Tarso Jahn Ribeiro:
Nesse ensaio, procuro dissertar sobre a complexidade das opressões infligidas sobre pessoas subalternizadas nos Estados Unidos, me concentrando particularmente no contexto da Era da Reconstrução (1865–1877), mas não restrito a esse. Abordo as temáticas do racismo, feminismo, sufrágio e abolicionismo, utilizando os conceitos de interseccionalidade e wages of whiteness (salários da branquitude), mobilizando figuras como Sojourner Truth, Frances Gage, Angela Davis, Kimberlé Crenshaw, W.E.B Du Bois e David Roediger. Ao final, concluo que as opressões estão longe de serem problemáticas simples e binárias, como se apenas ocorressem de cima para baixo, de opressores contra oprimidos. Penso ser frutífero pensar elas também como múltiplas trajetórias que se confluem, se contradizem e agem de maneiras distintas entre os próprios oprimidos contra eles mesmos. Entender essas confluências é crucial para identificar as singularidades de cada experiência e de cada luta, para que a partir disso consigamos compreender e empatizar com diferentes sujeitos no sentido de universalizarmos nossos esforços para desconstruir e acabar com todo e qualquer tipo de opressão.
PALAVRAS-CHAVE: racismo; feminismo; sufrágio; abolicionismo; interseccionalidade; wages of whiteness; branquitude; Estados Unidos; Sojourner Truth.
Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o açoite também! E não sou uma mulher? Eu pari treze filhos e vi a maioria deles ser vendida para a escravidão, e quando eu clamei com a minha dor de mãe, ninguém a não ser Jesus me ouviu! E não sou uma mulher?¹
O trecho aqui referenciado corresponde a um excerto traduzido do discurso Ain’t I a Woman?, vocalizado pela abolicionista Sojourner Truth em dezembro de 1851, em uma convenção sobre direitos das mulheres. Achei oportuno citá-lo, porque ele serve como uma boa porta de entrada para o tema que pretendo dissertar nesse ensaio. Estou me referindo às complexidades das formas de opressões sofridas pelas pessoas subalternizadas, enfocando especificamente no âmbito do pós-guerra civil estadunidense, que também pode ser chamado de Era da Reconstrução (1865-1877). Ainda assim, não me restringirei somente a essa época, como o leitor verá mais adiante.
A ideia para a temática desse escrito me veio ao ler o capítulo O racismo no movimento sufragista feminino, escrito pela filósofa Angela Davis no seu livro Mulheres raça e classe (2016). Nele a autora aborda brevemente o conflito que existia entre os militantes do movimento feminista e do movimento abolicionista no que tange a questão do sufrágio na segunda metade da década de 1860. Pois conforme findada a Guerra Civil (1861-1865), os direitos políticos dos homens negros foram garantidos pela letra da lei a partir da 14º 15º emendas à Constituição, ratificadas em 1868 e 1870 respectivamente. Entretanto, as discussões entorno do direito ao voto feminino não avançaram ao nível da rubrica legislativa, e muitas feministas enxergaram isso como uma traição do movimento negro, mais especificamente dos homens negros, que alegadamente estariam ascendendo a uma posição de privilégio no regime de supremacia masculina. Conforme Davis afirma:
A suposição de que a emancipação tornava os ex-escravos iguais às mulheres brancas – sendo que os dois grupos precisavam conquistar o voto para completar sua igualdade social – ignorava a total precariedade da recém conquistada ‘liberdade’ da população negra após a Guerra Civil” (p. 85).
Ou seja, as sufragistas brancas não conseguiram compreender a situação dos homens negros naquela sociedade, que apesar de sua condição masculina, não gozavam dos mesmos privilégios e das mesmas condições dos homens brancos. Essa incompreensão levou a muitas delas a aderirem e regurgitarem discursos racistas para contrapor a luta desses, que mesmo tendo conquistado a emancipação e os direitos políticos, ainda estavam sujeitos a condições de extrema violência e risco de vida, além também da pairante e constante ameaça de perda dessas conquistas.
