Mapeamento da Rede RS Startup amplia conhecimento sobre o ecossistema de startups do Rio Grande do Sul
Levantamento reúne dados sobre startups e ambientes de inovação e fortalece a articulação entre universidades, empresas e demais atores do ecossistema gaúcho
Por equipe de Sensibilização/Parque UFRGS

Luiza Rossetto da Rede RS
Imagem: UFRGS Inova/Parque UFRGS
Conhecer quem são, onde estão e em que estágio de desenvolvimento se encontram as startups é fundamental para compreender a dinâmica de um ecossistema de inovação. Com esse objetivo, a Rede RS Startup (REDERS), em parceria com o Parque UFRGS e o Tecnopuc, vem desenvolvendo um amplo mapeamento das startups e dos ambientes de inovação do Rio Grande do Sul, que pode ser acessado neste link: https://startupcommunity.com.br/p/mapeamento-startups-rs-2025/
Coordenada pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT), a Rede RS Startup é um programa que desenvolve uma série de projetos voltados ao apoio e fortalecimento do ecossistema de inovação do Estado. Entre as iniciativas estão o mapeamento do ecossistema, a Rede de Mentores, o programa de internacionalização e ações de preparação de startups para receber investimentos.
O mapeamento representa uma importante ferramenta para transformar informações dispersas em conhecimento estratégico. A iniciativa identifica as startups presentes nas diferentes regiões do Estado e permite compreender características como localização, áreas de atuação e estágio de maturidade dos negócios. Em uma das versões do levantamento, foram identificadas 1.472 startups no Rio Grande do Sul, sendo mais de 800 somente em Porto Alegre e Região Metropolitana.
Além de contabilizar empresas, o levantamento permite visualizar como o ecossistema está estruturado e quais são suas principais características, potencialidades e necessidades. A publicação Mapeamento do ecossistema de startups no Rio Grande do Sul: as tendências que estão redefinindo as oito regiões do Estado, produzida a partir do trabalho da Rede RS Startup, apresenta como as iniciativas empreendedoras se distribuem pelo território e como elas se conectam e se desenvolvem. O material é disponibilizado em acesso aberto e pode ser utilizado por empreendedores, investidores, pesquisadores, gestores públicos e organizações de apoio à inovação.
A participação do Parque UFRGS nessa agenda reforça a ideia de colaboração entre instituições para compor um ambiente de inovação fortalecido. Os dois parques integram a dinâmica do ecossistema gaúcho e atuam na aproximação entre universidade, ciência, tecnologia, empreendedorismo e mercado. No Parque UFRGS, a aproximação entre pesquisa e mercado também está no centro das iniciativas de empreendedorismo e inovação. Programas como o PSI (Programa de Suporte à Incubação), a Maratona de Empreendedorismo e o Aquece Tech buscam apoiar pesquisadores e empreendedores na transformação de conhecimento e projetos em soluções com potencial de mercado.
Rede RS no UFRGS Inova 2026
A discussão sobre o ecossistema de startups também esteve presente na segunda edição do UFRGS Inova 2026, realizado no dia 1º de setembro, no Centro Cultural da UFRGS. Com o tema “Da ciência à inovação: Deep Techs em foco”, o evento destacou o papel das universidades na transformação de conhecimento científico em tecnologias e negócios de alto impacto. A programação contou com debates, pitches, estandes, demonstrações de MVPs e momentos de networking, e reuniu pesquisadores, estudantes, startups, empresas, investidores e representantes de diferentes organizações do ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul.
Durante o UFRGS Inova 2026, Luiza Rossetto, doutora em Design pela UFRGS e integrante da Rede RS Startup, conduziu o workshop “Mapear um Ecossistema de Inovação: como compreender um ecossistema de inovação”. Na atividade, apresentou a metodologia utilizada para o mapeamento, que combina coleta de dados secundários, aplicação de formulários, levantamento de dados primários e organização das informações por meio do Power BI. A partir desse trabalho, foram identificadas 1.390 startups distribuídas pelos 497 municípios e oito regiões do Rio Grande do Sul, além de 180 ambientes de inovação, 21 universidades e 123 startups de impacto. O levantamento também permitiu identificar tendências que vêm transformando o ecossistema, como digitalização, inteligência artificial, convergência e escala, além de mapear verticais tecnológicas, segmentos de mercado e modelos de negócio.
Nesse contexto, a participação da Rede RS Startup contribuiu para trazer ao evento uma perspectiva ampliada sobre o cenário empreendedor do Estado, apresentando dados e reflexões que ajudam a compreender o lugar das startups dentro de um ecossistema formado por universidades, parques tecnológicos, empresas, investidores e poder público.
O fortalecimento de um ecossistema de inovação depende não apenas da criação de novos negócios, mas também da capacidade de seus diferentes atores se reconhecerem, compartilharem informações e estabelecerem conexões. Nesse sentido, o mapeamento da Rede RS Startup representa uma infraestrutura de conhecimento para o ecossistema gaúcho. Ao organizar informações sobre startups e ambientes de inovação, o levantamento cria uma base que pode apoiar decisões mais qualificadas e estimular novas conexões entre empreendedores, universidades, investidores, empresas e governo.
