[wpdatatable id=1]

IBGE

Acesse aqui o instrumento da PNS-2019 em português – disponibilizado em janeiro de 2020

Acesse aqui o instrumento da PNS-2019 em inglês* – disponibilizado em fevereiro de 2020

*O Módulo H integra o conjunto de outras questões e Módulos da PNS-2019 (IBGE), disponível em português em:
https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/instrumentos_de_coleta/doc5569.pdf
[acesso em 20 de janeiro de 2020], e foi traduzido para o inglês considerando a mesma formatação original do instrumento pelos professores Luiz Felipe Pinto & Lisiane Hauser, e disponibilizado em 10 de fevereiro de 2020.

Fonte: Secretaria de Atenção Primária Saúde (SAPS)

Leia aqui versão em inglês.

Home

Site PcatBrasill

O site tem o objetivo de divulgar estudos de Atenção Primária à Saúde que utilizaram instrumento PCATool.

No site você vai ter acesso ao download de publicações que utilizaram a metodologia de avaliação da APS do PCATool no Brasil, no mundo, de teses e dissertações, além das publicações do Manual do PCATool-Brasil e todas as versões validadas dos instrumentos PCATool-Brasil.

Também vai ter acesso aos instrumentos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 desenvolvidos pelo IBGE. O IBGE inovou mundialmente ao inserir um instrumento internacionalmente reconhecido para avaliar a APS em escala nacional em pesquisas nacionais de saúde.

 

A concepção de APS orientadora do PCATool

Na década de 1990, a Professora Barbara Starfield, por meio de mais de uma centena de estudos elaborados ou revisados na Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos, operacionalizou uma definição da APS que desde então, passou a ser utilizada internacionalmente (Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health 2016).

Para Starfield (2002: p.28):

“A atenção primária é aquele nível de um sistema de serviços de saúde que oferece a entrada no sistema para todas as novas necessidades e problemas, fornece atenção sobre a pessoa (não direcionada para a enfermidade) no decorrer do tempo, fornece atenção para todas as condições, exceto as muito incomuns ou raras, e coordena ou integra a atenção fornecida em algum outro lugar ou por terceiros.”

Figura – Mapa dos estudos PCATool incluídos.

A partir dessa definição, Starfield (1998) conceituou quatro atributos considerados essenciais para as ações e serviços de atenção primária: (i) acesso de primeiro contato do indivíduo com o sistema de saúde: acessibilidade e utilização do serviço de saúde como fonte de cuidado a cada novo problema ou novo episódio de um mesmo problema de saúde, com exceção das verdadeiras emergências e urgências médicas, (ii) longitudinalidade: existência de uma fonte continuada de atenção, assim como sua utilização ao longo do tempo. A relação entre a população e sua fonte de atenção deve se refletir em uma relação interpessoal intensa que expresse a confiança mútua entre os usuários e os profissionais de saúde, (iii) integralidade: carteira de serviços disponíveis e prestados pelo serviço de atenção primária. Ações que o serviço de saúde deve oferecer para que os usuários recebam atenção integral, tanto do ponto de vista do caráter biopsicossocial do processo saúde-doença, como ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação adequadas ao contexto da APS, mesmo que algumas ações não possam ser oferecidas dentro das unidades de APS, (iv) coordenação da atenção: pressupõe alguma forma de continuidade seja por parte do atendimento pelo mesmo profissional, seja por meio de prontuários clínicos, ou ambos, além do reconhecimento de problemas abordados em outros serviços e a integração deste cuidado no cuidado global do paciente. O provedor de atenção primária deve ser capaz de integrar todo cuidado que o paciente recebe através da coordenação entre os serviços.

Starfield (2002: p.28) acrescenta:

“A atenção primária aborda os problemas mais comuns na comunidade, oferecendo serviços de prevenção, cura e reabilitação para maximizar a saúde e o bem-estar. Ela integra a atenção quando há mais de um problema de saúde e lida com o contexto no qual a doença existe e influencia a resposta das pessoas a seus problemas de saúde. É a atenção que organiza e racionaliza o uso de todos os recursos, tanto básicos como especializados, direcionados para a promoção, manutenção e melhora da saúde.”

