Presenças Negras

A presença da população negra em Porto Alegre nem sempre é evidente. Uma das grandes marcas do racismo “à gaúcha” é a invisibilidade das populações negras, tomando a representação branca não apenas como hegemônica, mas também como a única possível.
Neste ínterim, o Projeto “Presenças Negras em Porto Alegre” pretende descortinar estas invisibilidades, levando os alunos a visitarem os territórios, vivenciarem os mesmos na dinâmica do jogo “As viagens do Tambor” e dialogarem diretamente com as personagens do jogo em uma roda de conversa.Cronograma e detalhes:

05/09, segunda-feira, 8h-12h:

Primeira etapaOs alunos fizeram o percurso que evoca a presença, a memória, o protagonismo social e cultural dos africanos e descendentes no Centro Histórico da cidade de Porto Alegre, cuja pesquisa histórico-antropológica indicou os lugares vivenciados pelos negros, a fim de elaborar objetos de arte representativos, como no Cais do Porto; no Mercado Público e seu entorno; no Largo das quitandeiras (Praça da Alfândega); no Pelourinho (Igreja das Dores) e no Largo da Forca (Praça Brigadeiro Sampaio).

07/09, quarta-feira, 10h40 – 12h10:

Segunda etapa: jogar com os estudantes o jogo pedagógico “As Viagens do Tambor”, em
que estão presentes alguns dos locais visitados pelos mesmos na primeira etapa. O jogo
tem como proposta apresentar de forma lúdica territórios, práticas culturais e personagens
da cena negra de Porto Alegre.

08/09, quinta-feira, 13h30 – 15h45:

Terceira etapa: roda de conversa com três convidadas, que são personagens do jogo “As
Viagens do Tambor”: A Mestra griô Elaine, a dançarina e coreógrafa Iara Deodoro e a
professora Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. A roda acontece na sala de Teatro,
com os alunos sentados em um círculo, e as convidadas ao centro com cadeiras giratórias,
em um estilo “roda viva”.

Alunos na Igreja das Dores

 

Alunos na Praça do Tambor (Praça Brigadeiro Sampaio)

Bará do Mercado Público