A questão nacional continua sendo um dos principais problemas da América Latina, mesmo após as classes dominantes da “região”, em associação com os EUA e o “mundo livre”, terem adotado uma solução militarista nas décadas de 1960 a 1980, através de ditaduras militares. Antes da implementação dessa opção no Brasil, em 1964, o sociólogo Guerreiro Ramos tentou persuadir os militares sobre o equívoco de militarizar a questão nacional. Diante da significativa presença de militares no governo Bolsonaro (2018-2022) e da proposta de um projeto de nação com viés militarista pelos apoiadores desse governo, este artigo resgata uma reflexão que defende o primado da política para o enfrentamento do problema nacional no Brasil e na América Latina. A reconstrução das teses e dos contextos de Ramos, entre 1955 a 1961, serve como estratégia argumentativa deste trabalho. Em vez de solução militarista para a questão nacional, esse sociólogo propôs uma saída política pautada no nacional-popular, que vislumbrava um caminho brasileiro para o socialismo.
Rua Washington Luiz, 855 – CEP 90010-460
Porto Alegre/RS, Brasil
NÚCLEO DE ESTUDOS EM POLÍTICA, ESTADO
E CAPITALISMO NA AMÉRICA LATINA
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