A necessidade de políticas públicas e ações em prol dos arquivos é tema debatido há pelo menos cinco décadas pela sociedade brasileira. Apesar do desenvolvimento da legislação na área, da recente ampliação da oferta de vagas em cursos de graduação em Arquivologia, da disseminação de conhecimento técnico e teórico sobre este campo do conhecimento e do crescimento exponencial deste mercado de trabalho, ainda são muitos os desafios para os arquivos, os arquivistas e a Arquivologia no país.
No Rio Grande do Sul, único estado brasileiro com três cursos de graduação em Arquivologia e uma linha de pesquisa em pós-graduação voltada ao tema, também faltam vetores de ação capazes de conhecer em profundidade os desafios da arquivística local, propondo caminhos para superá-los. Nesse sentido, o Programa de Aperfeiçoamento, Pesquisa e Estudos em Arquivos (PAPEArq) apresenta o Observatório dos Arquivos do Rio Grande do Sul (OARS), um projeto institucional cujo objetivo é desenvolver metodologias de investigação, analisar e aferir indicadores sobre políticas públicas arquivísticas no Rio Grande do Sul, com a finalidade de conhecer – em detalhes – a situação dos arquivos no Estado e propor, quando possível, encaminhamentos às instituições pertinentes.
Este projeto se coaduna com iniciativas congêneres observadas nos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também se baseia em ações internacionais, como o Observatorio de Prospectiva Archivística y Sociedade, de Madri (Espanha). Basicamente, ele se concretiza a partir da aplicação de um questionário de prospecção em instituições arquivísticas e/ou custodiadoras de arquivos públicos no Estado do Rio Grande do Sul – para fins analíticos, investigado a partir das micro e mesorregiões estabelecidas pelo IBGE.
