A aula foi desenvolvida com o intuito de propiciar que os/as estudantes tivessem um contato direto com a composteira, depositando os resíduos na mesma, e que eles/elas participassem do processo de manutenção da composteira relacionando os conceitos que envolvem o processo de decomposição, desde o estágio inicial até o estágio final como adubo. Para isso, a aula realizou-se em 6 momentos, sendo eles:
| 1° momento: Em sala de aula, foram feitas e lidas às pesquisas feitas em casa sobre quais os diferentes tipos de composteira, como foi solicitado na aula anterior. |
| 2° momento: Iniciamos os questionamentos juntamente com eles/elas, sobre a melhor maneira de se trabalhar com a composteira levando em consideração alguns aspectos, como: a disponibilidade de tempo da turma de cuidar da composteira todos os dias; a necessidade de decidirmos se serão depositados alimentos cozidos e de avisarmos às pessoas que trabalham na cozinha; quais resíduos serão destinados à composteira; entre outros. Explicamos que a composteira anaeróbica – que obtém energia por meio de reações químicas, não dependendo do oxigênio para decompor a matéria orgânica – é a melhor opção para trabalharmos com a composteira da escola, e também, o porquê da escolha, diante de tantas opções, como foram apontadas no inicio da aula, a partir das pesquisas. A explicação dada é que a merenda da escola é composta por muitos alimentos ácidos e que inevitavelmente serão depositados na composteira, então não é possível que haja minhocas, pois suas características fisiológicas não são adequadas a essa condição. |
| 3° momento: Fomos até a composteira para observarmos se é preciso fazer ajustes, como: distribuir palhas ou serragem sob a composteira, ou se precisamos revirar o composto, de forma que a composteira esteja apta a receber mais resíduos. |
| 4° momento: Neste momento, vimos que a composteira precisava de reparos e de uma reorganização. Então, começamos os trabalhos na composteira separando todo o material ainda não decomposto e depositando-o em outro espaço da composteira, deixando-a apenas com o material já em estado avançado de decomposição e que, posteriormente, foi coberta com serragem e grama seca. O espaço da composteira que recebeu o material ainda não decomposto, também foi organizado, coberto por serragem e grama seca, para acelerar o processo de decomposição. |
| 5° momento: Questionamento com a turma, em torno dos processos feitos e do por que são necessários para promover a decomposição dos resíduos (matéria orgânica). |
| 6° momento: Para compreendermos a acidez ou basicidade dos alimentos, fizemos o experimento do repolho-roxo como indicador ácido-base (roteiro do experimento em anexo no roteiro da atividade). |
Os/as estudantes puderam observar como elementos presentes no nosso cotidiano, e que são comumente depositados na composteira, reagem à mistura do suco de repolho roxo (indicador ácido-base) devido ao seu pH, e mostram as diferenças existentes nos meios ácidos e básicos. Sendo assim, a partir, desse experimento pudemos explicar o processo que a compostagem sofre uma variação do seu pH ao longo da decomposição dos resíduos orgânicos, onde no início é em torno de 5 (na escala de pH) devido a ação dos fungos e bactérias que liberam ácidos, os quais, também, necessários ao processo de decomposição. A compostagem estabiliza o seu pH, conforme o processo de ocorrendo, variando de 5 até 8 na escala de pH, o que é ideal para os microrganismos, em sua maioria. Entretanto, deve-se haver cuidado com o excesso de alimentos ácidos ou básicos na composteira, porque isso gera um desequilíbrio no meio, impedindo a atividade de decomposição da matéria orgânica, desempenhada por microrganismos.




















