Virginia Woolf (1882-1941) nasceu em Londres, no seio de uma família típica da sociedade moderna repressiva. A escritora estreou sua carreira na literatura em 1915 com o romance The Voyage Out, mas foi dez anos depois, após publicar Mrs. Dalloway, que começou a ser reconhecida como romancista reputada, sendo atualmente considerada uma das escritoras mais importantes do século XX.
Um dos momentos mais marcantes de sua vida foi quando Virgínia perde a mãe repentinamente por conta de uma febre reumática. Desde ali, a escritora apresentou sofrimentos psíquicos destarte sua produtividade literária. Sua vida teve poucas interrupções na escrita, suspensa apenas nos momentos em que ela passava em centros psiquiátricos.
O último romance escrito pela escritora antes de seu suicídio, em 1941, nomeado como Entre Atos, foi marcado por sofrimentos e agonias. Quanto mais ela se afundava no niilismo da narrativa, discorrendo instabilidades do ser e a dificuldade de se assimilar o vivido, mais encontrava o inútil da existência. Sua percepção deste “nada” foi fundamental para as concepções de arte e loucura que perpassam o horizonte conceitual do legado de Tania Galli.
Com nove romances publicados e mais de trinta livros de outros gêneros, Virginia Woolf continua sendo uma das escritoras mulheres mais influentes da literatura mundial, especialmente quanto ao questionamento dos direitos femininos. Pertenceu ao grupo de intelectuais que revolucionou a narrativa na primeira metade do século passado, trazendo via palavras o que Deleuze e Guattari chamavam “blocos de sensação”. Destacamos aqui as traduções brasileiras, fruto de estudos meticulosos, que o professor Tomaz Tadeu faz de Virginia Woolf.
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