O presente trabalho objetiva identificar, nos planos nacionais de desenvolvimento dos governos Temer e Bolsonaro, em que medida o regionalismo aberto é defendido pelo Estado brasileiro como paradigma a ser seguido no MERCOSUL. Para tanto, utilizou-se da técnica de análise de conteúdo, trabalhando-se com a narrativa dos documentos publicados em dois momentos: primeiramente, antes de assumirem a presidência, por meio dos planos de governo elaborados por seus partidos; posteriormente, durante o período em que exerciam o cargo de Chefe do Executivo, dos planos de desenvolvimento confeccionados pelo aparelho de Estado. A análise se deu em termos de como se dava o aparecimento do bloco mercosulinosob dois eixos principais: seu lugar na política externa (se prioritário ou não) e o modelo de integração a ser adotado (regionalismo aberto ou multidimensional e de cunho autonomista). Dentre os resultados da pesquisa, puderam-se identificar a manutençãodo paradigma do regionalismo aberto nos dois momentos e a mudança em termos de importância conferida ao MERCOSUL, que de dispensável passou a ser a principal ferramenta para acesso a grandes mercados externos.
Rua Washington Luiz, 855 – CEP 90010-460
Porto Alegre/RS, Brasil
NÚCLEO DE ESTUDOS EM POLÍTICA, ESTADO
E CAPITALISMO NA AMÉRICA LATINA
NÚCLEO DE ESTUDOS EM POLÍTICA, ESTADO
E CAPITALISMO NA AMÉRICA LATINA
Rua Washington Luiz, 855 – CEP 90010-460
Porto Alegre/RS, Brasil