A Rede Campos Sulinos reúne cerca de 30 grupos de pesquisa que focam na geração, organização e difusão de conhecimento sobre os Campos Sulinos.
As ações da Rede buscam promover a comunicação entre produtores, técnicos, pesquisadores, administradores, gestores, estudante e demais interessados pela conservação e uso sustentável dos Campos Sulinos.
Os Campos do Sul do Brasil são ecossistemas naturais que ocorrem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
As formações campestres estão associados ao Bioma Pampa e ao Bioma Mata Atlântica. Presentes há mais de 35 milhões de anos,predominavam e caracterizavam a Região Sul do Brasil antes da chegada dos primeiros grupos indígenas, ou seja, os campos originalmente não foram criados pelo desmatamento de áreas florestais.
Os campos são a principal fonte forrageira para a pecuária, além disso estes ecossistemas prestam importantes serviços ambientais para a sociedade: melhoram a qualidade do meio ambiente, evitam a erosão e garantem a manutenção do solo, aumentam a infiltração da água da chuva, mantém espécies polinizadoras, e propiciam belas paisagens e tem grande potencial turístico.
Apesar da aparente uniformidade , os Campos Sulinos tem elevada biodiversidade são mais de 2600 espécies de plantas, em sua maioria gramíneas, de baixo e de alto porte, ocorrendo também ervas, arbustos e árvores isoladas. Na Flora e Fauna campestre há espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, e muitas cujo conhecimento de usos potenciais ainda é incipiente.
Atualmente os campos naturais ocupam menos de 50% da área original e vem diminuindo a cada ano, principalmente devido ao avanço da agricultura e da silvicultura. Assegurar sua conservação é o grande desafio da atualidade.
A conservação dos campos sulinos tem implicações no balanço de carbono no solo, nas emissões de gases e do efeito estufa; o que é determinante para o esforço de mitigação das mudanças climáticas globais.
