SIMPÓSIO 4.1: Tradução da literatura infantil e juvenil: esboço de novas perspectivas críticas, teóricas e práticas na « paisagem » dos Estudos da Tradução
Coordenação: Lia Araujo Miranda de Lima (UFMG), Celia Maria Magalhães (UFMG) e María del Mar Paramos Cebey (UnB)
E-mails: liaamiranda@gmail.com, celiamag@gmail.com e marpc23@gmail.com
Línguas do simpósio: Português, Francês, Espanhol e Inglês.
Resumo: Nas últimas décadas do século XX, os estudos sobre a literatura infantil e juvenil se consolidaram no âmbito dos estudos literários, reivindicando para os livros direcionados a crianças e adolescentes uma função estética, mais que meramente didática. A investigação sobre a literatura infantil deixava, então, o domínio exclusivo dos educadores e bibliotecários ao mesmo tempo que os Estudos da Tradução reivindicavam sua autonomia como campo disciplinar. A estruturação dos Estudos da Tradução entre as décadas de 1970 e 1980 criou um cenário propício à ampliação de seu escopo e, progressivamente, a tradução da literatura infantil e juvenil se tornou um campo de interesse para pesquisadores como Zohar Shavit, Riitta Oittinen, Gillian Lathey, Emer O’Sullivan e Cecilia Alvstad. Além das traduções propriamente ditas, entre dois idiomas, interessam aos Estudos da Tradução as diversas formas de reescrita literária, conforme a definiu André Lefevere (1992): a crítica, o comentário, a historiografia, o ensino, as antologias. Acrescentam-se, ainda, os diferentes tipos de tradução intersemiótica, envolvendo a imagem e o som, bem como a reconfiguração de obras literárias em novas apresentações, por meio da tradução visual, por exemplo. Essas diversas modalidades de reescrita se manifestam de maneira particular na literatura infantil e juvenil, que constitui um sistema periférico no qual as normas poéticas se submetem a restrições mais evidentes, como o comprometimento pedagógico e a necessidade de se dirigir a dois públicos (SHAVIT, 1986). Restrições semelhantes atuam na literatura não infantil e na sua tradução, porém de forma menos evidente. Para este simpósio do ENTRAD, serão bem vindas propostas de comunicação sobre o papel de uma prática reflexiva da (re)tradução da literatura infantil e juvenil para uma renovação da « paisagem » (ZANETTIN; SALDANHA; HARDING, 2015) dos Estudos da Tradução e da Tradução Literária, tendo em mente as perspectivas dos Estudos Descritivos da Tradução e da Literatura Comparada.
Palavras-chave: literatura infantil e juvenil; tradução; paisagens teóricas.