Asantehemaaa (rainha-mãe) no Estado axânti, com atuação entre 1809-1819, quando foi afastada e banida da corte depois de ter se envolvido em uma rebelião fracassada contra Osei Tutu Kwame. O pai pertencia a uma alta linhagem e a mãe era parte da linhagem real axânti.
Quando a rainha-mãe governante, Asantehemaa Konadu Yaadom, morreu em 1809, ela, que era prima em linha materna de Osei Tutu Kwame, foi a escolhida para a sucessão. Já nesta função ela comprou sua cidade natal de Apa, provavelmente usando um pouco da riqueza que acumulara, e se estabeleceu em Kumasi.
Em 1817, o Asantehene (rei) viajou para a província de Gyaman, onde o governante local, Kwadwo Adinkra, estava agindo contra os interesses dos axântis, e a deixou no comando do governo. Aproveitando a ausência do cônjuge real, Adoma Akosua entrou em negociações com um concorrente ao trono originário de Abrom, e reuniu mais sete jovens esposas reais e suas famílias para apoiar seus objetivos. Outras fontes dizem que a manobra tinha a finalidade de colocar um de seus filhos no trono. Ela preparou um ritual fúnebre para Osei Tutu Kwame, aparentemente esperando que a cerimônia o levaria à morte.
Quando Osei Tutu Kwame tomou ciência do ocorrido, enviou fiéis apoiadores de volta para a corte para reprimir a rebelião. Ao retornar à Kumasi, convocou um conselho que decidiu pela execução de todos os(as) envolvidos(as): as esposas que apoiaram Adoma Akosua foram decapitadas, e é provável que o filho dela também tenha sido executado. Os tradicionalistas divergem sobre o destino da rainha rebelde: para alguns, ela teria sido enfocarda, meio pelo qual o sangue real não foi derramado; outros dizem que ela não foi morta nessa época, mas que, junto com os seus descendentes, foram afastados das funções monárquicas.
Ao que parece, Adoma viveu em Kumasi até por volta de 1838. Seu tataraneto, Osei Kwaku Goroso, tentou reivindicar sua herança real em 1880, mas não teve sucesso e foi exilado da Costa do Ouro.
BIBLIOGRAFIA
ADOMA AKOSUA. In: Asantesm – the asante collective biography project bulletin. Evanston: Program of African Studies, Northwestern University, 1979, v. 11, p. 14-17.
MCCASKIE, T. C.. Anti-witchcraft cults in asnte: an essay in the social history of an african people. History in Africa, v. 8, p. 125-154, 1981.
SHELDON, Kathleen. “Adoma Akosua”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 1, p. 150.
Última atualização em: 28/01/2021
