Essa incapacidade de apreender as diferentes clivagens que envolvem diferentes tipos de opressão pelas quais diferentes sujeitos enfrentam, por diferentes razões, é o que conduz o poema de Sojourner Truth. Em meio a todo o debate sobre o voto feminino, ela, uma mulher negra, trabalhadora e abolicionista, que nasceu já inserida na condição de escravizada, mas do qual conseguiu escapar quando adulta; não se via correspondida naquela padronização do que seria ou deveria ser uma mulher, pois suas vivências e trajetórias eram outras, afinal:
Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher?²
É a partir de conflitos dessa ordem que podemos perceber como as opressões que são produzidas e reproduzidas em um sistema capitalista e colonialista, sobre sujeitos diversos, são extremamente complexas. Se fossem simples, seria apenas uma questão de todos os oprimidos e subalternizados, ao tomarem consciência de suas condições, unirem forças para contra-atacarem seus opressores. Porém, como Angela Davis observou, feministas brancas utilizaram de argumentos racistas para se oporem a conquista de direitos políticos de homens negros; homens negros replicavam posturas sexistas e machistas contra mulheres brancas, mas também contra mulheres negras.
Foi na direção de explorar essas camadas e intricamentos que a estudiosa Kimberlé Crenshaw cunhou em 1989 o termo interseccionalidade, confluindo em suas análises os elementos de gênero, raça e classe. É a partir de uma perspectiva interseccional (ainda que esse termo não apareça em sua obra) que Davis consegue navegar e estabelecer uma análise sobre o racismo do movimento sufragista, e nevralgicamente compreender os objetivos da elite burguesa do Norte naquele contexto. Essa burguesia fundamentalmente industrial, representada pelos políticos do Partido Republicano, ansiava pelo controle político nacional, e taticamente encontrou no apoio às lutas pela abolição da escravatura e pelos direitos políticos dos homens negros escravizados uma forma de garantir seu projeto de hegemonia. Pois atingidos os objetivos dessa população, os republicanos contariam com o voto de até 2 milhões de novos eleitores. Não somente isso, mas, complementando a análise da filósofa, o mais importante é que assegurariam o seu projeto político de desenvolvimento da nação em detrimento dos planos de soberania e desenvolvimento capitalista da aristocracia rural sulista. Dentro desse cálculo político, conforme conclui Davis, o direito de voto às mulheres simplesmente não era prioridade, ou melhor, nem sequer estava na conta.
Portanto, enquanto homens negros e mulheres negras brigavam com mulheres brancas; enquanto abolicionistas disputavam com feministas; enquanto Frederick Douglass e Sojourner Truth discutiam contra as opiniões racistas de Elizabeth Cady Stanton e Susan B. Anthony, a burguesia industrial permanecia na sua posição de classe dominante. Agora instituindo ainda mais o seu poder com a vitória na guerra, sem se preocupar profundamente com a garantia efetiva dos direitos políticos conquistados, para além das letras da lei. Angela Davis conclui da seguinte maneira:
Assim que os capitalistas do Norte estabeleceram sua hegemonia no Sul, o Partido Republicano – que representava os interesses capitalistas – colaborou na sistemática destituição do direito de voto da população negra sulista. Embora Frederick Douglass tenha sido o mais brilhante defensor a libertação negra do século XIX, ele não entendeu de forma plena a fidelidade capitalista do Partido Republicano, para quem o racismo se tornou tão conveniente quanto o estímulo inicial ao sufrágio negro. A verdadeira tragédia da polêmica em torno do sufrágio negro no interior da Associação pela Igualdade de Direitos [movimento feminista e abolicionista] é que a visão de Douglass de que o direito ao voto remediaria quase todos os males da população negra pode ter encorajado o severo racismo das feministas em sua defesa do sufrágio feminino. (p. 93)
Outro conceito que pode ser mobilizado para enriquecer esse ensaio no sentido de examinar essas complexidades das opressões dentro do sistema capitalista na conjuntura estadunidense, é o de wages of whiteness (ou salários da branquitude, em uma tradução livre), cunhado pelo historiador marxista W.E.B Du Bois em sua obra Black reconstruction (1935), e desenvolvido com maior aprofundamento no livro The Wages of Whiteness (1991), do igualmente historiador David Roediger. Segundo Du Bois, os trabalhadores brancos nos Estados Unidos, tanto no Norte quanto no Sul, se enxergavam como diferentes dos trabalhadores negros não somente por terem acesso a um assalariamento em espécie, mas especialmente por poderem usufruir de um “salário psicológico” relativo a branquitude (DU BOIS, apud ROEDIGER, 2018). Isto é, por serem brancos, esses trabalhadores obtinham acesso a direitos políticos, benefícios e conquistas sociais, e mesmo que, na prática, esses ganhos não necessariamente representassem uma melhora material nas suas condições de vida paupérrimas, o efeito psicológico de pertencimento ao mundo dos brancos (ainda quando essas pessoas tinham sua brancura questionada, como era o caso dos imigrantes irlandeses) em oposição ao mundo dos “outros”, acabava por “compensar” pela exploração e alienação a qual eram submetidos. Portanto, isso explicaria, por exemplo, como o “sentimento racial e os benefícios conferidos pela branquitude fizeram com que os trabalhadores brancos do Sul esquecessem seus ‘interesses praticamente idênticos’ com os dos negros pobres e aceitassem limitações para si e para aqueles mais oprimidos que eles próprios” (DU BOIS, apud ROEDIGER, p.42, 2018, tradução minha)³.
