ROG.e Upload RS conecta inovação, energia e investimentos e prepara ecossistema gaúcho para grande evento no Rio

Evento realizado no Tecnopuc reuniu representantes da indústria, academia, startups, instituições de pesquisa e investidores para discutir oportunidades para o Rio Grande do Sul na cadeia de óleo, gás e energia

Por equipe de Sensibilização/Parque UFRGS

Imagem: Tiago Quim/Parque UFRGS

O Rio Grande do Sul se prepara para ampliar sua presença no debate nacional e internacional sobre o futuro da energia. Entre os dias 21 e 24 de setembro, o Rio de Janeiro recebe a ROG.e 2026, promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Realizado no Riocentro, o encontro é apresentado como o maior festival de energia do planeta e reunirá lideranças, empresas, investidores, pesquisadores e especialistas de diferentes países para discutir negócios, inovação, segurança energética e as transformações da indústria.

A edição deste ano terá mais de 600 horas de conteúdo, além de uma área de exposição ampliada para 100 mil metros quadrados e a expectativa de receber cerca de 75 mil visitantes, com mais de 650 empresas globais e 11 pavilhões internacionais. A programação também contempla espaços dedicados à inovação, como o iUP Innovation Connections, que busca aproximar startups, corporações, investidores e instituições de ciência e tecnologia.

É nesse contexto que o Rio Grande do Sul vem construindo sua preparação para o evento. No dia 10 de setembro, o Tecnopuc recebeu a ROG.e Upload RS, edição gaúcha do pré-evento oficial da ROG.e, realizada em parceria com o Sindienergia-RS e com apoio do IBP, do Instituto do Petróleo e Recursos Naturais (IPR), da Blue Rock Brasil e do Parque UFRGS. O encontro reuniu representantes de empresas, startups, instituições de ciência e tecnologia, pesquisadores, investidores e poder público. A proposta foi criar um espaço de diálogo sobre os desafios e as oportunidades da cadeia de óleo, gás e energia, além de discutir como o ecossistema gaúcho pode ocupar um papel mais estratégico nesse mercado.

A programação começou com a apresentação de Ricardo Yogui, conselheiro do iUP e do IBP e diretor da Blue Rock Brasil, que apresentou o mapa de oportunidades e negócios da ROG.e e o iUP Innovation Connections. Em sua fala, destacou o potencial do Rio Grande do Sul para participar de forma mais ativa da cadeia de energia, considerando a presença de universidades, centros de pesquisa, empresas, startups e organizações de inovação no Estado. Na sequência, Daniela Cardeal, do Sindienergia-RS, apresentou um panorama do setor e abordou a relação entre os diferentes segmentos que compõem a matriz energética.

Um dos principais momentos da programação foi o painel “PD&I e Investimentos em Energia no RS”, mediado por Ricardo Yogui e que contou com a participação de Rodrigo Huguenin, da SEMA-RS; Marcelo Favaro, do Parque UFRGS; e Cristiane Miotto Becker, do SENAI-RS. O segundo painel discutiu desafios e oportunidades para o setor de energia, reunindo representantes do IPR, Altus e WECO.

Representando o Parque UFRGS, Marcelo Favaro participou do painel levando para a discussão a perspectiva da universidade, da pesquisa e do empreendedorismo tecnológico. Entre os pontos abordados estiveram a geração de spin-offs acadêmicas, a atração de investimentos para o Rio Grande do Sul, o papel estratégico das deeptechs e a necessidade de mecanismos de financiamento paciente para negócios baseados em ciência e tecnologia.

A discussão reforçou um desafio particular das deeptechs: transformar conhecimento científico (e tecnologias desenvolvidas em ambientes de pesquisa) em soluções capazes de chegar ao mercado exige tempo, recursos financeiros e conexões entre diferentes atores. Nesse processo, universidades, parques tecnológicos, centros de pesquisa, empresas e investidores desempenham papéis complementares. A perspectiva apresentada por Favaro também dialoga diretamente com a atuação do Parque UFRGS, que busca aproximar ciência, tecnologia, empreendedorismo e mercado e criar condições para que conhecimentos e pesquisas desenvolvidos na universidade possam avançar em direção a aplicações e negócios.

Mais do que um encontro preparatório, o ROG.e Upload RS mostrou que o Rio Grande do Sul possui ativos importantes para participar da transformação do setor energético — da pesquisa científica às startups, das deeptechs à indústria e dos ambientes de inovação aos investidores. Para o ecossistema gaúcho, essa participação representa uma oportunidade de levar ao cenário nacional e internacional as competências desenvolvidas no Estado e ampliar as conexões com uma das agendas mais estratégicas da economia global.

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