Panorama tecnológico
As imagens em medicina nuclear podem ser planares, varreduras, dinâmicas ou tomográficas, ditas imagens obtidas através da detecção dos fótons emitidos pelo paciente, que inicialmente atravessam um sistema de colimação, e então interagem com o detector do equipamento que sofre um processo de cintilação, enviando esta energia para um grupo de fotomultiplicadoras que são responsáveis por amplificar o sinal recebido e enviá-lo, em forma de diferença de potencial, para que seja realizada a conversão analógica para digital da informação, de forma que a imagem do paciente possa ser visualizada na tela de um computador. Os estudos em medicina nuclear apresentam uma baixa resolução anatômica, porém apresentam uma grande sensibilidade para estudos metabólicos e, no caso do PET, inclusive sensibilidade para estudos moleculares. Em geral, os pontos da imagem onde se observa uma maior concentração de material radioativo são chamados de “zonas quentes” e os pontos onde a concentração de material radioativo é pequena ou nula são chamados de “zonas frias”. A relação entre as zonas quentes e frias fornecem a informação de atividade metabólica ou perfusional da região de interesse. Em alguns casos, as imagens obtidas podem ser quantificadas.
Descrição da tecnologia
A presente invenção diz respeito a um simulador para detecção de zona de maior captação radioativa em imagens de medicina nuclear. Mais especificamente, compreende um equipamento que permite a indução de campo elétrico através de eletrodos metálicos, constituídos por deposição de filme fino conectados a uma fonte externa de diferença de potencial variável, com os íons de material radioativo tendendo a se concentrar no eletrodo positivo, de forma que o processo de deposição deste material é detectado por um sistema de aquisição de imagens em medicina nuclear, correspondendo a uma zona de maior concentração radioativa.
Problema resolvido
A forma mais comum de se criar zonas quentes é o uso de peças volumétricas, geralmente em acrílico ou polietileno que tenham abertura para inserção de material radioativo e que possam ser vedadas, impedindo a migração de material radioativo para o meio. As concentrações em relação ao fundo (restante do simulador) e do artefato quente normalmente são baseadas em valores conhecidos de patologias específicas. No entanto, este método apresenta como inconveniente o fato de não ser obtida a vedação adequada, além de em alguns casos, ser observado o surgimento de bolhas de ar e de nem sempre ser possível a fixação do artefato na localização desejada.
Aplicações
– Medicina Nuclear.
Vantagens
O objetivo da quantificação em Cintigrafia de Perfusão (SPECT) e tomografia por emissão pósitros (PET) é obter imagens reconstruídas, onde o valor de cada pixel corresponda à concentração de radioisótopo na região específica do paciente. Para que a quantificação seja válida, correções de atenuação, espalhamento e volume parcial devem ser praticadas, afim de que o resultado da quantificação esteja próximo do real, além de que os métodos de reconstrução destas imagens devem ser cuidadosamente escolhidos e devem contemplar os efeitos de degradação da imagem.
Nível de maturidade da tecnologia (TRL – Technology Readiness Level)
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Status e oportunidade
Patente concedida pelo INPI sob n° do pedido BR 10 2013 014233-6.
A patente pode ser encontrada na íntegra no Lume pelo link.
Inventores
Karina Nique Franz
Marino Muxfeldt Bianchin
Sérgio Ribeiro Teixeira
Adriano Friedrich Feil
Pedro Migowski da Silva
Dario Eberhardt