Foto: Júlia Urias
O Seminário Caminhos da Extensão foi a atração principal da tarde desta quarta-feira (28). A vice-coordenadora da Regional Sul do FORPROEX, Fabiana Veloso (Unioeste), e o pró-reitor de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, Flavi Lisboa conversaram com os presentes no Auditório Ipê, no Centro Cultural da UFRGS, sobre a realidade e os rumos da extensão universitária no contexto brasileiro atual. O encontro é parte da programação do 23º Salão de Extensão.
A conversa se iniciou com algumas palavras da Pró-Reitora de Extensão Adelina Mezzari apresentando os convidados. Em seguida, a Pró-Reitora de Extensão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Fabiana Regina Veloso, contou ao público um retrato da rotina e dos projetos desenvolvidos na Unioeste. A ideia era debater sobre o que tem sido discutido em fóruns de Extensão e fazer algumas reflexões. De acordo com ela, apesar estarmos num momento bem importante, em que já conseguimos vitórias, o caminho ainda é longo. “Nós temos várias formas de alcançar o que desejamos e o financiamento é um dos meios que podemos utilizar pra incentivar o processo de construção da Extensão”, acrescenta.

As palavras-chave para receber esse apoio financeiro, segundo a vice-coordenadora, é negociação e boa convivência. Para convencer os atores, é preciso a legitimação do processo, o qual é sempre negociado. “A experiência que nós temos no Paraná me mostrou que nós temos que nos relacionar bem com as nossas equipes de gestão, com a nossa governança, e eles têm que ter uma parceria com as instâncias superiores, ou seja, com os órgãos de fomento, seja com o Governo Estadual, com o Governo Federal. É nessa troca que a gente consegue chegar onde pretende. É necessário estar preparado para negociar e agir”.
Além disso, ela menciona que com a curricularização da extensão é preciso ter uma visão estratégica para acolher os novos ingressantes na modalidade, estar presente, para assim propagar a cultura extensionista. “Devagarzinho a gente vai construindo, avançando em alguns pontos, compartilhando com os colegas, trocando ideias. O resultado é indiscutível, o que nós precisamos focar é no restante. A extensão provoca um resultado visível e importante para a sociedade.”
Outro ponto importante mencionado pela pró-reitora de extensão da Unioeste é a aproximação que a extensão deve fazer com as instituições de pesquisa. “A gente tem que tentar construir propostas em que a gente interaja e traga a participação conjunta, afinal, é um tripé: ensino, pesquisa e extensão”.

Flavi Ferreira, pró-reitor de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, começa sua fala reforçando que o foco agora deve ser em qualificar a extensão, já que a missão de convencer sobre sua importância foi reconhecida. “Como a gente dá conta de oferecer uma modalidade que efetivamente impacte na formação de nossos estudantes e que faça diferença no posicionamento das nossas instituições perante a sociedade?” comenta.
A história da extensão também foi relembrada junto com uma explicação do que podemos esperar do futuro. “A curricularização da extensão é uma grande conquista da Universidade e da sociedade brasileira, porque é quando nós estreitamos os nossos vínculos com as demandas que são próprias da sociedade. Significa mexer na Universidade de dentro, gerando oportunidades de uma formação diferenciada para o nosso estudante. Uma formação cidadã, um sujeito mais engajado” contextualiza Flavi.

A fala do pró-reitor de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria focou ainda nos 5 I’s da Extensão Universitária, nos três eixos integradores (territórios, grupos populacionais e áreas temáticas) e a sua importância para o futuro. “A Extensão tem que ser pautada pelo diálogo e não é uma conversa unicamente entre nós. Como eu escuto as pessoas fora da Universidade? Na extensão, a gente pede que o aluno dialogue com as outras áreas e traga esse conhecimento para dentro da ação, não dá pra fazer sozinho. Além disso, a prática de extensão tem que estar vinculada à coluna vertebral da Universidade, tem que ser estruturante, senão ela não vai impactar lá na frente na formação do estudante” reforça.
Os 5I’s da Extensão Universitária são:
- Integração dialógica;
- Interdisciplinaridade e interprofissionalidade;
- Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
- Impacto na formação do estudante;
- Impacto e transformação social.
Confira abaixo as apresentações dos convidados:
apresentação curricularização_FLAVI

O 23º Salão de Extensão integra o Salão UFRGS 2022, que tem como tema “Reencontros, novos espaços e oportunidades” e propõe combinar a alegria do retorno presencial das atividades com o aprendizado dos eventos remotos. O evento segue até o dia 30 de setembro, no Campus Centro da Universidade, gerando um ambiente de troca e debate entre a comunidade acadêmica e parceiros da sociedade.


