Mitologia Clássica
Júlio Musser dos Santos;
Priscila Gonçalves Soares.
Introdução
O tesauro é um vocabulário controlado que visa o emprego de termos consensuais e já estabelecidos de um determinado domínio do conhecimento, tal como suas relações semânticas, organizadas através de uma estrutura sistemática ordenada a partir de uma relação lógica alfabética. Nesse sentido, a criação de um tesauro para a mitologia grega é de suma importância, tendo em vista que é uma área de conhecimento que estuda os conjuntos de narrativas relacionadas as crenças e mitos, assim como seus significados, datada do séc. VIII a.C e oriunda de uma tradição oral-poética. Dessa forma, o estudo da Mitologia Grega permite entender a sociedade grega antiga, tal como suas crenças, comportamentos, costumes, práticas e rituais que remetem não só ao período da Grécia Antiga, mas como os tempos pré-gregos, pré-homéricos, e romanos. Nesse sentido, os contos, tal como seus termos, sofreram modificações e adaptações por conta da transmissão oral, das alterações comuns a passagem de tempo e da incorporação dessas crenças por outras culturas dominantes, como é o caso do Império Romano. Logo, é imprescindível a criação de um tesauro para o controle e padronizações de termos, tendo em vista as multiplicidade e pluralidade de termos existentes diante das diversas versões dos mitos e contos gregos, que levou a uma numerosa existência de sinônimos, homógrafos, homófonos e parônimas. À vista disso, a criação do tesauro pretende excluir as ambiguidades e confusões causadas diante da complexidade e multipluralidade de termos da Mitologia Grega, criando uma base para o acesso e recuperação da informação coesa e já estabelecida pela área do conhecimento em questão.
Metodologia
Como metodologia utiliza como bibliografia principal o livro "O livro de ouro da mitologia: Histórias de deuses e heróis" escrito em 1855 por Thomas Bulfinch, formado em Harvard e especialista em mitologia. Ademais, é importante frisar que os termos e conceitos, tanto utilizados por Bulfinch, quanto os já estabelecidos na área, possuem origens nos textos e poemas de Homero, como a "Odisséia" e "Íliada", e de Hesíodo, como a "Teogonia" e "Trabalhos e Dias", ambos escritos por volta do séc. V a.C.
Para o levantamento de termos candidatos foi estabelecido como guia para a coleta de termos, as relações das divindades gregas (o que inclui ninfas, deuses olímpicos, menores, primordiais, semideuses, monstros e titãs), suas relações conjugais ou adulteras (entre eles ou com humanos) e seus filhos. Por conseguinte, foi elucidado e conceitualizado a área do conhecimento do trabalho em questão, e, para cada termo, foi adicionado uma nota de definição, ou de duas, caso assim fosse necessário. Sendo que a primeira foi destinada para a definição e conceitualização dos termos e a segunda, quando requerida, para elucidar suas relações de afinidade, familiares e adúlteras. Ademais, foi adicionada uma nota de aplicação quando dois termos possuem conceitualizações semelhantes (como deus da guerra, no sentido da violência, e deusa da guerra, no sentido da estratégia), quando há duas versões de um mesmo mito (como Afrodite ter vindo da espuma ou de Zeus) ou quando um termo possui uma série de atributos que variam de acordo com o tempo e região (como Apolo, que ao longo da história tornou-se divindade de muitos domínios). Por fim, em todos os conceitos foram adicionados notas de referência, tendo em vista que, diante da multipluralidade de termos e versões de um mesmo conto, faz-se necessário a aplicação da fonte utilizada.
Público alvo
Como público alvo tem como foco entusiastas da Mitologia Clássica que querem aprofundar seus conhecimentos e estudos na área ou que buscam uma elucidação diante da vasta gama de termos, muitas vezes semelhantes. Ademais, visa também como público alvo, estudiosos, especialistas, acadêmicos e pesquisadores a quem interressar.
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