Chamada de resumos para o VI Congresso da Associação Latino-Americana de Antropologia (ALA 2020)

Está aberto, até 03 de abril, o período para submissão de resumos de trabalhos para o VI Congresso da Associação Latino-Americana de Antropologia (ALA 2020), que acontecerá em novembro deste ano em Montevidéu (Uruguai). Em parceria com Mariana Guanabara (EHESS – França), a pesquisadora do TEMAS Ângela Camana coordenará o simpósio “Mujeres y (r)existencias frente a conflictos ambientales en el sur global”, que está inserido no eixo 4 do evento (“Extractivismo, desarrollo, tierra y conflictos socio-ambientales”). A ementa, em português, pode ser conferida abaixo.

Os resumos serão aceitos em espanhol ou português. Podem enviar trabalhos pesquisadores, profissionais, ativistas e estudantes (de graduação e pós-graduação) da área de Humanidades. A convocatória completa, onde constam regras e prazos, pode ser acessada no site do ALA: http://ala2020.com.uy/

Mulheres e (r)existências frente a conflitos ambientais no sul global

Em um cenário marcado pelo neoextrativismo predatório e pela pauta das mudanças climáticas, a emergência de conflitos ambientais no sul global coloca em questão as diferentes maneiras pelas quais corpos e lugares podem ser afetados, assim como a luta por justiça ambiental e as diversas formas de resistências que daí eclodem. Neste sentido, também merecem destaque as formas de mobilização e de (r)existência de sujeitos subalternizados, sobretudo aqueles marcados por gênero. A discussão acerca das epistemologias feministas e, especialmente, as práticas feministas indígenas e campesinas tornam evidente a relevância do gênero (e suas intersecções com, dentre outros marcadores de diferença, raça, etnia e geração) na análise dos conflitos ambientais resultantes dos extrativismos. Na esteira desta reflexão, também interessam as formas diversas pelas quais sujeitos e elementos de natureza produzem conexões e alianças por vezes eclipsadas quando de projetos desenvolvimentistas, relações estas que excedem o domínio da representação. O intuito deste simpósio é, portanto, repensar as desigualdades ambientais e as disputas territoriais geradas pelo neoextrativismo a partir do gênero e suas intersecções, discutindo não apenas de que maneira as mulheres são afetadas pelo extrativismo, mas também as formas particulares de resistência que emergem nesse contexto. A fim de estabelecer um espaço de encontro e troca, a coordenação do simpósio solicitará às autoras e autores de propostas aceitas que leiam com antecedência outro trabalho da mesma sessão e produzam um comentário a ser compartilhado com as e os colegas. Assim, convidamos integrantes de movimentos sociais, profissionais, pesquisadoras e pesquisadores de diversas áreas de conhecimento a compartilharem relatos de experiência e mobilização, dilemas teóricos e políticos, bem como resultados de pesquisas (concluídas ou em andamento), especialmente aqueles dedicados ao/sobre/com/para o sul global.