politicacultural

Por que criar uma política cultural para a UFRGS?

Ao longo de mais de 90 anos de história, a UFRGS constituiu e se constituiu como um relevante e diverso patrimônio cultural. Desde os anos 1940 há um esforço de presença da cultura no âmbito institucional e em sua relação com a sociedade. Essa presença se manifesta no conjunto de espaços culturais, grupos artísticos, projetos, ações, acervos, além de cursos e departamentos nas áreas das artes e das culturas.

A despeito de todos os desafios, é possível considerar que o campo artístico e cultural da UFRGS, aqui compreendido de forma ampliada, conta com reconhecimento acadêmico, alcance simbólico e legitimidade junto aos diferentes públicos e às redes de parcerias externas.
No entanto, apesar desse extenso percurso e da forte inserção na vida artística e cultural da cidade, a UFRGS ainda não dispõe de uma política de cultura institucional, ou seja, um documento estruturante, que estabeleça princípios, diretrizes e objetivos comuns.

A consolidação desses preceitos em instrumento elaborado coletivamente, reconhecido pela comunidade universitária e sancionado pelo CONSUN, possibilita a institucionalização

plena dos processos culturais em sua pluralidade, ratifica o compromisso da Universidade com o direito constitucional à cultura, à arte e à cidadania cultural e abre caminho para a construção dos planos de cultura de diferentes unidades acadêmicas.

Atualmente, cerca de 80% das Instituições Públicas de Ensino Superior no Brasil já possuem ou estão elaborando suas políticas culturais. A partir da experiência de algumas dessas instituições, a UFRGS propõe um percurso de mobilização e participação: lançamento da campanha “O que pode a Cultura na Universidade?” – um convite para que toda comunidade universitária contribua com ideias e reflexões respondendo à pergunta aqui no site; mapeamento das práticas e equipamentos culturais da UFRGS por meio de um questionário que será enviado a gestores e gestoras de unidades acadêmicas e administrativas; criação de comissões temáticas para debater e sistematizar os tópicos que balizarão o documento da política cultural da UFRGS; realização de um seminário aberto à comunidade interna e externa com o propósito de criar um momento de diálogo para a elaboração conjunta da minuta da resolução que estabelecerá a política cultural da UFRGS.

A intenção é de pensarmos coletivamente, mas, sobretudo, afirmarmos tudo o que pode a cultura na Universidade e o que pode a Universidade no campo da cultura.

Ao longo de mais de 90 anos de história, a UFRGS constituiu e se constituiu como um relevante e diverso patrimônio cultural. Desde os anos 1940 há um esforço de presença da cultura no âmbito institucional e em sua relação com a sociedade. Essa presença se manifesta no conjunto de espaços culturais, grupos artísticos, projetos, ações, acervos, além de cursos e departamentos nas áreas das artes e das culturas.

A despeito de todos os desafios, é possível considerar que o campo artístico e cultural da UFRGS, aqui compreendido de forma ampliada, conta com reconhecimento acadêmico, alcance simbólico e legitimidade junto aos diferentes públicos e às redes de parcerias externas.
No entanto, apesar desse extenso percurso e da forte inserção na vida artística e cultural da cidade, a UFRGS ainda não dispõe de uma política de cultura institucional, ou seja, um documento estruturante, que estabeleça princípios, diretrizes e objetivos comuns.

A consolidação desses preceitos em instrumento elaborado coletivamente, reconhecido pela comunidade universitária e sancionado pelo CONSUN, possibilita a institucionalização plena

dos processos culturais em sua pluralidade, ratifica o compromisso da Universidade com o direito constitucional à cultura, à arte e à cidadania cultural e abre caminho para a construção dos planos de cultura de diferentes unidades acadêmicas.

Atualmente, cerca de 80% das Instituições Públicas de Ensino Superior no Brasil já possuem ou estão elaborando suas políticas culturais. A partir da experiência de algumas dessas instituições, a UFRGS propõe um percurso de mobilização e participação: lançamento da campanha “O que pode a cultura na Universidade?” – um convite para que toda comunidade universitária contribua com ideias e reflexões respondendo à pergunta aqui no site; mapeamento das práticas e equipamentos culturais da UFRGS por meio de um questionário que será enviado a gestores e gestoras de unidades acadêmicas e administrativas; criação de comissões temáticas para debater e sistematizar os tópicos que balizarão o documento da política cultural da UFRGS; realização de um seminário aberto à comunidade interna e externa com o propósito de criar um momento de diálogo para a elaboração conjunta da minuta da resolução que estabelecerá a política cultural da UFRGS.

