Este trabalho busca pensar a situação dos adolescentes envolvidos em relações de violência e vulnerabilidade no Brasil contemporâneo, em paralelo com as teorias da ecologia urbana e da desorganização social da primeira geração da Escola Criminológica de Chicago. Para isso, vislumbrou‑se necessário contextualizar os adolescentes dentro da conjuntura brasileira, suscetível às influencias globalizantes modernas, em diálogo com a noção de “zonas de vulnerabilidade” presentes no espaço social. De outra parte, identificou‑se na ideia de existência de diversos planos de referência normativa a guiar a conduta dos sujeitos adolescentes uma forma de releitura das teorias da Escola de Chicago examinadas no trabalho.