Memórias

A origem do nome, segundo seus criadores e as informações contidas em outras versões do Projeto de Ensino (2000; 2009/2010 e 2012/2013).

O Projeto recebe o nome de Amora numa relação simbólica entre as características deste “fruto”, a transitividade inspirada pela palavra amora e o resultado que se pretende no processo pedagógico.A amora é uma infrutescência formada por múltiplos frutos suculentos, derivados de uma reunião de flores diferentes que se desenvolveram próximas. Estes frutos são reunidos por um tecido também suculento, o que os transforma em uma estrutura única muito saborosa e, por isso mesmo, muito apreciada. (Projeto de Ensino – 2000)

O Projeto Amora foi gestado por um grupo de professores do Colégio de Aplicação em 1995. Um ano após, em 1996, ocorreu a sua implantação para o atendimento de estudantes, primeiramente, da quinta série e, mais tarde, das sextas séries –,atuais sextos e sétimos anos do Ensino Fundamental.

Seus objetivos principais foram: a criação de estratégias metodológicas pautadas pelo redimensionamento de tempos e espaços e dos papéis de estudantes e professores, na busca de novas soluções para a organização de horários e das salas de aula e, principalmente para repensar o tipo de participação que cada umadas disciplinas/áreasdeveria ter no processo de construção do conhecimento desses estudantes. (PERNIGOTTI; GOULART, p. 11, 1997).

      Na origem do Projeto, houve um destaque especial aos “recursos tecnológicos” e à criação de “novos ambientes de aprendizagem”. Segundo seus professores, tal fato viabilizou novas modalidades de “interação entre aprendentes: as presenciais e à distância”. Por meio dessa perspectiva, o Projeto buscou adotar uma concepção interdisciplinar do conhecimento, visão essa, compreendida por meio da mescla das diferentes “interfaces” dos campos do conhecimento.Alinhado a esse propósito, a avalição também foi valorizada como processo, não apenas como obtenção de resultados. (PERNIGOTTI; GOULART, p. 12, 1997).

O Projeto Amora, desde seu início em 1996, apostou no uso da tecnologia digital como forma de registro e de compartilhamento das produções de professores e alunos. Nessa época, o projeto contou com parceria do Laboratório de Estudos Cognitivos da UFRGS.

     Em 2003, com a criação do Le@d, o Colégio de Aplicação passou a gerenciar as páginas dos alunos num servidor próprio. Dessa forma, o percurso das investigações dos alunos era publicado em páginas virtuais por eles confeccionadas. Nos anos iniciais do projeto, as páginas eram construídas com editores como o Mozilla Composer ou o Microsoft Frontpage Express, para posterior publicação em um servidor.

As dificuldades técnicas de armazenamento dos dados e o uso de uma linguagem específica para a publicação no servidor, fizeram com que o grupo de professores optasse por uma forma de registro online, o Pbworks.  Esse recurso oportunizou significativos avanços no que tange à facilidade do registro das produções e compartilhamento do conhecimento construído.

      No ano de 2010, o Colégio de Aplicação passou a integrar o Projeto Um Computador por Aluno (UCA) como escola-piloto, recebendo laptops para todos os alunos e professores da escola. Em consequência disso, potencializaram-se o acesso à internet e os usos da tecnologia digital para o registro virtual das atividades desenvolvidas, uma vez que cada aluno tinha um computador conectado à rede a sua disposição.

Atualmente, o Projeto Amora encontra-se em um patamar diferente. É importante ressaltar que, ao mesmo tempo em que há um esforço para consolidar a abordagem teórico-metodológica construída ao longo da história, readequando-a às novas demandas que vão surgindo e às contribuições das pesquisas que são realizadas por seus professores, outros desafios começaram a ser enfrentados.

Um deles foi necessidade de retomar a utilização de “um computador para muitos” em sistema de colaboração no laboratório de informática e o crescente uso do celular no cotidiano das aulas, a partir do momento em que os UCAs se tornaram defasados, o que revela o processo de  readequação do uso da tecnologia nas aulas.

 Em 2018, além de Pbworks, os Bloggers começaram a ser utilizados para os trabalhos de projetos de aprendizagem como o intuito de experimentar uma outra plataforma de sistematização e de compartilhamento das produções dos estudantes.