A intenção é de pensarmos coletivamente, mas, sobretudo, afirmarmos tudo o que pode a cultura na Universidade e o que pode a Universidade no campo da cultura.

Campanha institucional “O que pode a cultura na Universidade?”

Mapeamento das práticas e equipamentos culturais da UFRGS

Comissões Temáticas

Seminário

PERCURSO PARA CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA CULTURAL UFRGS

Campanha institucional
“O que pode a cultura na Universidade?”

Convite para que toda a comunidade universitária (estudantes, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados) contribuam com suas ideias e reflexões, interagindo com a pergunta:

Mapeamento das práticas e equipamentos culturais da UFRGS

Convocação para que diretoras e diretores das unidades acadêmicas e administrativas da UFRGS respondam o questionário que será enviado por
e-mail.

Prazo final: 15 de agosto de 2026.

O objetivo da pesquisa é mapear a infraestrutura e o perfil das ações culturais desenvolvidas nas diferentes unidades acadêmicas e administrativas da UFRGS. Os dados informados serão utilizados na elaboração da política cultural da universidade.

COMISSÕES
TEMÁTICAS

Participe de uma das Comissões Temáticas que se reunirá durante o Seminário para a Construção de uma Política Cultural da UFRGS, enviando uma carta de intenção para o e-mail
politicaculturalufrgs@ufrgs.br.

A carta deverá ser enviada até 15/07/2026, contendo uma breve apresentação da candidatura juntamente com justificativa para participar da Comissão Temática escolhida.

Conheça nossas comissões temáticas:

Cultura, democracia e
sociedade

coordenação Patrícia Xavier

Como garantir a cultura como um direito fundamental e inalienável de cidadania, alinhado ao desenvolvimento social e à formação integral no ambiente acadêmico? Quais mecanismos práticos podem promover a universalização do acesso aos bens artísticos e a democratização do espaço público? Quais possibilidades de estratégias de articulação entre ensino, pesquisa e extensão podem conectar a produção acadêmica às demandas e saberes das comunidades e territórios locais e regionais? Como consolidar a democracia institucional a partir de instâncias participativas e descentralizadas que colaborem com o planejamento, fomento e acompanhamento das ações culturais?

Cultura, memória e
patrimônio

coordenação Claudia Aristimunha

O patrimônio cultural e a memória, frutos de uma construção coletiva e social, constituem os saberes e os fazeres que dão identidade à Universidade. A partir dessa concepção, pretende-se criar um espaço de diálogo e elaboração de metodologias, bem como de pesquisa e troca de experiências para a constituição de políticas sobre a gestão de acervos, memórias e patrimônio cultural da UFRGS, bem como sua relação com a sociedade. Esse patrimônio é composto por um conjunto de bens que, para além de sua materialidade, guarda em si referências à identidade, a ação e a memória histórica e social da comunidade acadêmica.

Cultura e popularização da ciência

coordenação Alan Brito

As ciências são construções humanas e, por isso, indissociáveis das culturas, orientando de maneira crítica as decisões e ações humanas. Nesse contexto, a popularização da ciência e as culturas entrelaçam-se em complexas relações de ser, saber, poder e sentir, tecendo diálogos estéticos, éticos e filosóficos que aprofundam e ampliam as criações humanas. Essas criações, percebidas, compartilhadas e ressignificadas ao longo das gerações, constituem formas de interpretar, compreender e transformar o mundo, bem como as realidades sociais que o compõem.

Cultura, acessibilidade e comunicação

coordenação Rudimar Baldissera

A partir da perspectiva de que a ação cultural, no âmbito universitário, é uma forma específica de comunicação institucional e espaço de interação com a sociedade, propõe-se uma reflexão sobre mediação cultural, acessibilidade na cultura, práticas inclusivas e compromisso com os direitos cultuais como vetores de transformação social.

