QQ – Vol. 05, n. 13, agosto a novembro de 2023
Neste número cinco, Maicon de Matos traz dois textos de espetáculos aparentemente bem diferentes. “Se eu tiver um amor no fim do mundo, por favor não me acorde”, peça da Mostra de Cenas de Atuação IV, do Departamento de Arte Dramática da UFRGS e Rhinocerontes, da Cia. Teatrofídico. A primeira, com texto totalmente original, de autoria dos próprios atores – Damiel Brocker e Endrius Nu; a segunda, uma adaptação, uma releitura, uma reconcepção de texto de Ionesco.
Aparentemente, falam de pessoas diferentes, de um casal, de uma multidão.
Aparentemente, falam de assuntos diferentes, o fim de uma relação, o fim da humanidade.
Aparentemente, falam de finais.
Mas quando chegamos no final do espetáculo, não existe mais eles, nós, outros, o tod0. Chegamos na última cena querendo saber de emoções, do que nos toca, o que aquelas pessoas vão expressar em relação a tudo. Queremos que digam delas, que saia de dentro, que verta pra fora.
Aparentemente falam de solidão, de sentimentos, de vazio, de finais.
Críticas:
- Um medo transcendente, por Maicon Jaime Silva de Matos
- Rhinocerontes: um alerta contra o desembalar do fascismo!, por Maicon Jaime Silva de Matos
Coeditora