Para isso, além dos componentes essenciais, Shi et al (2001) propuseram outros três atributos chamados “atributos derivados“, que qualificariam as ações dos serviços de APS: (i) atenção à saúde centrada na pessoa e na família (orientação familiar): na avaliação das necessidades individuais para a atenção integral deve-se considerar o contexto familiar e seu potencial de cuidado e, também, de ameaça à saúde, incluindo o uso de ferramentas de abordagem familiar, (ii) orientação comunitária: reconhecimento por parte do serviço de saúde das necessidades em saúde da comunidade através de dados epidemiológicos e do contato direto com a comunidade; sua relação com ela, assim como o planejamento e a avaliação conjunta dos serviços, (iii) competência cultural: adaptação do provedor (equipe e profissionais de saúde) às características culturais especiais da população para facilitar a relação e a comunicação com a mesma. Na visão destes autores, um serviço desenhado para atender as necessidades da população geral, pode ser considerado como provedor de atenção primária quando apresenta os quatro atributos essenciais, aumentando seu poder de interação com os indivíduos e com a comunidade ao apresentar também os atributos derivados. No momento em que um serviço de saúde é fortemente orientado para o alcance da maior presença destes atributos ele se torna capaz de prover atenção integral, do ponto de vista biopsicossocial, a sua comunidade adscrita. Essa definição da Atenção Primária à Saúde pode, dessa forma, guiar as estratégias de avaliação e investigação dos serviços e sistemas de saúde baseados na APS.

Esses atributos “essenciais” e “derivados”, anteriormente mencionados, são medidos no questionário intitulado Primary Care Assessment Tool – PCATool.

Figura 1. Telessaúde como meta serviço de saúde. Telessaúde RS-UFRGS, Porto Alegre, 2017.APS=Atenção Primária à Saúde. 40%=até 40% de financiamento para APS. 60%=financiamento da atenção hospitalar, especializada e outros setores que não APS.

Ao longo dos anos, aquilo que se convencionou chamar de “família de instrumentos” que compõem o PCATool é formada por versões longa e curta dos mesmos e, também de acordo com o público-alvo, versões destinadas a profissionais de saúde, usuários e gerentes.

História do PCATool

A origem do PCATool

Os três primeiros artigos publicados por Starfield & Shi que apresentam o instrumento em sua versão para crianças e adultos foram apresentados à comunidade científica ainda no final da década de 1990 e meados de 2000.

Starfield B, Cassady C, Nanda J, Forrest CB, Berk R. Consumer experiences and provider perceptions of the quality of primary care: implications for managed care. J Fam Pract. 1998; 46(3): 216–226. Disponível em: https://www.jhsph.edu/research/centers-and-institutes/johns-hopkins-primary-care-policy-center/PCAT%20pubs/Starfield%201998.pdf [acesso em: 10 mar 2020]

Cassady CE, Starfield B, Hurtado MP, Berk RA, Nanda JP, Friedenberg LA. Measuring consumer experiences with Primary Care. Pediatrics, 105(4 Pt 2): 998-1003, 2000. Disponível em: https://pediatrics.aappublications.org/content/pediatrics/105/Supplement_3/998.full.pdf  [acesso em: 10 abr. 2020].

Shi L; Starfield B; Xu J. Validating the adult primary care assessment tool. The Journal of Family Practice, 50(2): 161-164, 2001. Disponível em: https://www.jhsph.edu/research/centers-and-institutes/johns-hopkins-primary-care-policy-center/PCAT%20pubs/Shi%202001.pdf  [acesso em 10 abr 2020]

PCATool no Brasil – primórdios

No Brasil, o primeiro estudo publicado que utilizou a mesma escala de Likert do instrumento original apresentado nos artigos seminais foi publicado em 2006, tendo como co-autora a própria Professora Barbara Starfield e como primeiro autor o professor da UFRGS e médico de família, Erno Harzheim. O artigo seminal brasileiro é fruto da tese de Doutorado do primeiro autor defendida em 2004.

