SIMPÓSIO 5.1: Formação de tradutores/as e intérpretes e contextos sociais
Coordenação: Márcia Moura da Silva (UFRGS), Monique Pfau (UFBA) e Sandra Dias Loguercio (UFRGS)
E-mails: marciamouraprof@gmail.com, moniquepfau@gmail.com e sdloguercio@gmail.com
Línguas do simpósio: Português, espanhol, francês e inglês.
Resumo: No Brasil, o número de cursos de Bacharelado em tradução e/ou interpretação vem aumentando gradualmente, sendo que só no âmbito público, além de cursos já antigos (como aqueles ofertados pela UFRGS, UnB e UNESP), há aqueles criados mais recentemente com o incentivo do REUNI (por exemplo, os da UFPB, UFPel e UFU). De modo mais amplo, a formação de tradutores/as e intérpretes dentro do contexto universitário, que se ocupa de desenvolver competências e métodos (ALVES, MAGALHÃES e PAGANO, 2000; ECHEVERRI, 2004; HURTADO-ALBIR, 2015; KELLY, 2012; KIRALY, 2012; PYM, 2003; NORD, 1991; SCHÄFFNER, 2000; VASCONCELLOS, 2020), também oferece a possibilidade de ver a tradução como uma atividade ligada a questões sociais, humanísticas e políticas (BLUME, PETERLE, 2013; BAKER, 2018, 2019; BAKER e MEIER, 2011; SANTOS, 2011; SPIVAK, 1993; TYMOCZKO, 2007). Além dos cursos de graduação com ênfase em tradução, os programas de formação de tradutores/as e intérpretes também são contemplados em maior ou menor escala em cursos de Letras, programas de pós-graduação (lato e stricto sensu), de extensão e grupos e núcleos de pesquisa. Ademais, mesmo com uma política institucional que busca classificar as línguas e tudo que nelas é produzido por sua importância no mercado, a academia resiste ao resguardar a oferta de múltiplas línguas, incluindo as originárias e/ou minoritárias, dando espaço para se repensar a prática tradutória, em suas diversas modalidades, e responder às atuais demandas sociais que se colocam para tradutores/as e intérpretes. Esse cenário propicia o aumento de pesquisas e reflexões em didática da tradução ou interpretação, bem como estimula a formação de pesquisadores/as em Estudos da Tradução no país, o que repercute em uma produção teórica e aplicada nacional cada vez mais atrelada a seus contextos sociais. Nesse sentido, a proposta deste simpósio é compartilhar conhecimentos sobre pesquisas, projetos pedagógicos e atividades que circundam o universo da pedagogia da tradução/interpretação e da formação de pesquisadores/as em instituições de ensino superior no Brasil, bem como em outros países, reveladores de contextos sociais locais, para que mutuamente se alimentem, podendo servir de base para repensar práticas e teorias aplicadas em contextos de formação, a criação de novos projetos e/ou formações, reformas curriculares, de disciplinas e/ou de programas de pós-graduação ou mesmo para subsidiar políticas linguísticas públicas ou institucionais. Palavras-chave: didática da tradução; didática da interpretação; formação de tradutores/as e intérpretes; formação de pesquisadores/as em Tradução/Interpretação.