Alimentação artificial de invertebrados para controle de vetores de risco à saúde

Panorama tecnológico

Insetos hematófagos podem causar grandes danos à saúde humana e animal. As perspectivas de aumento das temperaturas globais e expansão da fronteira urbana, gerando mais perturbações do ambiente, tendem a aumentar a circulação de agentes patogênicos transmitidos por esses organismos, como os vírus da dengue, Zika e chikungunya. Frente à necessidade de reduzir a transmissão desses agentes infecciosos, é necessário conhecer a biologia dos invertebrados vetores, possível através de pesquisas científicas. Deste modo, os laboratórios precisam de grande quantidade de invertebrados para a realização dos ensaios ou solturas massivas de organismos modificados geneticamente.

Descrição da tecnologia

A tecnologia propõe um sistema e um processo de alimentação artificial de invertebrados capaz de expor a alimentação necessária a diversos tipos de invertebrados. A inserção de alimento pode ser feita a qualquer momento e utiliza películas intercambiáveis para contenção, permitindo também o acoplamento opcional de um aquecedor regulável que é utilizado dependendo do alimento que se pretende fornecer.

Problema que a tecnologia resolve

Um dos grandes gargalos na produção desses organismos é a alimentação em cativeiro, especialmente problemática quando envolve a necessidade de oferecimento de sangue para os mesmos. A presente invenção tem por objetivo resolver os problemas no estado da técnica a partir de um sistema de alimentação artificial de invertebrados simples e robusto. Além disso, o sistema de aquecimento pode ser utilizado para outras funções de interesse laboratorial.

Vantagens

Com design simplificado, compacto, durável, de fácil assepsia e utilização, a tecnologia simplifica e diminui o custo de criação de insetos em larga escala, bem como para pesquisa científica.  Além disso, permite a contaminação de insetos com micro-organismos ou substâncias químicas de maneira segura para o operador.

Aplicações

– Criação de insetos em larga escala em bioindústrias.
– Criação de insetos para serem utilizados como modelos biológicos em pesquisas científicas.
– Contaminação via oral de insetos por microorganismos ou agentes químicos para pesquisa ou aplicação industrial.
– Mini estufa para o crescimento de fungos e bactérias em placa de Petri.
– Biorreatores de campo (estabilizando a temperatura para fermentação).

Estágio de desenvolvimento (TRL – Technology Readiness Level)
Status da tecnologia
Pedido de patente depositado no INPI.

Oportunidades de parceria
Licenciamento
Parceria estratégica
Captação de recursos

Inventora
Flávia Regina Girardi Montagner

Laboratório
Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia – UFRGS

 

 

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