NECCULT

MICROCRÉDITOS E EMPREENDIMENTOS CULTURAIS

O estado atual e sugestões de ações para empreendimentos culturais são tema de artigo no livro Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas, parte da coleção Capacidade Estatal e Democracia do CEGOV, publicado em parceria com a Editora da UFRGS. O capítulo 3, intitulado “Microcrédito e Empreendimentos Culturais: estado atual e sugestão de ações incrementadoras”, foi escrito por Gláucia Campregher, professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFRGS, Pedro Henrique Jatobá, Mestre em Gestão e Desenvolvimento pela UFBA, e Tiago Baldasso, graduando em Relações Internacionais pela UFRGS.

O texto busca analisar a política de microcrédito no Brasil como forma de descentralização e desconcentração dentro do sistema financeiro tradicional, com valores, prazos, garantias e acompanhamento diferenciados. Apesar da inexistência de um sistema brasileiro de crédito de acesso amplo e democrático (não somando mais que 0,2% do valor e 0,4% das operações do Sistema Financeiro Nacional), são destacados as ações dos bancos de desenvolvimento e os públicos, como o Banco do Nordeste Brasileiro, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Nesse sentido, considerando que não é comum que as instituições criem programas com foco na atividade realizada pelo tomador de crédito, e que os agentes de crédito estão habituados a lidar com negócios populares; pode-se imaginar que o público constituído de músicos, fotógrafos, desenhistas, atores, bailarinos, artesãos, e todo um amplo conjunto de profissionais da cultura de porte pequeno e muitas vezes informal, fica fora do microcrédito como já ficariam do crédito comercial tradicional. O artigo parte, então, ao desenvolvimento de algumas notas sobre as condições atuais da oferta e da demanda de crédito aos pequenos empreendedores, focando, ainda, na área economia da cultura/criativa. O intuito é lançar, também, algumas sugestões de medidas que poderiam gerar algum efeito propulsor no atendimento das necessidades dos segmentos dos pequenos negócios ligados à cultura para que pudessem ser atendidos pelo microcrédito.

Algumas dessas propostas são a contratação e o treinamento de agentes de crédito especializados, constituição de um fundo de aval com recursos do Fundo Nacional de Cultura e a criação de uma rede de moedas sociais virtuais desenvolvidas num contexto de aproximação entre a cultura tradicional e a cybercultura (possibilitando a integração de economias locais e o intercâmbio cultural).

Para ler o estudo completo, faça o download, na aba Publicações do site do OBEC, do livro Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas.