Como tudo começou…

Autoria: Gabriela Vivan e Renata Ackermann

Primeiras bolsistas do grupo. UFRGS Portas Abertas 2009.

Esse ano o PET Biologia completou 10 anos de vida! Por isso, resolvemos resgatar um pouco da nossa história para contar a vocês.

Visita à Reserva Picada Verão (Antiga Família Lima). Grupo em 2012.

Enviado ao MEC em 2008 como Proposta de Grupo PET – Tema: Meio ambiente e uso sustentável dos recursos naturais, o PET Bio começou a funcionar no início de 2009.

Integração de grupo em 2014.

Os projetos desenvolvidos pelo PET Bio sempre giraram em torno de quatro grandes eixos: pesquisa, educação ambiental, ser biólogo (a) e gênero e sexualidade.

“Ser biólogo (a)” diz respeito às lacunas que os estudantes encontram no seu percurso de formação bem como as perspectivas no mercado de trabalho, em que projetos como “Pra onde eu vou?” e as Semanas Acadêmicas da Biologia tiveram grande impacto positivo na graduação.

Pôster de divulgação de uma das palestras do projeto “Pra onde eu vou?”. 2009.

Pesquisas como “Resgate de fauna em empreendimentos hidrelétricos” também trouxeram bons frutos, por exemplo a criação de um Termo de Referência para o programa de Monitoramento de Fauna em UHE’s no RS. Outra grande pesquisa foi sobre Compensação Ambiental, em que buscamos expandir o conhecimento sobre a gestão de unidades de conservação, políticas públicas que as regulam, processo histórico de regularização fundiária, avaliar a eficiência do investimento dos recursos obtidos pela Compensação Ambiental e, a partir disso, propor diretrizes/direções que possibilitassem a adequação dessa política pública no Estado.

Saída de campo ao Parque Natural Municipal Tupancy em 2016.

No eixo educação ambiental, o PET Bio trabalha com a área de sustentabilidade e consciência ambiental, em projetos como o “PET Bio na escola”, o documentário “Caminhos de Itapeva”, Semana Ambiental – Reciclando Saberes: Produção e Destinação de Resíduos (uma parceria com o PET Engenharia de Materiais da UFRGS), o CUC – Conhecendo Unidades de Conservação e também ações sobre a biodiversidade do Morro Santana, onde o Campus do Vale está inserido.

Intervenção no Restaurante Universitário pelo fim do uso dos copos plásticos em 2015.

Por fim, nossa atuação dentro do tema gênero e sexualidade se baseia em pesquisa, leituras, cinedebates, discussões e a Semana de Gênero e Sexualidade da Biologia, evento já tradicional. A partir de uma grande pesquisa com discentes e docentes ao longo de 3 anos, em 2019 conseguimos criar a disciplina eletiva “Biologia, sexo e gênero”, uma das grandes demandas dos alunos de licenciatura.

I Semana de Gênero e Sexualidade da Biologia em 2015.

Foram 10 anos de trabalho, reuniões, discussões, produção de material, vídeos, eventos e também de muito crescimento pessoal e do grupo e si. Nesse meio tempo passaram 54 bolsistas e três tutores pelo nosso grupo. Cada uma dessas pessoas deixou um pouquinho de si no PET e isso é o que permitiu sermos o que somos hoje e termos a possibilidade de atuar em tantos projetos importantes para a Universidade e para a comunidade como um todo.

  • Os tutores egressos do grupo:

Andreas Kindel (2009 – 2014) – Atualmente é professor associado ao Departamento de Ecologia, onde coordena o Núcleo de Ecologia de Rodovias e Ferrovias (NERF-UFRGS). É também membro do Conselho Consultivo do Parque Estadual de Itapeva – RS e da ONG Curicaca.

Fernando Gertum Becker (2014 – 2017) – Atualmente é professor associado ao Departamento de Ecologia, onde coordena o Laboratório de Ecologia de Paisagem (LECOPAI).

Márcio Borges Martins (2017 – atualmente) – Professor associado e chefe do Departamento de Zoologia, onde coordena o Laboratório de Herpetologia. Também é colaborador do ICMBio na produção do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.

  • Estudantes que já passaram pelo PET Bio:

2009 – Gabriela Ferraz Rodrigues, Karine Machado Costa, Mariana Vianna Meister e Mônica Glowatzki Pinheiro.

2010 – Gabriela Ferraz Rodrigues, Karine Machado Costa, Mariana Vianna Meister, Mônica Glowatzki Pinheiro, Sara S. Mitchell, Ana Mastella, Diana Pacheco e Paula Fabiana Pinheiro.

