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O álbum de rock progressivo com sintetizadores - Brain Salad Surgery

Keith Emerson

Emerson, Lake & Palmer - Karn Evil 9
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UeQsZOQqO6I

1973 Brain Salad Surgery - EMERSON, LAKE AND PALMER.

Os grupos que seguiam a estética do rock progressivo foram os pioneiros na utilização do sintetizador comercial em apresentações ao vivo.
O grupo inglês Emerson, Lake and Palmer surpreendeu a todos com uma música instrumental sofisticada e repleta de virtuosismo para um grupo de rock.
Com a capa feita por H. R. Giger, o álbum Brain Salad Surgery é o quarto da carreira desse grupo inglês. A abertura é uma versão para a canção Jerusalém, de Willian Blake e Hubert Perry. Logo o ELP mostra o virtuosismo instrumental em Toccata, uma adaptação, com arranjos de Keith Emerson, para o quarto movimento do Concerto no. 1 para piano do compositor argentino Alberto Ginastera. Utilizando harmonia moderna mesclada a passagens de música eletrônica, Toccata é uma aventura musical em que a banda deixa bem clara suas pretensões em romper com o rock tradicional. O contraste vem com a canção de Greg Lake, Still... You Turn me On, que se tornou uma das baladas preferidas do ELP. A grandiosa Karn Evil 9 1st impression Part 1 foi composta por Keith Emerson com letras de Lake e Sinfield (ex- King Krinson). Uma obra prima que ficou para a história do rock como uma das grandes referências do progressivo. No final da música acontece um instrumental apoteótico e um dueto de guitarra tocada por Lake com o Hammond de Emerson. A Part 2 é a faixa mais conhecida desse álbum com o refrão “Welcome back my friends to the show that never ends...”. A 2nd impression, composta por Emerson, é uma aula de improvisação ao piano e percussão impecável com grande influência do jazz. O álbum termina com o clássico do ELP, trata-se da Karn Evil 9 3nd impression. De caráter sinfônico, é uma composição em que todos os integrantes possuem seu espaço para desempenhar o que sabem fazer de melhor. Utilização de efeitos na voz, mudanças rítmicas, sons eletrônicos, virtuosismo, linhas de baixo, percussão, progressões harmônicas, passagens sinfônicas, jazzísticas, mudanças drásticas na dinâmica, fanfarras e até um step seqüencer Moog (no final da música) para completar a exuberância musical dessa grande obra. Sem dúvida todos os elementos do ELP estão nesse disco e servem de modelo para muitos outros grupo de rock progressiva descendentes da escola ELP, entre elas, a alemã Triumvirat. Esse clássico já foi lançado em DVD-áudio remixado em Dolby 5.1.
A canção Lucky Man, foi o registro do primeiro solo de Moog Modular executado por Keith Emerson no início dos anos de 1970. Uma das características notórias do rock progressivo é a ênfase em passagens instrumentais intercaladas por linhas vocais. Um bom exemplo é a suite Tarkus, com duração de 20:35 minutos que foi gravada originalmente no álbum de mesmo nome em 1971. O ELP preocupou-se também em realizar várias versões de verdadeiros clássicos da música para órgão hammond, sintetizadores, percussão, baixo elétrico e voz, aproximando, dessa maneira, o fã de rock da música de concerto e dos sons eletrônicos. Algumas das versões gravadas pelo grupo foram Knife Edge, adaptada da Sinfonietta de Janacek, Toccata, com arranjos de Keith Emerson, para o quarto movimento do Concerto no. 1 para piano do compositor argentino Alberto Ginastera, Fanfare for the Common Man e Hoedown, ambas do compositor Aaron Copland, Pictures at a Exhibition de Mussorgsky. O tecladista Keith Emerson continua apresentando-se com o Moog modular e o órgão Hammond, conservando assim a identidade e a sonoridade inconfundível. Além disso, mantém sua atuação teatral irreverente: sobe no piano e toca com uma mão nas costas, arranca teclas do Hammond e joga para a platéia, derruba o Hammond e fica por baixo tocando ao contrário, usa o Ribon Controller do Moog modular para fazer jorrar faíscas na platéia.

FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brain_Salad_Surgery