David Roediger vai mais afundo, demonstrando como no século XVII os assalariados eram comumente associados, no pensamento popular, a pessoas escravizadas, especialmente, mas não imprescindivelmente, aos negros. No entanto, com o passar dos anos até 1860, a transição de uma economia dependente de mão de obra escravizada ou em condição de servidão para uma baseada no assalariamento contribuiu para essa dissociação. De fato, ao longo dos anos, os trabalhadores brancos, mais especificamente domésticos e arrendatários do campo, procuraram se afastarem da condição de servos, evitando serem chamados assim, mesmo quando esse termo era o que exatamente designava os regimes laborais a qual estavam submetidos. Era comum nos Estados Unidos daquela época a palavra servo ser imprecisamente usada como sinônimo de escravo, e muitos desses trabalhadores se incomodavam ao serem associados a condição de escravidão, pois a mesma remetia às pessoas negras.
Todavia, embora o racismo tivesse um peso considerável nesse movimento, não significava que as motivações por trás dessa separação eram primordialmente de ordem racial. Roediger afirma que “a primeira ocorrência registrada de um americano se recusando a ser chamado de servo, em 1784, refletia os sentimentos de um homem branco livre que aparentemente odiava ser comparado com brancos em regime de servidão por contrato” (p. 45, tradução minha)⁴. Isso vai de encontro com aquilo que Eric Williams escreveu em seu livro Capitalismo e Escravidão (1975), no capítulo A origem da escravidão negra, onde ele atesta que os primeiros a sofrerem com a escravidão que estava se desenvolvendo no “novo mundo”, naquele ambiente de políticas mercantilistas e de emergência de um modo de produção capitalista, foram os indígenas e em seguida os brancos pobres:
Esses trabalhadores brancos eram de vários tipos. Alguns eram engajados (indentured servants), assim chamados porque, antes de sair da terra de origem, assinavam um termo de engajamento reconhecido por lei, pelo qual se obrigavam a prestar serviços por tempo determinado para custear o preço da passagem. Outros, chamados “quitadores” (redemptioners), combinavam com o capitão do navio que pagariam a passagem na chegada ou dentro de determinado prazo a contar da chegada; se não cumprissem o acordado, o capitão os venderia em hasta pública. Outros ainda eram criminosos condenados, enviados por política deliberada do governo para trabalhar por um período de tempo estipulado. (p. 13-14)
Nessa lógica, Williams defende que “a escravidão não nasceu do racismo: pelo contrário, o racismo foi consequência da escravidão” (p. 12). E sendo assim, a despeito do medo que trabalhadores brancos tinham da associação com a servidão por contrato, “em uma sociedade onde a Negritude e a servilidade estavam tão profundamente entrelaçadas – Norte e sul – afirmações de liberdade branca não poderiam ser desvinculadas da raça” (ROEDIGER, p. 46, tradução minha)⁵.
A complexidade das relações de escravidão nos Estados Unidos não para por aí. Apenas para citar um breve exemplo, trago aqui também o caso das ditas cinco nações “civilizadas, citadas no livro Estados Unidos: uma história (2021), de Vitor Izecksohn, e em maior detalhe no livro A Nation Among Nations (2006), de Thomas Bender, aonde ele se detém especificamente na sociedade Cherokee. Essas nações incorporaram, adaptaram e combinaram elementos das suas culturas com aquelas dos colonos recém chegados na américa do norte, como uma forma de se reconfigurarem e se ajustarem às profundas mudanças que o contato com os europeus/estadunidenses e com o sistema colonial trouxeram para suas vidas. A adoção da escravidão aos moldes “ocidentais” foi um desses elementos⁶, e isso implicou na participação delas na Guerra Civil ao lado dos Confederados (IZECKSOHN, p.156). Os efeitos desse processo são sentidos até hoje em algumas dessas etnias⁷, mas infelizmente não me aprofundarei nesse tópico por me faltar um estudo mais denso sobre esses grupos e suas relações nesse período, e por isso, qualquer tentativa estabelecer alguma conclusão precipitada seria tremendamente leviano da minha parte. Portanto, apenas faço essa citação para podermos ter uma noção mínima do quão intricado é o assunto do qual estou discorrendo aqui nesse ensaio.
Concluo então retornando ao discurso de Sojourner Truth para revelar mais uma camada por de trás dele. Na verdade, o trecho que utilizei no início deste trabalho corresponde a uma versão do discurso conforme rememorada pela feminista e abolicionista Frances Dana Barker Gage, que publicou seu relato em 1863, doze anos após a convenção que Truth havia participado, e do qual Gage estava presente. A versão de Gage é a mais conhecida e difundida atualmente, mas ela se diferencia muito do que teria sido o discurso original, transcrito por Marius Robinson no mesmo ano em que ele foi dito (1851). Inclusive, Robinson e Truth eram amigos e revisaram juntos a transcrição antes dele publicá-la. Logo, historiadores assumem que a versão escrita por Robinson possui maior fidedignidade com as palavras que Truth proferiu, enquanto o relato de Gage é tido como impreciso e exagerado, pois adiciona falas e ideias que não foram proferidas (inclusive a própria frase “Ain’t I a Woman?”, é repetida inúmeras vezes, contudo, não aparece uma vez sequer no original). Ademais, Gage incorpora teores racistas ligados ao universo de espetáculos de menestréis⁸, uma vez que ela atribui à Truth um sotaque comum aos negros escravizados no Sul⁹, sotaque esse que ela não tinha, por nascer no estado de Nova York e ter aprendido a falar em neerlandês antes do inglês.
Consequentemente, as ideias e interpretações que temos em cima do discurso Ain’t I a Woman? E que erroneamente atribuímos a Truth¹⁰ correspondem, na verdade, à voz de uma mulher branca. Aqui voltamos novamente a complexidade envolvendo os conflitos do movimento sufragista branco para com a causa dos negros e negras estadunidenses. Conforme o website do The Sojourner Truth Project:
As ações de Frances Gage foram bem intencionadas e serviram ao movimento pelo sufrágio e pelos direitos das mulheres na época; no entanto, pelos padrões éticos do jornalismo de hoje, suas ações foram uma representação grosseira e distorcida das palavras e da identidade de Sojourner Truth. Ao alterar as palavras de Truth e seu dialeto para o de uma escrava sulista estereotipada, Frances Gage efetivamente apagou a herança neerlandesa de Sojourner e sua voz autêntica. Também inadvertidamente contribuiu para a simplificação excessiva da cultura dos escravos americanos e para a erradicação ainda maior da história dos escravos do Norte do nosso país. Frances Gage admitiu que sua versão alterada havia ‘dado apenas um esboço fraco’ do discurso original de Sojourner, mas ela se sentiu justificada e acreditou que sua versão era mais forte e palatável para o público americano do que a versão original de Sojourner¹¹.
Enfim, com esse ensaio explorei brevemente um pouco da complexidade que subjaz as formas de exploração e subjugação dentro do sistema de produção capitalista e colonialista, no âmbito particular dos Estados Unidos no período pós-guerra civil. Longe de ser meramente uma questão simples e binária de oprimidos contra opressores, vemos que o jogo de opressões não condiz somente a uma linha vertical de cima para baixo, mas também a múltiplas trajetórias que se confluem, se contradizem e agem de maneiras distintas entre os próprios oprimidos contra eles mesmos. Entender essas interseccionalidades, em diferentes sociedades e temporalidades, é crucial para identificar as singularidades de cada experiência e de cada luta, para que a partir disso consigamos compreender e empatizar com diferentes sujeitos, afim de orientar uma luta universal no presente contra todo e qualquer tipo de opressão.
