machine.jpg
Vídeo com sons produzidos por Daphne Oram
Link disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=s0hWX6PYJ2Q&feature=relmfu
Daphne Oram (1925-2003)
Imagem: static.boomkat.com/images/141481/333.jpg

Daphne Oram and 'Oramics'

Daphne Oram desenvolve o “Oramics”, instrumento que consistia em desenho sobre conjunto de rodas dentadas sincronizadas, tiras de filme de 35 milímetros e uma série de células foto-elétricas que geravam carga elétrica para controlar a frequência, timbre, amplitude e duração dos sons.

A técnica do Oramics foi desenvolvido a partir de 1959 por Daphne Oram, uma compositora de música eletrônica que trabalhava na BBC Radiophonic Workshop, na Inglaterra. A técnica consiste em desenhar para um conjunto de dez rodas dentadas sincronizadas com tiras de filme de 35 milímetros que abrangia uma série de células foto-elétricas que, por sua vez, gerava uma carga elétrica para controlar a frequência, timbre, amplitude e duração dos sons. Esta técnica foi semelhante para os trabalhos de Yevgeny Sholpo em "Variophone" alguns anos antes, em Leningrado, e de certa forma similar ao sistema de cilindro perfurador do Mark II RCA Music Syntheziser. Como era um instrumento monofônico, para criar texturas polifônicas era preciso usar o gravador multipista.

O interessante desta técnica é a relação direta do gráfico da imagem com o sinal de áudio: embora o sistema seja monofônico, a flexibilidade do controle sobre as nuances da produção do som era incomparável aos demais sintetizadores analógicos controlados por voltagem da mesma época.

Daphne Oram continuou a utilizar o processo durante os anos 60 produzindo trabalhos para cinema e teatro incluíndo: “Rockets in Ursa Major” (1962), “Hamlet” (1963) e “Purple Dust” (1964).

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Daphne_Oram

http://en.wikipedia.org/wiki/Oramics

http://120years.net/machines/oramics/index.html