Dia das Bruxas na Escola Luiz Gama

0 0
Read Time:1 Minute, 45 Second

Sexta-feira é tradicionalmente o dia do horror, mas as pessoas subestimam as quartas-feiras.

Era uma tarde fria e chuvosa de quarta-feira, dia 29 de outubro, as nuvens tampavam a luz solar e esse clima cinzento veio coincidentemente deixar o Dia das Bruxas mais tenebroso no Colégio Estadual de Ensino Fundamental Luiz Gama.

A atmosfera estava estranha na nossa biblioteca supostamente mal-assombrada: a iluminação suave e sinistra vinha das cortinas laranjas ao fundo, de algumas velas amaldiçoadas que não derretiam nunca e de olhos brilhantes à mesa que espreitavam no silêncio.

As primeiras vítimas foram os alunos dos anos iniciais, sentados em almofadinhas ouviram a história interativa “O Grufalo” de Julia Donaldson, enquanto comiam pipocas com rostinhos assustadores.

A capa da história com a aparência do Grufalo ficou coberta até o final da atividade, na qual eles, através das características apresentadas, desenharam suas próprias versões da criatura.

No quadro branco, onde haviam morcegos descansando e teias de aranhas, apareceram desenhos das descrições do Grufalo na história: “Presas incríveis, dentes horríveis, garras terríveis…”

“Qual a cor dele?” uma menina perguntou, “Verde, é a cor das costas” outra respondeu, mostrando no quadro o desenho dos espinhos pelas costas.

Depois dos pequenos, os fantasmas da biblioteca ainda receberam a visita dos alunos do 7º, 8º e 9º anos. Eles estavam juntos na mesma sala, pegaram pipocas e voltaram para lerem um conto antigo de terror, uma história tradicional da tribo Kaffir da África do Sul.

Claro que para eles foi separado a história mais tenebrosa da tribo: “A Mãe Canibal e Seus Filhos”, do livro “Sikulume e Outros Contos Africanos” adaptado por Júlio Emílio Braz.

E ao fim do dia, os sustos foram recompensados por doces. Todas as turmas da escola tiveram um encontro assustadoramente delicioso com balas, pirulitos, chicletes e marshmallows.

Dizem que todos se recuperaram totalmente depois dessa experiência. Porém, também se ouve um boato que corre pelos corredores, falam que algo permanece escondido na biblioteca, talvez entre as estantes, apenas esperando o momento certo para sair…

Um abraço assustador das organizadoras Victória Santarém e Clarissa Caetano.

About Post Author

gerente

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Average Rating

5 Star
0%
4 Star
0%
3 Star
0%
2 Star
0%
1 Star
0%

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima