Autoria: Letícia Bolzan, Luíza Machado, Marco Aurich, João Pedro Baraldo, Heitor Jardim, Leonardo da Silveira, Marceli Franceschi.
Entre os dias 26 e 29 de maio ocorreu o XIX SulPET, encontro dos grupos PET da região Sul do Brasil. O evento teve como tema “Viver e Compartilhar Diversidades”, que visava o debate e reflexão sobre as mais diversas identidades que costumam ser suprimidas pelos padrões hegemônicos, o entendimento das diferenças e a construção de um pensamento mais amplo pela aceitação das diferentes formas de ser.
Dentro deste contexto, o PET Biologia engajou-se na construção de dois Grupos de Trabalho e Discussão (GDTs): o Mobiliza PET e o Viver e Compartilhar Diversidades: Gênero e Sexualidade. Também realizamos oficina no Jardim Botânico em parceria com a Fundação Zoobotânica (FZB), além da participação no encontro por áreas, assembleia e exposição de pôsteres.
Nos faltam palavras para agradecer todo o apoio e confiança da FZB conosco, não só na oficina, mas também por terem comparecido na exposição dos pôsteres, mostrando o seu trabalho, distribuindo cartazes e levando livros para serem sorteados para os participantes; e por terem deixado a entrada ao Jardim Botânico gratuita para os participantes do evento durante todo o domingo (29/05). É uma parceria firmada no segundo semestre de 2015 que esperamos que perdure por muito mais tempo. Ressaltamos sempre a importância da FZB para conservação da biodiversidade e para a divulgação dela à sociedade em geral.

A Oficina: Trilha no Jardim Botânico com PANCnic
A oficina, com o objetivo de disseminar alguns saberes científicos e culturais sobre diversas plantas e certas formações florestais ocorreu no dia 26 de maio. Com a participação de duas jardineiras do Jardim Botânico, a Josi e a Nina, duas trilhas foram feitas: uma contemplando o bioma Mata Atlântica e outra com diversas gimnospermas exóticas e nativas. Ao fim das trilhas, um piquenique foi feito, com comidas feitas com PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), com uma explanação sobre o impacto que as nossas escolhas alimentares geram e o quão político pode ser o ato de comer.
Aqui, algumas das receitas que utilizamos para o PANCnic:
Bolo de cajá-manga
200 ml de polpa de cajá-manga
1kg de farinha
1 e 1/2 xícara de açúcar mascavo
3/4 xícara de óleo de girassol
5 colheres de chá de fermento químico
Misture os ingredientes secos, depois o óleo e a polpa. Ponha a mistura em uma forma untada e asse em fogo baixo por 40 minutos, o forno deve estar preaquecido.

Bolo salgado de picão-branco e jaca verde
Massa:
1 kg de farinha
300g de picão-branco
1 colher de sopa de óleo de girassol
4 colheres de sopa de açucar mascavo
30g de fermento biológico
2 xícaras de água
Em uma vasilha adicione todos os ingredientes seco e misture. Bata o picão com a água e ponha a mistura para esquentar, em seguida adicione o líquido aos ingredientes secos, mexa até a massa ficar homogênea e elástica, se necessário acrescente mais água morna. Ponha em uma forma untada e estique a massa com os dedos úmidos até ela preencher a forma completamente. Asse em fogo baixo por meia hora, ele deve estar preaquecido.
Cobertura:
300 g de jaca verde
2 cebolas médias picadas
6 tomates picados
sal e pimenta a gosto
Depois de colher a jaca ponha ela partida na panela de pressão por cerca de 20 mins, para corta-la é bom untar a faca com óleo. desfie a jaca como um frango. Refogue a cebola, ponha o restante dos ingredientes e a jaca, cozinhe até os tomates se desfazerem. Passe sobre o bolo ainda quente.
Pastinha de alho de folha
200g de grão de bico cozido
200g de alho de folha
100 g de amendoim torrado
1 xícara de azeite de oliva
1/2 xícara de água
sal e noz moscada a gosto
Bata tudo no liquidificador. Dura até uma semana na geladeira.
Grupos de Discussão e Trabalho
O PETBio ficou encarregado pela organização de dois GDTs (Grupo de discussão e trabalho). O primeiro foi em parceria com o PET Ciências Socias UFRGS, com o tema “Viver e compartilhar diversidades: Gênero e Sexualidade”. O GDT foi o mais procurado do evento, onde ainda no primeiro dia de inscrições fechou com o máximo de cem inscritos. Foram muitos relatos vindos de diversos PETs de diversos cursos e cidades, mas sempre com o mesmo tema central: intolerância e preconceito. Relatos de machismo vindo de professores, colegas e principalmente tutores sofridos pelas alunas foram os que mais apareceram. LGBTfobia também apareceu bastante, ressaltando a importância da discussão deste tema dentro do PET e principalmente dentro das universidades. Quem já teve experiências em tratar desses assuntos ajudou e aconselhou grupos ainda inexperientes. Foi uma grande troca de aprendizado e principalmente, ajuda mútua. Desse GDT saíram duas propostas que foram aprovadas por contraste em assembleia geral, foram elas:
“Todo o evento regional (sulpet) deverá incluir na sua programação pelo menos uma plenária geral sobre questões pertinentes a minorias. Tal medida deve ser fiscalizada pelo Cenapet junto com as comissões organizadoras dos eventos futuros.” e “O CLAA deve contemplar em sua avaliação dos grupos a exigência de ações relacionadas à temática da diversidade em cumprimento à portaria 343/2013.”
O outro GDT discutiu a mobilização política do PET, foi realizado em parceria com O PET Computação. O encontrou encaminhou propostas que pretendem manter o Programa de Educação Tutorial, mantendo os petianos articulados e atentos em defesa do PET e da Educação Pública. Durante a Assembleia Geral o GDT organizou um ato simulando a extinção do programa, pois este era um meio de despertar os petianos para uma possível sinalização de extinção.
Encontro por áreas: conhecendo os PETs de outras universidades.
Durante o SulPET também ocorreu o Encontro por Áreas, que é o momento de reunião dos grupos PET que trabalham na mesma área de conhecimento, ou em áreas similares. O encontro foi muito rico, ouvimos relatos de diversos PET da área de Ciências Biológicas e nos deparamos com uma incrível pluralidade na forma como os grupos trabalham. Comparamos nossas realidades e percebemos que cada grupo tinha um jeito distinto de lidar com o funcionamento da equipe e com as atividades realizadas na faculdade, e que não há, necessariamente, um jeito melhor que outro, mas que os modos de trabalho devem dialogar com os contextos dos grupos. As trocas e relatos foram muito enriquecedores e nos ajudaram a ver os pontos positivos do nosso grupo, assim como pontos que devemos assumir uma posição mais crítica e trabalhar em conjunto para melhorar.
Exposição de pôsteres:
Nosso grupo também levou para a exposição de pôsteres do evento um trabalho de sua autoria, denominado “Áreas Protegidas no Contexto da Sociobiodiversidade”. O trabalho trouxe algumas informações quanto às bases jurídicas que garantem às Comunidades Tradicionais o direito à territorialidade e uso dos recursos naturais em áreas que são legalmente protegidas, tanto para a preservação da biodiversidade, quanto para a valorização dos conhecimentos e valores dessas comunidades. Para entender um pouco mais acesse a do projeto Conhecendo Unidades de Conservação .
O SULPET foi um momento importante para entendermos a dimensão do Programa de Educação Tutorial. A diversidade, sobretudo, se mostrou presente, trazendo à tona a necessidade de, cada vez mais, fornecer subsídios, criar espaços e dar voz àquelas e aqueles que ainda não são ouvidos e lutam diariamente por sua inclusão na sociedade. O PET Biologia lamenta muito que algumas propostas relacionadas a melhorias na portaria do PET sobre as Ações Afirmativas, que permitem uma maior diversidade e assistência estudantil étnico-racial, não tenham sido aprovadas em assembleia pelos petianos e tutores presentes.















Batatinha-de- purga, Cypella herbertii (Luíza Machado)






