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TERRITÓRIOS DA VULNERABILIDADE:

O risco envolvendo o cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto nos bairros Rubem Berta e Restinga

O trabalho busca analisar o contexto territorial de adolescentes, de 12 a 21 anos, que sofreram homicídio nos anos de 2015 a 2018 na cidade de Porto Alegre. Diversos são os fatores de risco que submetem o sujeito à condição de vulnerabilidade, que, em Porto Alegre, está associada ao contexto de territorial de bairros específicos. Assim, para além de identificar os elementos desta relação, o trabalho questiona se o cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto pode se constituir em um fator de risco. A análise e o mapeamento proposto foram realizados a partir dos dados quantitativos e qualitativos, obtidos junto ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema Interno de Assistência Social (SIAS), e a partir de entrevista realizada com uma das equipes responsáveis pelo acompanhamento das medidas no âmbito do CREAS. Assim, foi possível reafirmar a ideia de que os homicídios vitimizam principalmente jovens negros do sexo masculino. No que diz respeito aos territórios de vulnerabilidade, os adolescentes vinculados ao contexto espacial dos bairros Restinga e Rubem Berta estão mais propensos a sofrer homicídio em via pública e em suas próprias residências, verificando-se que, nestes espaços, o cumprimento de medidas socioeducativas é indicativo de que o adolescente está inserido em um contexto de conflito territorial.

Por Victória Hoff da Cunha, Ana Paula Motta Costa.

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