Harzheim E, Starfield B, Rajmil L, Álvarez-Dardet C, Stein AT. Consistência interna e confiabilidade da versão em português do Instrumento de Avaliação da Atenção Primária (PCATool-Brasil) para serviços de saúde infantil. Cadernos de Saúde Pública 2006; 22(8):1649-1659. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/csp/v22n8/13.pdf [acesso em 30 dezembro 2020]

Harzheim E. Evaluación de la atención a la salud infantil del Programa Saúde da Família en la región sur de Porto Alegre, Brasil. [tese]. Alicante (Espanha): Universidade de Alicante; 2004

Publicações

Harzheim E; Gonçalves MR; D’Avila OP; Haulser L; Pinto LF. Estudos PCATool no Brasil. In: Mendonça MHM; Mata GC; Godin R; Giovanella L. Atenção Primária à Saúde no Brasil: conceitos, práticas e pesquisa. Rio de Janeiro. Fiocruz; 2018.

Harzhein et al. Atenção Primária para o século XXI: primeiros resultados do novo modelo de financiamento. Artigo aceito para publicação. Ciência & Saúde Coletiva. 2021. Atenção Primária à Saúde para o século XXI

Sobre

Pesquisador, caso seu trabalho ainda não esteja contemplado no site, por favor, faça contato por e-mail com um dos nossos colaboradores.

 

Erno Harzheim
Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1998), residência médica em Medicina de Família e Comunidade pelo Grupo Hospitalar Conceição (2001), doutorado em Medicina Preventiva e Saúde Pública pela Universidade de Alicante, Espanha (2004), e pós-doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006). É professor associado do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da UFRGS e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da mesma instituição.  Atualmente, é Gestor de APS da Salute. http://lattes.cnpq.br/2034064321016097
eharzheim@hcpa.edu.br

 

Lisiane Hauser
Possui graduação em Estatística pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008), mestrado (2012) e doutorado (2016) em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. http://lattes.cnpq.br/2273595289585167
lisiane.hauser@ymail.com

 

Luiz Felipe da Silva Pinto
Possui graduação em estatística (ENCE/IBGE, 1995), Mestrado em Políticas Públicas e Saúde em 1999, Doutorado em Saúde Pública pela ENSP/Fundação Oswaldo Cruz em 2006 (área de Avaliação, Informática e Informação em Saúde) e pós-doutorado em avaliação e saúde. É Professor Associado do Departamento de Medicina de Família e Comunidade da Faculdade de Medicina da UFRJ e docente permanente dos Programas de Mestrado Profissional em Atenção Primária à Saúde da UFRJ, Epidemiologia da UFRGS (PPGEPI) e docente colaborador do Programa de Mestrado Profissional em APS da ENSP/Fiocruz, todos registrados na Plataforma Sucupira/CAPES. http://lattes.cnpq.br/3704970159561274
felipepinto.rio@medicina.ufrj.br

 

Marcelo Rodrigues Gonçalves
Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas (2000), mestrado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2007) e doutorado em Epidemiologia pela mesma instituição (2013). Atualmente é professor adjunto da Faculdade de Medicina da UFRGS, professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia (PPGEPI), ex-chefe do setor de Atenção Primária à Saúde do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e Coordenador Científico do TelessaúdeRS-UFRGS. http://lattes.cnpq.br/0992189802564933
marcelogoncalves@hcpa.edu.br

 

Otávio Pereira D’Avila
Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Pelotas – UFPEL (2007), especialização em Saúde Pública pela mesma instituição, mestrado em Saúde Bucal Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (2011) e doutorado em Odontologia, com ênfase Saúde Bucal Coletiva, pela mesma instituição – UFRGS (2016). Professor adjunto da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas. CV: http://lattes.cnpq.br/7832533323142947
otaviopereiradavila@gmail.com