NOTAS
*Imagem: Sojourner Truth. Hulton Archive / Getty Images
¹ Retirado de <https://www.geledes.org.br/e-nao-sou-uma-mulher-sojourner-truth/>. Acesso em: 21. mar. 2024.
² Idem.
³ No original: “race feeling and the benefits conferred by whiteness made white Southern workers forget their ‘pratically identical interests’ with the Black poor and accept stunted lives for themselves and for those more oppressed than themselves”.
⁴ No original: “the first recorded instance of an American objecting to being called a servant, in 1784, reflected the sentiments of a white freeman who apparently hated being compared to indentured whites”.
⁵ No original: “in a society in which Blackness and servility were so thoroughly intertwined – North and South – assertions of white freedom could not be raceless”.
⁶ Importante lembrar que a escravidão não era algo inédito nas sociedades indígenas; novo era a forma com que os europeus escravizavam, tratando os escravizados não como seres humanos, mas propriedades.
⁷ Para saber mais sobre esses conflitos: <https://www.ocpathink.org/post/slave-owning-past-remains-problem-for-choctaws> . Acesso em: 21. mar. 2024.
⁸ Um tipo de espetáculo teatral popular fundamentado em representações racistas de pessoas negras, que vão dar origem a prática do blackface.
⁹ Essa entonação se perde na tradução do discurso para o português.
¹⁰ Por exemplo, meu primeiro contato com o discurso foi em 2019 através da disciplina de História e Relações de gênero ministrada para o curso de História, da UFRGS.
¹¹ Tradução minha realizada a partir da declaração original, disponível em <https://www.thesojournertruthproject.com/>. Acesso em: 21. mar. 2024.
REFERÊNCIAS
AIN’T I A WOMAN?. In: Wikipedia, The Free Encyclopedia. Flórida: Wikimedia Foundation, 2022. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Ain%27t_I_a_Woman%3F#Different_versions>. Acesso em: 03. abr. 2023.
BENDER, Thomas. A nation among nations: America’s place in world history. 1st ed. New York: Hill and Wang, 2006.
CRENSHAW, Kimberlé Crenshaw. A Intersecionalidade na Discriminação de Raça e Gênero. A intersecionalidade na discriminação de raça e gênero. In: VV.AA. Cruzamento: raça e gênero. Brasília: Unifem, 2004.
DAVIS, Angela. Racismo no movimento sufragista feminino. In: DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016. p. 79-94.
FRANCES DANA BARKER GAGE. In: Wikipedia, The Free Encyclopedia, 2023, from https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Frances_Dana_Barker_Gage&oldid=108787 1691. Acesso em: 03. abr. 2023.
IZECKSOHN, Vitor. Estados Unidos: uma história. São Paulo: Contexto, 2021. p. 131- 165.
MINSTREL SHOW. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2022. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Minstrel_Show&oldid=64093495>. Acesso em: 03. abr. 2023.
ROEDIGER, David. The Wages of Whiteness: race and the making of the american working class. In: ARONOWITZ, Stanley; ROBERTS, Michael J.. Class: the antology. Hoboken: John Wiley & Sons, 2018. p. 41-56.
WILLIAMS, Eric. A origem da escravidão negra. In: Williams, Eric. Capitalismo e escravidão. Rio de Janeiro: Editora Americana, 1975. P. 7-34.
Como citar este texto:
RIBERIO, Tarso Jahn. Opressões intricadas: Ensaio sobre a complexidade das opressões sobre os oprimidos no contexto da Era da Reconstrução (1865–1877) nos Estados Unidos. Periódico Por Uma Ideia, 2024. Disponível em: https://www.ufrgs.br/periodicopui/opressoes-intricadas-ensaio-sobre-a-complexidade-das-opressoes-sobre-os-oprimidos-no-contexto-da-era-da-reconstrucao-1865-1877-nos-estados-unidos/. Acesso em:
Todos os conteúdos publicados são distribuídos em acesso aberto sob licença CC BY-NC-SA 2.5 BR.

