As habilidades sociais são importantes para a vida acadêmica, seja na relação aluno-aluno ou aluno-professor, e o ingresso na universidade demanda novas competências sociais, abrindo possibilidades dentro da graduação. Dentre essas habilidades, está a comunicação assertiva, uma competência que pode ser aprendida e treinada, que é necessária para uma iniciação científica, por exemplo.
A comunicação assertiva é definida como uma capacidade de expressar objetivamente os seus sentimentos, opiniões, desejos e ideias, com empatia e sem desrespeitar os direitos dos outros. Enquanto que uma não assertiva pode ser passiva ou agressiva. Na passiva há uma não expressividade de suas vontades e ideias, dando permissão para que os outros não respeitem os seus direitos, ou seja, o sujeito privilegia os outros e evita ao máximo possíveis conflitos.
Algumas respostas são: hesitação, evitamento, sentimentos ansiosos, repetidos pedidos de desculpa e expressões autodepreciativas. Já a comunicação agressiva consiste em uma expressão mais hostil e insultadora, desvalorizando o outro. O falar alto, interromper os outros, utilizar excessivamente o “eu”, pedidos em forma de ordem, falas sarcásticas e expressões de opiniões como se fossem fatos são algumas respostas comuns desse tipo de comunicação.
Dessa forma, uma comunicação assertiva é um fator importante dentro das habilidades sociais que contribuem para a entrada em projetos de Iniciação Científica, isto é, se impor, expressar a vontade de entrar no grupo para o professor,
buscar ativamente as oportunidades que a graduação oferece. Com isso, existem diversas formas de entrar em um grupo de pesquisa, uma delas é conversar com os professores, especialmente das cadeiras que despertaram maior afinidade e interesse temático, ao se aproximar buscar saber das possibilidades de participação de grupos de pesquisa, ou de possíveis indicações para outros projetos. Essa é a forma mais direta, todavia, não é a única.
Fique atento às possibilidades de bolsas, voluntárias ou não, que são compartilhadas no e-mail pela Comgrad do curso, em pôsteres pelos prédios da UFRGS, através do Instagram dos respectivos grupos de pesquisa, por meio do contato direto com colegas, professores, no Mural de Bolsas da UFRGS e pelo Lattes. Dentro do site do Lattes, na área “Diretório dos Grupos de Pesquisa”, é possível buscar um grupo do seu interesse aplicando filtros, como: a região do Brasil e a área de atuação. Com isso, aparecerá o nome do grupo, a instituição pertencente e o orientador, com informações de contato, como o e-mail.
Desse modo, percebe-se que há diferentes formas de adesão aos grupos de pesquisa e, independente de como você escolher fazer, desenvolver uma comunicação assertiva será necessário e propiciará adaptação acadêmica, crescimento pessoal e profissional, além de ampliação da sua motivação pelas diferentes áreas de conhecimento que a oportunidade de estar no convívio diário no meio acadêmico pode oportunizar aos interessados em contribuir para a constante atualização científica.
Esse texto foi elaborado por Helena Pincolini Pereira, acadêmica do curso de Psicologia da UFRGS, como trabalho final da disciplina eletiva de Divulgação Científica e Educação Continuada, oferecida pelo curso de Psicologia da UFRGS.
REFERÊNCIAS
BOLSONI-SILVA, A. T. [UNESP et al. Caracterização das habilidades sociais de universitários. Contextos Clínicos, p. 62, 2010.
LEIRIA, M. et al. A aplicabilidade da comunicação na psicologia. Revista INFAD de Psicología. International Journal of Developmental and Educational Psychology., v. 1, n. 1, p. 435–442, 9 jun. 2020.
