11.10 Função modular
Considere a função ,
dada por , pela definição
de módulo temos que
é uma função definida por partes, da seguinte forma:
|
|
Cujo gráfico é dado por:
Note que,
e não todo o contradomínio que no caso é o conjunto
.
Além disso esta é uma função na qual as duas partes são lineares.
Exemplo 11.10.1. Vamos determinar os intervalos de crescimento e decrescimento,
caso existam, da função .
Lembramos que esta função é definida por partes, por isso faremos a
análise em cada uma destas partes.
Caso 1: Se ,
temos que ,
logo se ,
|
| (11.38) |
por exemplo, sendo
e temos
que ,
|
| (11.39) |
Portanto se
temos que
é decrescente.
Caso 2: Se ,
temos que ,
logo se
|
| (11.40) |
por exemplo, sendo
e temos
que ,
|
| (11.41) |
Portanto se
temos que
é crescente.
Exemplo 11.10.2. Consideramos agora a função
dada
por ,
observe que:
|
| (11.42) |
com isso podemos reescrever a função
sem
os módulos da seguinte forma:
|
|
Com isso a função modular pode ser vista como uma função linear por
partes.
Exemplo 11.10.3. Analogamente, para a função
dada
por ,
temos que:
|
| (11.43) |
com isso podemos reescrever a função
sem
os módulos da seguinte forma:
|
|
Com isso a função modular também pode ser vista como uma função
linear por partes.
Os gráficos das funções ,
e
estão dados na figura a seguir.
Comparando os gráficos das funções
e
notamos
que ao somar uma constante “dentro” do módulo transladamos o gráfico da função
no eixo
, e ao comparar
as funções
e percebemos
que ao somar uma constante “fora” do módulo fazemos uma translação do gráfico da
função em
relação ao eixo .