Projetos

Projetos do Acervo

Documentando a experiência da Covid 19 no Rio Grande do Sul 

É uma pesquisa interdisciplinar e interinstitucional que visa o recolhimento, catalogação e disponibilização e análise de registros pessoais sobre o cotidiano e a experiência subjetiva e profissional no contexto da pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Sul. São previstos subprojetos relacionados a: 1) preenchimento de formulário online, incluindo upload de fotos, textos, diários, áudios etc. e 2) entrevistas de História Oral. O trabalho é executado por meio de ferramentas on-line e dialoga com experiências similares desenvolvidas no Brasil e no exterior. As 50 entrevistas a cargo da equipe da UFRGS serão disponibilizadas no REPHO. O material também encontra-se no canal do Youtube – https://www.youtube.com/channel/UCvOZwPuyCi10lHZHOGOf7QA

Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil

O projeto foi desenvolvido entre 2011 e 2012, no NPH da UFRGS, e coordenado por Carla Simone Rodeghero. Foi resultado de um convênio ente a UFRGS e o Ministério da Justiça, por meio da Comissão de Anistia, que visava contribuir para a constituição de um banco entrevistas de História Oral com pessoas que foram perseguidas pela ditadura e/ou que participaram de ações de resistência. As dezoito entrevistas realizadas pela equipe da UFRGS com pessoas que vivem no Rio Grande do Sul contemplaram diferentes categorias de atingidos/as, variadas formas de resistência e diferentes gerações de militantes.

A disciplina de EPB – estudos de problemas brasileiros na ditadura militar e civil brasileira-1970/1993: o caso da UFRGS 

O projeto desenvolvido como tese de doutorado por Adolar Koch, analisa a disciplina Estudos de Problemas Brasileiros (EPB), considerando a sua inserção na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no período que vai da criação da mesma (1969-1970) até 1993, quando aconteceu sua exclusão como disciplina na universidade. Os conceitos de civismo e de cidadania orientam o debate. As seis entrevistas realizadas estão disponíveis no REPHO. As demais fontes utilizadas foram documentos arquivados pela coordenação do Setor de EPB e pelos arquivos dos conselhos superiores da UFRGS.

Ingresso e Permanência de Estudantes Cotistas na UFRGS

O projeto,  coordenado por Carla Simone Rodeghero, vem sendo desenvolvido desde 2017 na disciplina História, memória e identidades: teoria e prática, oferecida no curso de graduação em História. Além das discussões sobre memória e História Oral, o programa prevê leituras sobre relações étnico-raciais e políticas de ações afirmativas nas universidades.  Na parte final da disciplina, os/as estudantes realizam entrevistas com colegas que ingressaram na UFRGS pelo sistema de cotas sociais e/ou raciais. Em 2019, num Tópico Especial oferecido ao PPG de História, foi dada continuidade à realização das entrevistas, que já chegam ao número de 40.

Origens do Bairro Restinga, entre versões, a inversão do olhar sobre a memória: uma história autocentrada no discurso do sujeito subalterno sobre o processo de ocupação da comunidade entre 1967 e 1971 

O projeto desenvolvido como dissertação de mestrado por Neila de Araújo Prestes, trata da origem do Bairro Restinga em Porto Alegre entre 1967 a 1971, a partir da memória dos moradores. Apresenta a narrativa que sustentou a construção de um “Outro” inimigo para Estado, combatido em política sistemática de guerra – necropolítica – levado compulsoriamente a um descampado distante 22 km do centro, sem condições estruturais necessárias para o existir – Restinga. Em uma complexa história de migração compulsória e de migração espontânea para compra da casa própria, o povo desse lugar compõe um coral de vozes que conta sua versão sobre os acontecimentos, nas oito entrevistas disponíveis no Repositório.

Decisões econômicas e relações sociais no artesanato e na mecanofatura: o caso da produção têxtil (UFRGS)

Transformações econômicas em nível mundial podem afetar a vida dos indivíduos, seja porque desestruturam seus empregos e negócios, seja porque lhes exigem outras habilidades. A produção têxtil opera atualmente com características ultramodernas, como mercado de trabalho globalizado e alto desenvolvimento tecnológico na produção de fibras e na tecelagem. Contudo, a produção da veste é uma das habilidades humanas mais antigas e a confecção da roupa a partir do tecido (confecção) ou a partir de fios (malharia) constitui um ramo produtivo onde convivem pequenas e grandes fábricas no Brasil, ambas concorrendo com a produção estrangeira. Através de relatos colhidos por esta autora e por outros pesquisadores procura-se saber como os indivíduos inseridos na cadeia da produção do vestuário interpretam e significam os acontecimentos – macro e micro – que geraram transformações em suas vidas e quais foram as bases sociais e culturais de suas decisões econômicas quando lhes foi possível agir neste contexto.