Projetos Encerrados

Regularização Fundiária: Uma Questão de Cidadania.

O Projeto “Moradia e Qualidade Ambiental: uma Questão de Cidadania” constitui um sub projeto do projeto Regularização Fundiária uma Questão de Cidadania realizado em convênio da Defensoria Pública e a UFRGS através do Departamento de Educação e Desenvolvimento Social. Neste busca-se realizar uma análise crítica da urbanização e das políticas públicas como fatores importantes para o uso sustentável do ambiente. O projeto citado entende que a regularização fundiária não está restrita a posse da casa mas compreende inclusão social, direito à cidade.

Este trabalho tem sua continuidade na formação de multiplicadores da própria comunidade, através da educação ambiental. Buscou-se a parceria com o Núcleo da Comunidade “Artesanato Marista Santa Isabel”. As atividades desenvolvidas são com crianças de 11 a 14 anos que após experimentar as dinâmicas e estudar os conceitos multiplicam o conhecimento na convivência com demais crianças da comunidade.

Acreditamos que a educação ambiental inserida na prática escolar e familiar é uma forma eficaz de alcançarmos a mudança de valores e a percepção do ambiente. Com os multiplicadores – educadores ambientais – a educação ambiental deixa de se constituir uma imposição externa para se constituir numa possibilidade de transformação.

 

Identificação de epistemes inscritas em práticas de gestão e uso dos recursos hídricos na Reserva Extrativista Chico Mendes (AC) e Parque Nacional da Tijuca (RJ)

Este projeto tem como objetivo, identificar as epistemes inscritas nas práticas de gestão e uso do território, a partir dos recursos hídricos, em duas unidades de conservação brasileiras. A proposta de trabalho visa, portanto, identificar e caracterizar as diferentes formas de uso e significação da água através das epistemes nelas inscritas pelos diferentes sujeitos. Trata-se de compreender as estratégias alternativas de apropriação da natureza, que sejam forjadas de baixo e com fins coletivos, para fazer frente a outras maneiras de apropriação muito mais degradatórias e que visam basicamente o aumento de produção. Para o desenvolvimento da pesquisa foram escolhidas duas unidades de preservação distintas: Reserva Extrativista Chico Mendes no Acre e o Parque Nacional da Tijuca no Rio de Janeiro. Trata-se de analisar unidades de preservação que deverão indicar manejos e usos diferenciados da água de acordo com essas práticas vinculadas. O resultado seria uma contribuição para a possível retomada de práticas de gestão oriundas de “fora” e ou em conflito com o meio técnico-científico, criadas por populações que construíram seu conhecimento e seu meio de vida em relacionamentos de longo prazo com o seu entorno.

Água, território e ambiente: mapeamento participativo em diferentes escalas de representações, conflitos e epistemes inscritas em práticas de gestão e uso dos recursos hídricos

Este projeto visava analisar as manifestações das epistemes inscritas nas práticas de gestão e uso dos recursos hídricos, a partir do território, expressas em mapeamentos participativos e evidenciadas por conflitos socioambientais, em diferentes comunidades, inseridas em três áreas de estudo, com contextos escalares distintos.

Tratava-se de compreender as formas  de  gestão  e  uso da água como estratégias epistêmicas  na  apropriação de ambientes  e territórios em  diversas  escalas  por diversos sujeitos sociais, promovendo assim um diálogo entre os saberes culturalmente construídos e os técnico-científicos, viabilizando a comunidades “tradicionais” ação e participação efetiva nas decisões que permeiam a vida cotidiana na gestão do território, por meio de um mapeamento com base na territorialidade e representações dos próprios sujeitos.

a) Complexo insular do Delta do Jacuí – RS (contexto local/regional);

Interpretação paleo-ambiental da região de ocorrência de areais

O objetivo desta pesquisa e levantar, analisar e correlacionar indicadores paleo ambientais relativos aos diferentes campos do conhecimento, a exemplo dos indicadores geológicos, geomorfológicos, arqueológicos e biológicos com o objetivo de reconstituir a paleo paisagem onde, atualmente, ocorrem areais. Trata-se de pesquisa relativa ao reconhecimento de ambientes quaternários pouco estudados, no interior do continente, em particular no Rio Grande do Sul. Por outro lado visa contribuir para o reconhecimento do Pampa Gaúcho, demonstrando sua fragilidade paisagística sob clima atual contribuindo para a construção de proposta de uso da terra que se encaminhem para a preservação da biodiversidade paisagística regional.