FoodTech Summit reúne ecossistema de inovação para discutir o futuro dos alimentos e bebidas no RS
Evento promovido pelo Sebrae RS reuniu empresas, startups, universidades e instituições para discutir tecnologias, novos mercados e desafios da cadeia de alimentos e bebidas
Por equipe de Sensibilização/Parque UFRGS

Imagem: Arquivo Parque UFRGS
A inovação no setor alimentício ganhou mais destaque no Rio Grande do Sul com a realização da terceira edição do FoodTech Summit, promovido pelo Sebrae RS, que ocorreu em 6 de outubro, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. O evento reuniu empresas, startups, universidades, centros de pesquisa, investidores, entidades e representantes do poder público para discutir tendências, tecnologias e oportunidades capazes de transformar o setor.
A programação teve como eixo central a aproximação entre conhecimento, tecnologia e mercado. Entre os temas discutidos estavam inteligência artificial, automação, biotecnologia, novos ingredientes e proteínas, sustentabilidade, rastreabilidade, novos modelos de produção e mudanças no comportamento dos consumidores. A proposta do FoodTech RS é justamente aproximar as demandas concretas da cadeia de alimentos e bebidas das soluções desenvolvidas por startups, empresas, universidades e centros de pesquisa.
Entre os destaques da programação esteve o painel “Economia 360°: O que move o Rio Grande do Sul e as oportunidades que estão por vir”, com participação de Antônio da Luz (FARSUL), Giovani Baggio (FIERGS) e Oscar Frank (CDL POA), sob mediação da jornalista Giane Guerra, da RBS. A discussão abordou fatores políticos e econômicos que influenciam decisões de investimento, desenvolvimento e expansão dos mercados. Também esteve em pauta a necessidade de ampliar a cooperação e a complementaridade entre a matriz alimentar e a matriz energética, criando novas possibilidades de sinergia entre o agronegócio e a transição energética. O debate evidencia um dos principais desafios colocados ao setor: transformar a forte vocação agroindustrial do Rio Grande do Sul em novas oportunidades de geração de valor, especialmente em um contexto marcado pela necessidade de reconstrução, adaptação e aumento da resiliência diante dos eventos climáticos recentes.
O Summit também apresentou exemplos de empresas que utilizam tecnologia como elemento central de seus modelos de negócio. Entre os casos discutidos estiveram a Cellva Ingredients, que atua com biotecnologia aplicada aos alimentos e desenvolve soluções por meio de tecnologias como microencapsulação e biofabricação, e a NotCo, empresa que utiliza tecnologia para desenvolver alimentos à base de plantas capazes de reproduzir características de produtos de origem animal, como sabor, aroma, textura e perfil nutricional.
O FoodTech Summit reforçou a importância da conexão entre os diferentes atores envolvidos na transformação da cadeia de alimentos e bebidas. A aproximação entre os agentes pode facilitar a transformação de conhecimento científico e tecnológico em soluções aplicáveis ao mercado. Foi nesse intuito colaborativo que o Parque Científico e Tecnológico da UFRGS participou do evento, ampliando a aproximação com organizações estratégicas do ecossistema de inovação. A participação permitiu apresentar o Parque UFRGS e dar visibilidade à atuação da Universidade na promoção da inovação, além de estabelecer conexões com diferentes instituições presentes no evento, entre elas hubs e ambientes de inovação como Instituto Caldeira, Tecnopuc, Pacto Alegre e Tecnosinos.
Além de tudo isso, o evento colocou em evidência a necessidade de criar conexões capazes de transformar desafios em oportunidades de inovação. Em um Estado com forte base agroindustrial e científica, a integração entre empresas, startups, universidades e instituições de apoio pode contribuir para o desenvolvimento de soluções mais competitivas, sustentáveis e alinhadas às novas demandas do mercado. Nesse contexto, iniciativas como o FoodTech RS e a participação de ambientes de inovação como o Parque UFRGS ajudam a fortalecer uma agenda permanente de conexão, conhecimento e desenvolvimento, ampliando as possibilidades para que a inovação produzida no Estado alcance novos mercados e gere impacto econômico e social.
