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Álgebra Linear - Um Livro Colaborativo
Nesta seção, vamos apontar as principais propriedades do determinante. A prova rigorosa destas propriedades será adiada para o apêndice desta seção.
Teorema 66. Valem as seguintes propriedades:
| (7.47) |
Várias destas propriedades já devem ser familiares para os leitores deste livro, com a possível exceção do comportamento do determinante com as operações elementares de escalonamento. E estas vão ser muito úteis no cálculo do determinante. Vamos enfatizar estas propriedades abaixo. O método para calcular o determinante por escalonamento, segue o seguinte raciocínio:
| (7.48) |
Observe que “adicionamos um múltiplo da linha na linha ”. Atentem para o fato de que não pode haver coeficiente diferente de em .
| (7.49) |
Exemplo 67. Vamos calcular o determinante da matriz do Exemplo 64 utilizando as propriedades acima (em particular o escalonamento). Este método é particularmente útil quando as matrizes não possuem muitas entradas nulas. Já que a segunda linha possui um “1” na primeira entrada, vamos fazer uma troca de linhas para facilitar as contas (cuidado com o sinal!). Em seguida, eliminamos os elementos da primeira coluna.
| (7.50) |
As divisões nos denominadores nos atrapalham um pouco na hora de fazer a conta. Podemos retirá-los dali, desde que cuidadosamente (o mesmo para o sinal de “”), colocando-os em evidência (note que devemos fazê-lo para cada linha!):
| (7.51) |
Finalmente, podemos fazer uma troca de linhas e eliminar o elemento “16”:
| (7.52) |
Observação 68. No exemplo anterior, vimos como calcular o determinante utilizando escalonamento de maneira “straightforward”. Como pode-se perceber, o método não parece muito melhor do que calcular o determinante utilizando expansão por cofatores. Vamos ver que, de fato, o melhor é misturar o método de cofatores com as propriedades acima! Vamos novamente calcular
| (7.53) |
Observe que a terceira coluna tem duas entradas nulas. Podemos ainda utilizar uma operação elementar para eliminar uma das entradas: por exemplo, substituir em . Assim:
| (7.54) |
Note que a terceira coluna agora ficou com apenas uma entrada não nula; logo, utilizando a terceira coluna para o cálculo de (como na seção anterior), obtemos
| (7.55) |
Podemos também utilizar a propriedade do teorema para colocar em evidência um “” da primeira coluna e, em seguida, continuar com o cálculo:
| (7.56) |
Exemplo 69. Por fim, recalculamos também o determinante da matriz do Exemplo 65, utilizando as propriedades desta seção. Vamos fazer as contas de forma um pouco mais rápidas. Tente acompanhar o que está sendo feito de um passo para outro! Iniciamos aproveitando o fato de a última coluna ter muitos zeros.
| (7.57) |
Em seguida, eliminamos o e o da primeira coluna sem trocar linhas de lugar (quanto mais trocarmos linhas, mais riscos corremos de errar o sinal):
| (7.58) |
Nota: antes de eliminarmos o , já reparamos que o determinante vai ser nulo, graças à propriedade
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