2011 – Beatriz Barros Aydos, Dandara Rodrigues Dorneles, Gabriela Brendel Blum, Joyce Rejis Baptista, Karine Machado Costa, Larissa Liss C. de Andrade, Matheus Fragoso Etges e Paula Fabiana Pinheiro.

2012 – Beatriz Barros Aydos, Dandara Rodrigues Dorneles, Gabriela Brendel Blum, Joyce Rejis Baptista, Karine Machado Costa, Larissa Liss C. de Andrade, Matheus Fragoso Etges e Paula Fabiana Pinheiro.

2013 – Dandara Rodrigues Dorneles, Gabriela Brendel Blum, Larissa Liss C. de Andrade, Matheus Fragoso Etges, Paula Fabiana Pinheiro, Alice Mainieri Flores, Roberta dos Anjos, Daniel Leal Racheli da Silveira, Carolina Prauchner da Silva, Gustavo do Amaral Peruzzo, Daniela Tremea Casali, Júlia Fialho Soares, Thais Stefanski Chaves, Kassiane Garcia Gonçalves, Camilo de Oliveira Lírio e Marco Aurélio de Carvalho Aurich.

2014 – Alice Mainieri Flores, Camilo de Oliveira Lirio, Gustavo do Amaral Peruzzo, Heitor Jardim Ferreira, João Pedro Baraldo Mello, Julia Fialho Soares, Kassiane Garcia Gonçalves, Luisa Rieth Uber, Luiza Machado, Marceli Albertina dos Santos Franceschi, Marco Aurelio de Carvalho Aurich e Thais Stefanski Chaves.

2015 – Thais Stefanski Chaves, Alice Mainieri Flores, Julia Fialho Soares, Camilo de Oliveira Lirio, Gustavo do Amaral Peruzzo, Letícia Rech Bolzan, Luisa Rieth Uber, João Pedro Baraldo Mello, Kassiane Garcia Gonçalves, Leonardo da Silveira de Souza, Heitor Jardim Ferreira, Luiza Machado, Marceli Albertina dos Santos Franceschi, Leticia Freitas Rodrigues, Bruna Luiza Becker, Marco Aurélio de Carvalho Aurich e Lúcio de Souza Gastal.

2016 – João Pedro Baraldo Mello, Kassiane Garcia Gonçalves, Leonardo da Silveira de Souza, Letícia Rech Bolzan, Heitor Jardim Ferreira, Luiza Machado, Marceli Albertina dos Santos Franceschi, Letícia Freitas Rodrigues, Bruna Luiza Becker, Marco Aurélio de Carvalho Aurich e Lúcio de Souza Gastal.

2017 – Kassiane Garcia Gonçalves, Leonardo da Silveira de Souza, Letícia Rech Bolzan, Heitor Jardim Ferreira, Luiza Machado, Marceli Albertina dos Santos Franceschi, Letícia Freitas Rodrigues, Bruna Luiza Becker, Marco Aurélio de Carvalho Aurich, Lúcio de Souza Gastal, Bruno Garcia Piovezan, Tarine Silveira Bialeski, Diuliane Beatriz Oliveira Corbelini de Andrade, Maria Luiza Amorim Borges, Patricia Paludo, Ana Paula Santos Carvalho, Marina Debon, Sabrina Maria Becker e Eduardo Trusz de Mattos.

2018 – Marco Aurélio de Carvalho Aurich, Lúcio de Souza Gastal, Bruno Garcia Piovezan, Tarine Silveira Bialeski, Diuliane Beatriz Oliveira Corbelini de Andrade, Maria Luiza Amorim Borges, Patrícia Paludo, Ana Paula Santos Carvalho, Marina Fulber, Monica Vargas Silveira, Marina Debon, Sabrina Maria Becker, Eduardo Trusz de Mattos, Gabriela Luisa Vivan, Renata Janice Ackermann, Priscila Tamar Poletti e Tauana Da Costa Ayres.

2019 – Ana Paula Santos Carvalho, Marina Fulber, Monica Vargas Silveira, Sarah Longhi Kunzler, Marina Debon, Sabrina Maria Becker, Eduardo Trusz de Mattos, Gabriela Luisa Vivan, Renata Janice Ackermann, Priscila Tamar Poletti, Tauana da Costa Ayres, Roberta Delgado Bauer, Andressa Schutz Gigante, Camila da Silva Flores, Lenara Gaziero, Lucca Braganca Castagnino Viana e Hektor Gabriel Amaral Vargas.

E clicando aqui você pode conhecer equipe que está atuando agora.

Ciência, gênero e ensino: PET Biologia é destaque!

Autoria: Gabriela Vivan

Você já ouviu falar no Salão UFRGS? Pra quem estuda ou trabalha aqui essa já é sabida como aquela tradicional semana do ano em que somos liberados das nossas aulas na graduação para apresentarmos nossas produções, prestigiarmos nossos colegas e conhecermos um pouco mais do que é feito na Universidade. São seis os salões, que juntos contemplam ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e extensão. O evento ocorreu na última semana e esse ano teve como tema “Universidade: presente!”.

Momento final da cerimônia de Encerramento Salão UFRGS 2019, em que todos os premiados com destaques de cada uma das categorias estão no palco do Salão de Atos.

Nós, como PET, sempre levamos algum dos projetos desenvolvidos durante o ano e dessa vez não foi diferente. Quem nos acompanha já ouviu falar (ou até mesmo visitou e se emocionou) da nossa exposição “Histórias Comuns, Mulheres Extraordinárias”. Essa produção começou lá em abril e acabou, felizmente, tomando proporções maiores do que as esperadas.

Em agosto fomos convidados pelas professoras da Escola Municipal Professor Gilberto Jorge, localizada no bairro Ipanema em Porto Alegre, a apresentarmos a exposição para as turmas da escola, de forma a complementar os estudos sobre gênero que eles já vinham trabalhando por lá. Na escola pudemos fazer oficinas com as turmas, nas quais falamos sobre gênero e ciência, mas também buscamos despertar o interesse das e dos estudantes para as mulheres extraordinárias da sua própria comunidade. As turmas seguiram o projeto e, por fim, as exposições eram duas intercaladas pelas paredes da escola: a nossa e a que as turmas produziram com mulheres das suas vidas.

Os momentos na escola foram super importantes para nós, futuras profissionais ou pesquisadoras da educação, e só nos reforçaram a importância de academia e comunidade trabalharem juntas para um desenvolvimento social e ambiental – por sorte nossos avaliadores concordaram com essa parte. Apresentamos todo processo e resultados surgidos desse trabalho no XV Salão de Ensino ao lado de outros pesquisadores/educadores incríveis e ganhamos o prêmio de destaque de sessão e destaque geral!

Ficamos super felizes pelo reconhecimento e não poderíamos deixar de agradecer para aquelas que tornaram tudo isso possível: cada uma das pesquisadoras que topou contar um pouco da sua história em frente a nossas caras curiosas, câmeras e gravadores; a todas que prestigiaram e divulgaram nosso trabalho e, principalmente, as professoras da Escola Gilberto Jorge, que nos descobriram, abriram as portas do seu espaço pra gente e confiaram em nós discussões sobre temáticas tão importantes, seja na universidade, seja na escola.

Seguimos, presente!

Nem a minha fruta do RU?

Autoria: Renata Ackermann

O Campus do Vale da UFRGS fica numa área um pouco afastada da parte mais central e urbanizada da cidade, bem ao lado do Morro Santana. Quem já esteve aqui sabe que estamos em meio a natureza, o que por um lado é ótimo, mas por outro pode trazer conflitos com os animais que vivem nas matas do entorno. Acaba sendo comum nos depararmos com aranhas, lagartos, morcegos e até mesmo com simpáticos macaquinhos pela universidade.

Os macaquinhos que vivem no Campus do Vale são macacos-pregos da espécie Sapajus nigritus. A dieta deles é bem diversa, gostam muito de frutos, folhas, flores, insetos e até comem pequenos vertebrados. Por causa da fragmentação da mata onde vivem (causada pela nossa urbanização), esses pequenos amigos acabam sendo forçados a conviver cada vez mais perto de nós seres humanos. Apesar disso, os pregos não estão passando fome, podem acreditar!

Descrição da Imagem: Fundo azul claro com título “Por que não alimentar os macacos do campus?” em letras grandes e vermelhas. Ao lado do título, uma lista com as palavras: diabetes, agressividade, gripe, dependência, cáries e vermes. Abaixo, as ilustrações de um macaco sobre o galho de uma árvore e de um símbolo de proibição sobre uma banana.

O problema de alimentá-los é que as comidas de humanos têm uma composição química diferente do que eles encontram na mata, o que pode fazer com que fiquem até diabéticos. As nossas frutas podem estar infectadas com vírus e bactérias que não fazem mal para gente, mas podem levá-los inclusive à morte. Isso sem falar nos agrotóxicos, que podem causar outras doenças e diminuir a expectativa de vida dos bichinhos.

Quando damos comida aos macacos eles entendem que não precisam mais ir atrás do seu próprio alimento e começam a ficar, digamos, relaxados. Esse é outro problemão: eles aprendem que sempre que tiver um humano perto vão ganhar comida, então se não ganham ficam extremamente agressivos, invadem casas, roubam coisas, reviram lixeiras… Fazem uma verdadeira balbúrdia!

Portanto, se você vir um macaco aqui no Campus lembre de não chegar muito perto, mas pode tirar uma foto e mandar pra gente através das nossas redes sociais.

“Coesão e União: o PET como Instrumento de Transformação”

Autoria: Gabriela Vivan

O XXIV Encontro Nacional dos Grupos do Programa de Educação Tutorial (XXIV ENAPET) desse ano ocorreu entre os dias 14 e 19 de julho e teve como tema “Coesão e União: o PET como Instrumento de Transformação”.

Esse encontro é o momento do ano em que grupos PET de todo o país se reúnem para discutir acerca de temas e questões relevantes para a manutenção e desenvolvimento do programa, bem como trocar vivências e expôr projetos realizados.

O ENAPET de 2019 foi sediado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal/RN, e nós não deixamos de enviar representantes do PET Bio para lá.

Conexão PETs Biologia + Psicologia + Alimentos + Odontologia da UFRGS.
Descrição da imagem: 12 jovens em frente a um painel azul com o logotipo e título do evento.

Nos dividimos para a participação nas atividades, a fim de que cada integrante entrasse em contato com uma discussão referente a um assunto diferente. Assim, nos envolvemos em discussões sobre diversidade; interdisciplinariedade; avaliação; pesquisa, ensino e extensão; entre outros, e poderemos trazer a tona debates sobre diversas temáticas na volta para nossos trabalhos no grupo aqui em Porto Alegre.

Além disso, dois trabalhos foram apresentados. O primeiro referente à Trilha Informativa sobre Borboletas no Parque Estadual de Itapuã e o segundo sobre a Exposição Fotográfica sobre as Cientistas do Instituto de Biociências. Ambos foram elogiados e estamos ansiosos pela chegada do parecer das avaliadoras.

Sabrina e Eduardo apresentando o trabalho intitulado “Descobrindo borboletas: Materiais informativos em trilhas ecológicas no Parque Estadual de Itapuã”.
Descrição da imagem: uma menina e um menino em frente a uma apresentação de slides, no slide aparece o título “Metodologia: PET Marcenaria” e algumas fotografias.
Priscila e Tauana apresentando o trabalho intitulado “Histórias comuns de mulheres extraordinárias: A divulgação da ciência feita por biólogas do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul através da fotografia”.
Descrição da imagem: duas meninas em frente a uma apresentação de slides, no slide retratos de mulheres.

Os PETs ao longo do Brasil podem ser muito diferentes entre si, mas todos eles tem em comum a união de estudantes dispostos a promover mudanças em seus cursos, em suas Universidades e na comunidade como um todo. Esse ano o Programa completa 40 anos de existência, o que é motivo de comemoração por tudo que pôde realizar nesse tempo, mas também motivo de luta pela sua manutenção, principalmente devido aos cortes de verbas que estamos enfrentando na educação.

Eduardo, Priscila, Gabriela, Sarah e Tauana (PET Bio) e Roberta (PET Odonto) durante a Assembleia Final do evento.
Descrição da imagem: Selfie das estudantes.

Esses eventos sempre são espaços de muito crescimento pessoal e para o grupo, pois laços entre os petianos se estreitam e entramos em contato com realidades de PETs que trabalham de um jeito totalmente oposto ao nosso. Assim, sempre voltamos com as energias recarregadas e com muitas ideias de como podemos melhorar nossos projetos ou nossos métodos de trabalho.

A Fotografia Desmentindo Preconceitos

Autoria: Gabriela Vivan Fotografia: Priscila Poletti

O que vem a sua cabeça ao ouvir a palavra cientista? Quem sabe surge a imagem de uma pessoa meio doida, usando um jaleco, em meio a vidrarias de laboratório e, bom… provavelmente essa pessoa que você imaginou é um homem, não é?

Ao longo da história da ciência as mulheres foram invisibilizadas ou mesmo proibidas de participar das pesquisas. Isso resultou em livros e demais meios de pesquisa  que mencionam somente os nomes dos homens que participaram das descobertas, mas a verdade é que as mulheres sempre fizeram parte desses espaços. Apesar dos avanços nas últimas décadas, que permitiram às mulheres maior autonomia quanto a escolha de suas carreiras e maior aceitação em certos espaços, ainda existem estereótipos de gênero para cada profissão e pesquisar ainda é visto como um campo masculino.

Aqui, dentro do Campus da Universidade, estamos cercados por muitas mulheres que enfrentaram inúmeros desafios e preconceitos pelo desejo de fazer ciência e que hoje se destacam em suas áreas de pesquisa. Com o propósito de divulgar o trabalho dessas mulheres, entrevistamos e fotografamos algumas das cientistas do nosso Instituto. Coletamos um material super rico e, para divulgar esse conteúdo, decidimos organizar uma exposição fotográfica, a qual intitulamos “Histórias Comuns, Mulheres Extraordinárias”.

Nela apresentamos desde alunas da graduação até professoras aposentadas pela Universidade, e, por trás de cada uma das fotografias, histórias únicas. Algumas dessas mulheres contaram suas dificuldades na carreira por conta de filhos ou da família, outras revelaram assédios sofridos no meio, mas na fala de todas elas pudemos perceber o amor pelo o que fazem e o orgulho que carregam por suas produções e realizações científicas.

As pesquisadoras que toparam participar do nosso projeto.
Descrição da imagem: retratos das 15 cientistas entrevistadas sobre fundo preto.

Estreamos nossa produção no UFRGS Portas Abertas 2019, no qual a comunidade visitante pôde prestigiar um pouco das histórias que colhemos através das entrevistas e agora estaremos reabrindo a exposição. Dos dias 12 de junho até 05 de julho você poderá ver o nosso trabalho no corredor térreo do Prédio 43 423, próximo à entrada da Biblioteca do Instituto de Biociências (Av. Bento Gonçalves, 9500 – Campus do Vale).

Fotografias expostas no UFRGS Portas Abertas 2019.
Descrição da imagem: imagens de três das mulheres entrevistadas, penduradas lado a lado em espécie de varal, no segundo piso de um prédio.
Registro emocionante da petiana Tauana e do petiano Eduardo com a pesquisadora Vera, que particpou do projeto.
Descrição da imagem: da esquerda para a direita: garota jovem usando camiseta laranja do Portas Abertas e macacão jeans, mulher sorrindo ao lado de sua fotografia exposta e garoto jovem de camiseta rosa e pochete. Ele e a primeira menina utilizam crachás de monitores do evento.

A fim de chamar a atenção para a temática das mulheres na ciência e também de contar um pouco mais sobre as histórias das pesquisadoras incríveis que nos cercam, faremos uma série de posts nas próximas semanas dedicados a cada uma das nossas entrevistadas. Não deixe de acompanhar!

Infecções sexualmente transmissíveis… Entre mulheres?

Autoria: Renata Ackermann

Depois de ser apresentado como trabalho científico no SulPET, evento que reúne todos os grupos PET da região sul, o panfleto informativo sobre prevenção de ISTs para mulheres enfim está disponível para download e impressão!

Elaborado pela primeira vez em 2018 para a terceira edição da Semana de Gênero e Sexualidade da Biologia, este panfleto tenta aproximar as mulheres lésbicas e bissexuais da discussão sobre sexo seguro, muitas vezes não acessível à população LGBT por falta de informação.

Foto: Kimber Beck
Descrição da imagem: duas mulheres com as pernas para cima na frente de uma parede branca.

Para baixar o arquivo em PDF clique aqui.

#pracegover: o panfleto é dividido em duas partes, sendo a primeira mais formal, sobre profilaxia de ISTs, e a segunda um guia prático de proteção no sexo oral, algo muito demandado pelas mulheres dentro da comunidade LGBT. Na parte de profilaxia há dicas sobre as principais ações que podem ser tomadas (usar preservativo e cuidar das unhas), além de informações sobre o teste rápido fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a desmitificação do uso do plástico filme. No verso do panfleto foi feito um passo-a-passo ilustrado de como adaptar um preservativo masculino para o sexo oral em mulheres, já que ainda não existem formas inteiramente eficazes de proteção.

III Semana de Gênero e Sexualidade da Biologia

Autoria: Patrícia Paludo e Renata Ackermann

Em outubro de 2018 aconteceu a III SGS da Biologia no Instituto de Biociências da UFRGS, promovida pelo projeto COLORE. A Semana de Gênero e Sexualidade já se tornou um legado do grupo dentro do calendário acadêmico do curso de ciências biológicas.

Nesse evento, assuntos como masculinidades, maternidade, aborto e educação sexual foram trazidos à tona através de rodas de conversas e de oficinas. Participaram como oficineiras a petiana Renata Ackermann e a estudante de biologia Carol Corso. Para as mesas redondas foram convidadas as professoras da UFRGS Fernanda Staniscuaski (Parent in Science) e Russel Teresinha Dutra da Rosa (Frente Gaúcha Escola sem Mordaça), a militante Valéria Muller (MRt/Pão e Rosas) e os coletivos Homens Trans em Ação (HTA) e MilTons – Masculinidades Negras. O evento contou com o envolvimento de cerca de 50 pessoas.

Confira como foi a programação:

SEG | 08.10 | 10h | Anfiteatro da Botânica
Mesa de debate: maternidade e aborto com Fernanda Staniscuaski (UFRGS/Parent in Science) e Valéria Muller (MRt/Pão e Rosas/Letras-UFRGS)

TER | 09.10 | 18h | Anfiteatro da botânica
Mesa de debate: masculinidades, corpos e etnia com Coletivo Homens Trans em Ação (HTA) e MilTons – Masculinidades Negras

QUA | 10.10 | 8h30 | Sala 205 Prédio 43433
Minicurso Formando para a diversidade: sexo, biologia e educação
com Carol Corso (Biologia UFRGS)

QUA | 10.10 | 16H30 | Anfiteatro da Botânica
Palestra Escola sem Partido com Russel Teresinha Dutra da Rosa (FACED UFRGS/Frente Gaúcha Escola sem Mordaça)

QUI | 11.10 | 11H | Sala PET Biologia
Oficina Sexo seguro para mulheres com Renata Ackermann (Biologia UFRGS)

Minicurso de Direito Ambiental

PETBiologia oferece: 

Minicurso de Direito Ambiental
Ministrado por Renan Yamashita Ferreira

O minicurso tem como objetivo dar um panorama geral de como funciona a Administração Pública e todas as suas atividades relacionadas à Área Ambiental. Desta maneira, futuras e futuros profissionais de Biologia poderão compreender algumas de suas oportunidades de trabalho e de atuar em defesa do meio ambiente, de forma técnica e cidadã.

 

Tópicos que serão abordados: 

Políticas Ambientais; Ministério Público, Ação Civil Pública e Perícia Judicial; Licenciamento Ambiental, Órgãos ambientais licenciadores (Federal, Estadual e Municipal) e Órgãos intervenientes; Fases do Licenciamento Ambiental; Estudos Ambientais (RAP, EAS, EIA/RIMA, Inventário Florestal, PBA, PBAi e execução dos programas e monitoramento); e Legislação Ambiental.

 

Sobre o ministrante:

Renan Yamashita Ferreira é bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Durante a graduação, participou da Empresa Júnior SIMBIOSIS, realizou estágio com peixes recifais, restauração ecológica de ecossistemas degradados e na assessoria pericial do Ministério Público Federal. Como biólogo, realizou trabalhos de consultoria ambiental, como Inventário Florestal e Monitoramento Ambiental. Trabalhou como biólogo concursado na Fundação do Meio Ambiente de Criciúma-FAMCRI, com licenciamento de supressão de vegetação e de empreendimentos de caráter interdisciplinar. E atualmente, trabalha no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, como Analista em Infraestrutura de Transportes/Ambiental.

 

 

Data: 13, 14 e 15 de março;
Horário: 18:30 – 21:30;
Local: Auditório da botânica, Campus Vale, UFRGS;
Inscrição: com nome e cartão da UFRGS (ou RG) pelo e-mail petbioufrgs@gmail.com
Investimento: R$ 10 (no evento); e
Certificado: mediante 2/3 de frequência.

Documentário “Caminhos de Itapeva” – Resultados e repercussão

Autoria: Letícia R. Bolzan

O documentário “Caminhos de Itapeva” foi lançado, oficialmente, em Porto Alegre (Instituto de Biociências) no dia 12 de abril e em Torres (SAPT) no dia 18 de abril de 2017. De lá pra cá, foram inúmeras as exibições em escolas municipais e outros locais de Torres, como o SESC, Centro Municipal de Cultura, Clube Capesca, Praia da Guarita, entre outros espaços e eventos que contaram com a participação da equipe do Parque Estadual de Itapeva.

Nosso grupo também apresentou o material em eventos como a Semana Acadêmica da Biologia Marinha/Ceclimar, o XX Sulpet 2017 (encontro de grupos PET da região sul) e no Salão de Extensão UFRGS 2017. Destacamos, nesse último, o reconhecimento do projeto “Conhecendo Unidades de Conservação”, no qual está vinculado a realização do documentário, como um dos 10 projetos de extensão mais significativos do evento, segundo a comissão avaliadora.

O IV Simpósio Brasileiro de Biologia da Conservação também foi um momento de divulgação e premiação do nosso trabalho. O evento teve como um de seus objetivos, incentivar a divulgação científica por meio de videos, que deveriam ser produzidos como parte obrigatória para a submissão de trabalhos. Nosso video (de aproximadamente 3 minutos) recebeu o prêmio de video mais votado pelo júri popular, com 671 “likes” no youtube. Além disso, também houve a premiação de melhor “mini-documentário” (5 minutos), na qual também fomos escolhidos pelo júri técnico.

A repercussão do material elaborado, incluindo o reconhecimento no do Salão de Extensão, mostra o quão necessário é o desenvolvimento de estratégias de sensibilização e divulgação ambiental das Unidades de Conservação. A participação social nos Conselhos Consultivos é de extrema importância para a elaboração de Planos de Manejos e outras tomadas decisões nessas áreas. Entretanto, a comunidade local só terá motivação para o seu envolvimento se houverem esforços de comunicação por parte dos órgãos públicos para com a população. A academia se mostra uma parceira nesse sentido, considerando que possui recursos (humanos e materiais) que podem contribuir para atingir esses objetivos.

Esperamos que nosso trabalho sirva como inspiração e estímulo para projetos de divulgação de Unidades de Conservação, seja por materiais áudio-visuais, mas também com outras ferramentas. Estamos abertos à trocar experiências e fortalecer as redes em apoio à comunicação, à educação ambiental e da conservação da biodiversidade.

Segue, a baixo, a versão compacta do documentário Caminhos de Itapeva. Criamos essa versão a fim de facilitar e tornar mais acessível a compreensão do público leigo sobre o assunto. Esperamos que seja bem utilizado por professores, educadores e espaços que busquem divulgar o trabalho das Unidades de Conservação! Bom proveito!

Documentário na íntegra:

Minicurso: Conhecendo Unidades de Conservação

Autoria: Marceli Franceschi, Marco Aurich, João Pedro Baraldo

As Unidades de Conservação são importantes estratégias para a conservação das paisagens, ecossistemas, biodiversidade e seus recursos naturais associados. Entretanto, a gestão dessas áreas costuma apresentar-se como um grande desafio para biólogos e outros profissionais das áreas ambientais. Entre as peculiaridades envolvendo a efetivação dessas Áreas Protegidas, podemos citar a dificuldade de diálogo com a sociedade e comunidades locais, regularização fundiária, invasão, caça, especulação imobiliária e indústrial, além de falta de recursos públicos ou desinteresse em aplicar e desenvolver políticas de planejamento de gestão.

Assim, é essencial que estudantes aprendam e tenham um mínimo de experiência com essas questões, considerando que a Conservação da Biodiversidade é uma das linhas de atuação de biólogas e biólogos. Com a finalidade de mostrar para o público acadêmico um pouco da realidade sobre as Unidades de Conservação do Rio Grande do Sul, o PET Biologia realizou entre os dias 20 e 23 de outubro o Minicurso – Conhecendo Unidades de Conservação.  No primeiro dia (20/10) tivemos duas atividades:

Desafios na Gestão de Áreas Protegidas

Os convidados para abrirem o Minicurso foram Alexandre Krob (Insituto Curicaca) e Giovana Pallazi (Analista Ambiental do ICMbio). Alexandre Krob é um dos coordenadores do Instituto Curicaca, que participa ativamente da implementação, regularização, planejamento , educação ambiental, pesquisa, entre outras formas de trabalho com Áreas Protegidas do estado.  Giovanna Palazzi é Analista Ambiental do ICMbio e possui ampla experiência junto ao órgão, tendo um importante papel na comunicação e trabalho junto a comunidades tradicionais, como por exemplo na Floresta Nacional de Tapajós. Eles fizeram uma rápida contextualização e abordaram alguns pontos importantes para introduzir o tema, como conceitos chaves, histórico, acordos internacionais, além das principais dificuldades que a gestão dessas áreas vem enfrentando.

Educação Ambiental em UC

Mais uma atividade que contou com o apoio do Instituto Curicaca, dessa vez com Patrícia Bohrer e Julia Witt, também coordenadoras do Instituto, que atuam diretamente com Educação Ambiental. As duas trouxeram um pouco da experiência da ONG com Educação Ambiental em Áreas Protegidas e a Comunidade Local. Tivemos a oportunidade de experimentar um pouco das atividades, a partir de dinâmicas trazidas pelas convidadas. Para saber um pouco mais sobre acesse o site do Instituto Curicaca:

http://ong.portoweb.com.br/curicaca/default.php

Confira aqui um vídeo do segundo dia do minicurso:

 

Categorias de Manejo e Sociobiodiversidade: gestão integrada na Bacia do Rio Tramandaí

No segundo dia tivemos representantes da Área de Proteção Ambiental (APA) do Banhado Grande, do Refúgio da Vida Silvestre (REVIS) Banhado dos Pachecos e do Assentamento Filhos de Sepé. Tivemos a oportunidade de ouvir um pouco mais sobre esse trabalho de gestão integrada, com a presença de técnicas APA, o gestor da REVIS, André Rosa, representante do Assentamento Filhos de Sepé Marthin Zang, além dos Guarda-Parques das UC, que complementaram as falas dos técnicos e gestores, relatando sobre as suas experiências como Guardiões da Natureza.

A Área de Proteção Ambiental (APA) do Banhado Grande e o Refúgio da Vida Silvestre Banhado dos Pachecos são Unidades de Conservação (UC) que protegem os principais ecossistemas relacionados à Bacia do Rio Gravataí, como matas paludosas e ciliares, campos arenosos, butizais, além de fornecer recursos e habitats para diversas espécies de mamíferos, como o cervo-do-pantanal (Blastocelus dichotomus), cuja última população do estado se restringe a esta área. A primeira (APA), é uma UC de Uso Sustentável, que permite a utilização da área para atividades econômicas, mas sempre em conciliação com a proteção da biodiversidade. O Refúgio é uma categoria de UC de Proteção Integral, que restringe ainda mais o uso e acesso a área. Como estão sobrepostas, a gestão integrada da área é essencial, assim como a participação da comunidade local, que depende principalmente da APA para a sua subsistência, como é o caso do Assentamento Filhos de Sepé, cooperativa de arroz orgânico.

Para conhecer um pouco mais da biodiversidade e outras informações sobre essas áreas, acesse as páginas:

https://www.facebook.com/APABG1998/?fref=ts

https://www.facebook.com/Ref%C3%BAgio-de-Vida-Silvestre-B…/…

Iniciativa do Insituto Curicaca, para a Conservação do Cervo do Pantanal, que habita o REVIS e a APA

http://ong.portoweb.com.br/curicaca/default.php?p_secao=113

Saída de Campo para o Parque Estadual de Itapuã

Para finalizar o minicurso e conhecer na prática o trabalho em uma UC, realizamos uma visita no Parque Estaudal de Itapuã, que durou todo o sábado e domingo. Lá, fomos recebidos pela bióloga Dayse Rocha, que trabalha há 11 anos no Parque e vem realizando um grande de trabalho de educação ambiental, divulgação e gestão do Parque. Para conhecer a riquíssima paisagem, Dayse nos acompanhou, juntamente com os Guarda-Parque, em algumas trilhas (Trilha da Onça, Trilha da Pedra e Praia das Pombas).

O P.E Itapuã protege importantes remanescentes das paisagens associadas às formações geológicas graníticas, que também inclui os morros da Região Metropolitana de Porto Alegre. Possui remanescentes de dunas, restingas, costões rochosos, banhados, lagoas, mata atlântica e campos. Essa diversidade de ambientes fornecem condições para uma riqueza biológica, incluindo tanto espécies com populações abundantes no estado, como outras ameaçadas de extinção. Espécies como tuco-tuco, bugio-ruivo, melano, graxaim, lontra, capivaras, são alguns exemplos de animais que podemos encontrar nesses ambientes.

Entretanto, assim como outras Unidades de Conservação do Rio Grande do Sul, o P.E Itapuã vem sofrendo com o processo de redução de investimento nas áreas ambientais. Isso fragiliza o trabalho das técnicas e técnicos do Parque, que acabam tendo o trabalho multiplicado, devido à não renovação dos contratos de serviços terceirizados, por exemplo.

Maiores informações sobre o Parque Estadual de Itapuã:

http://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Estadual_de_Itapu%C3%A3
http://www.sema.rs.gov.br/upload/Plano_manejo_PEItapua.pdf

Reflexões e perspectivas para futuro.

Com a participação de cerca de 50 pessoas, esperamos que o Minicurso tenha contribuído efetivamente para a formação dos alunos e profissionais que estiveram envolvidos. A realização desse tipo de atividade permite a criação e o fortalecimento de redes de apoio com quem atua na questão ambiental do Rio Grande do Sul. Estamos passando por um momento delicado em todas as esferas do poder, onde a legislação e a política ambiental estão sujeitas à alterações drásticas e que comprometem diretamente a conservação e a preservação dos recursos naturais e da biodiversidade. As Unidades de Conservação são um dos principais alvos desse retrocesso. Assim, esperamos que eventos como o Minicurso, e outros movimentos que busquem a conscientização do grande público, bem como a mobilização e a articulação de instituições, ongs e outras associações, possam seguir ocorrendo e fortalecendo as lutas pela preservação da vida no nossos bairros, municípios, estados, país e planeta.

Relato dos palestrantes do minicurso: