No dia 13 de Julho, as psicólogas Barbara Elisabeth Neubarth e Larissa Ko Freitag Neubarth apresentaram o trabalho denominado “Arte para quê e para quem: histórias da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro” no XII Congresso Internacional de História da Loucura, Psiquiatria e Saúde Mental / IV Simpósio Internacional Mulheres e Loucura em Coimbra, Portugal.
O trabalho parte de uma breve descrição do processo de criação da Oficina de Criatividade, inspirado nas ações praticadas pela psicóloga Nise da Silveira no Museu de Imagens do Inconsciente do Rio de Janeiro, e como ela foi pensada com o objetivo de oferecer aos frequentadores do HPSP um lugar em que o respeito, o afeto e a liberdade de se manifestar artisticamente prevalecem.
Além de relembrarem os trabalhos realizados dentro da Oficina, como o “Tapete Voa-dor”, um projeto em que panos bordados expostos ao vento se encontram na tentativa de levar dores embora, também contemplam os diferentes e singulares processos de fazer arte que constituem as obras de Ernesto, Verinha, Frontino, Cenilda e Natália, pessoas fragilizadas por doenças mentais que fizeram da arte o seu amparo.
Dessa forma, ao acompanharem esses processos de fazer arte na Oficina ao longo dos anos, as psicólogas refletem “Arte para quê? Arte para quem? O que pode a arte? Conforme Herbert Read, Fazer arte, como mera etapa de reconstrução? Não, fazer arte, como o talento artístico, de cultivar flores a construir catedrais é uma questão de poesia, de captar a realidade, de captar as coisas e de transformá-las. Às vezes é uma questão de estar junto, de afeto. Às vezes, uma questão de escrever novas histórias, criar formas de existir no mundo. A arte, às vezes, não passa de uma brincadeira muito séria, e pode ser uma questão de urgência…”




