Nasceu em Nachingwea, no Sul da Tanzânia, uma das bases de atuação da FRELIMO. O pai participou ativamente da luta de libertação nacional, o que a levou desde muito cedo, com treze anos, a ingressar na guerra.
Em 1965 ela atuava em uma milícia no distrito de Muidumbe. Participou do primeiro grupo de vinte e cinco mulheres que ingressou no Destacamento Feminino e obteve treinamento no Centro de Preparação Político-Militar em Nachingwea, sendo secretária e chefe de uma de suas sessões.
Apesar de o Destacamento Feminino ter atuado de forma bastante específica, o seu objetivo principal era dividir tarefas entre a população e organizá-la para que houvesse sucesso na luta. Paulina ofereceu contribuição substancial nas áreas libertadas. Participou do 2º Congresso da FRELIMO (1968) e em 1971 esteve no comando setorial do Destacamento Feminino em Manica, em Cabo Delgado e foi delegada deste destacamento na Primeira Conferência Constitutiva da Organização da Mulher Moçambicana (1973).
Após a independência, Paulina N’Kunda permaneceu ativa na vida pública, como deputada da Assembleia Municipal da Beira (1981-1988). Em 1996, foi eleita Secretária Geral da Organização da Mulher Moçambicana – OMM.
BIBLIOGRAFIA
CAGLIARI, Maiara Cemin. Gênero e revolução: mobilização de mulheres na Frente de Libertação Nacional de Moçambique (1962-1975). Dissertação (Trabalho de Conclusão de Curso – História), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.
ISAACMAN, Allen & ISAACMAN, Barbara. The role of women in Liberation of Mozambique. Journal of African Studies, nº13, 1994, p.128-185.
MUSSANHANE, Ana Bouene. Protagonistas da luta de libertação nacional. Maputo: Marimbique, 2012.
Última atualização em: 22/01/2021
