Cultura e emergência
climática

coordenação Dandara Dorneles

A cultura intervém no clima e o clima modela a cultura. A emergência climática não é um desafio apenas biofísico, pois é um acontecimento profundamente cultural. A crise climática, que é constituída por um conjunto de mudanças severas nos padrões climáticos devido à continuidade de determinadas ações humanas, sobretudo políticas e econômicas, advém de uma cultura antropocêntrica e colonialista. Nesse sentido, repensar e mudar ações, práticas e estratégias que compõem as culturas é fundamental para o enfrentamento dessa realidade, seja por meio das artes, gastronomia, moda, pesquisa, políticas públicas, vivências ou territorialidades, mudando nossa relação com a natureza, construindo uma cultura de equilíbrio socioambiental e promovendo a justiça climática.

Cultura: financiamento, apoio e fomento

coordenação Lívia Biasotto

A sustentabilidade financeira das ações artístico-culturais tem sido um dos maiores desafios do campo da cultura. Mais do que nunca, é urgente refletir de forma transversal sobre a mobilização de recursos e a diversificação das fontes de receita para a área cultural, compreendendo o ordenamento administrativo e jurídico da Universidade em suas potencialidades e limitações. Além da prospecção de novas possibilidades de financiamento, apoios e parcerias, é preciso considerar a busca por novas formas de contratação que abarquem diferentes atores da cadeira produtiva da cultura, tais como mestres/as populares.

SEMINÁRIO POLÍTICA CULTURAL UFRGS

O Seminário para elaboração do documento da política cultural acontecerá no Centro Cultural da UFRGS.

Confira abaixo a programação:

25/08: Terça-feira

9h às 12h

Abertura:
Painel ‘O que pode a cultura?’ com a participação de Daniel Iberê (UFAC) e Rosane Borges (PUC-SP)

Daniel Iberê

UFAC

Rosane Borges

PUC-SP

14h às 17h

Painel ‘Políticas culturais nas universidades públicas brasileiras’ com a participação da pró-reitora adjunta de extensão Ângela Righi (UFSM), da pró-reitora de extensão Daniela Pavani (UFRGS), do pró-reitor de extensão e cultura Danillo Barata (UFRB) e do pró-reitor de cultura Fernando Mencarelli (UFMG)

26/08: Quarta-feira

9h às 12h

Encontro das comissões temáticas formadas a partir de chamada pública para discussão dos diferentes eixos que integrarão a política cultural da UFRGS

14h às 18h

Consolidação dos eixos centrais apontados pelas comissões temáticas para posterior preparação da minuta da política cultural da UFRGS

19h às 21h

Lançamento do livro Imaginários emergentes e mulheres negras, de Rosane Borges

Nos ajude a responder a pergunta:

"O que pode a cultura na universidade?"

Daniel Iberê

UFAC

Iberê é indígena do Povo Guarani Mbyá, filho do Pajé Karaí Tata Endy e de Dona Marlinda do Povo Marubo. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília UNB. Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN, área de concentração: Política, Desenvolvimento e Sociedade. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Acre UFAC, com habilitação em Ciência Política. Licenciado em Sociologia pelo Centro Universitário Cidade Verde (UNICV). É Professor de Ensino em Ciências Sociais da Universidade Federal do Acre UFAC.  Pesquisador do Laboratório e Grupo de Estudos em Relações Interétnicas – LAGERI, vinculado ao Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília UNB.  É Conselheiro do Conselho Municipal de Políticas Culturais CMPC, de Rio Branco-AC (2011-atual), membro da Câmara Temática de Comunidades Tradicionais/Culturas Indígenas. É Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura ConCultura Cadeira dos Povos Indígenas (2023-atual). É Consultor UNESCO pelo Ministério da Cultura MinC para a construção do Plano Nacional das Culturas dos Povos Indígenas (PNCPI). É Pesquisador junto ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MMA) para a Avaliação Ambiental Estratégica da BR-319.

Rosane Borges

PUC-SP

Jornalista, doutora em Ciências da Comunicação, professora da PUC-SP, professora convidada do Diversitas (USP), atua na área de comunicação, imaginários, relações raciais e de gênero. É conselheira da Fundação Padre Anchieta, escreve com frequência na Folha
de São Paulo e em outras publicações. É autora de diversos livros, entre eles: Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro, Mídia e racismo, Perfil biográfico de Sueli Carneiro,
Esboços do tempo presente e Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível.