Artigo “A força afetiva do timbre na obra de Rakta: Rituais sônicos e transformações corpóreas”

Foi publicado no dia 1 de dezembro na Revista Tropos: Comunicação, sociedade e cultura V.10 n 2 (2021) da Universidade federal do Acre, o artigo: “A força afetiva do timbre na obra de Rakta: Rituais sônicos e transformações corpóreas” escrito pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter em conjunto do bolsista de I.C. Eric Pedott.

O artigo é parte do projeto de pesquisa O timbre como afeto no rock independente brasileiro: uma abordagem semiótica e reflete sobre os processos sígnicos que emergem das construções de timbragem realizadas pela banda RAKTA em suas composições, objetivando compreender o timbre como um agente de comunicação afetiva que opera através de uma lógica imanente. Para tanto, adotamos por perspectiva teórica a filosofia da diferença de Deleuze e Guattari. Nesta perspectiva, o timbre não se reduz à sua forma atual: há ainda um lado virtual do timbre, que se expande a cada atualização, efetuando uma dobra afetiva de si. Como metodologia de análise, mapeamos (1) a máquina sociotécnica que condiciona as timbragens e (2) as atualizações dos timbres ao vivo e no estúdio; em seguida, (3) descrevemos as semioses afetivas que decorrem dessas atualizações.”  

A obra da Rakta nos permite efetuar uma análise sobre a força afetiva das sonoridades de suas composições musicais, em especial nas transformações corpóreas que decorrem das atualizações de timbragens, visto que todos os membros têm uma grande preocupação com este elemento, empregando diversos equipamentos de modulação sonora nas composições. Nossa proposta é a de que o timbre possa ser observado através de um modelo comunicacional imanente. Ao invés de ser um transmissor de emoções, o timbre é aqui apresentado tanto como um evento (o resultado de uma mistura de corpos) como um corpo transformado (afeto). Nesta perspectiva, o timbre não é reduzido apenas à sua forma atual. Há ainda um lado virtual do timbre que expande sua virtualidade a cada atualização e que efetua uma dobra afetiva de si. Temos como prognóstico que as semioses afetivas do timbre na obra da Rakta criam uma comunicação menor, em que a precariedade, o feminismo, políticas do corpo e outras micropolíticas se expressam afetivamente, e que mesmo sendo de forma não-logocêntrica, são capazes de engendrar novos mundos sônicos possíveis.

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Improviso, literatura e lançamentos: uma conversa com a banda Rakta
Rakta: Em ordem de aparição, Paula Rebellato (vocais e sintetizador), Carla Boregas (baixo e sintetizador) e Maurício Takara (bateria e eletrônicos). Fonte: https://musicnonstop.uol.com.br/improviso-literatura-e-lancamentos-uma-conversa-com-rakta-que-participa-do-festival-nao-existe/

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